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Fui reclamar de plágio, eis a mensagem que recebi

Posted by on 28-mai-2015 in Blog, Opinião | 2 comments

Quem acompanha o meu blog sabe que eu reclamo muito dos plagiadores. Reclamo bastante, porque é desonestidade intelectual, prejudica a divulgação do trabalho alheio, é patético etc. Eu diria que é uma das bandeiras que eu levanto e não tenho medo, porque não tenho teto de vidro!

Toda vez que publico material alheio aqui no blog, eu informo as fontes. E tenho o bom senso de não reproduzir material fora de um contexto. Por exemplo, eu não pegaria a ilustração do banner blog de outra pessoa para falar sobre outra coisa que não tenha nada a ver com falar sobre aquele blog.

Já fui vítima de plágio várias vezes. Uma vez, li um texto em um grande portal e ele estava praticamente idêntico ao meu. Mudaram algumas palavras, usaram sinônimos, mas era evidente que o texto era totalmente inspirado no meu, como uma Chanel e um Xanéu.  Fui reclamar com o dono do blog, um colega de profissão. Prontamente ele reconheceu o erro, colocou a fonte e disse que quem escreveu foi uma de suas estagiárias, uma moça competente. Desculpe, se fosse competente, não estaria cometendo plágio.

Sou assim. Dou patada mesmo nesses casos. Porque se você é “pego na mentira” (como dizíamos quando eu era criança), a melhor coisa é reconhecer o erro, remediar se for possível e pedir desculpas. Não adianta ficar de desculpinha esfarrapada.

Agora a parece que a moda dos plagiadores é pegar a imagem do banner do meu blog e colocar em contextos que fogem do blog. Criam memes idiotas para as mais diversas profissões. Eu fico revoltada, porque eu paguei por essa arte. E não é só o dinheiro: é um trabalho criativo e registrado, feito pela minha amiga Jaqueline Girardi-Pauly. Ela empregou energia criativa na elaboração do trabalho, ela estudou um conceito e chegou nessa arte.  Ela usou seu tempo e seus recursos intelectuais para criar essa arte. É algo tão simples de entender e não consigo compreender como as pessoas simplesmente acham que podem copiar o desenho e usá-lo fora de contexto!

Quer um desenho de graça? Procure bancos de imagens como o Free Digital Photos. Uso o serviço direto, para procurar ilustrações para minhas postagens. Por exemplo, na série sobre gravidez, uso muito a imagem abaixo:

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

Vou ficar chateada se alguém usar a mesma imagem em outro contexto? Claro que não, a imagem não é minha, não tem relação com  o blog e pode ser usada em diversas situações (observe as condições de uso do Free Digital Photos). Mas eu não admito que peguem a imagem do meu banner e a utilizem para fazer memes idiotas. Se quiser usar a imagem do meu banner para citar um texto meu ou para fazer propaganda de meu blog, fiquem a vontade e eu ficarei imensamente feliz com a lembrança e com a generosidade. Caso contrário, vou reclamar! E em uma reclamação recente de meme idiota, olha a resposta que recebi do dono da fanpage:

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Claro que desci completamente do salto (mas mantive a classe) e dei uma resposta mais do que merecida:

Faz me rir, amiga(o)…. Não é desespero da minha parte e nem divulgação de sua parte. Não é desespero porque estou cobrando O QUE É CERTO e não é divulgação porque você COPIOU uma imagem sem mencionar a fonte e mesmo se tivesse mencionado, está fora do contexto no qual ela foi criada. Não é só porque tá na internet q é ‘domínio público’, as coisas tem dono e tem autoria. Você está agindo de má fé ou por pura ignorância, pesquise sobre as leis de direitos autorais. E respeite meu trabalho e faça o seu melhor.
E não fez mais do que sua obrigação por ter retirado. Eu que fiquei indignada com a mensagem que recebi em troca, pelo amor!
E que raio de profissional vc é? “Ora, se a imagem está sem autoria em outros lugares, então posso usar.”. Nossa, a cada hora que olho a porcaria de mensagem pra tentar se justificar q vc me mandou fico mais revoltada! Com relação aos outros, toda vez que tenho notícia de que meus textos ou imagens relacionadas ao meu site estão sendo usados de maneira equivocada, procedo como procedi com vc. Era só tirar a imagem do ar (como vc fez depois), não precisava mandar essa mensagem BURRA se justificando.

Daí o cara continuou, surtadinho:

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E antes de silenciar a conversa e bloquear o cidadão abestalhado, respondi:

Vai passear, amigo. E pega esse apelo a autoridade e vai pra Praça e Nossa, porque vc vai deixar o programa mais interessante e vai fazer outras pessoas (além de mim), rirem. Um profissional q cursou um curso superior e que não sabe o que é plágio, chega a ser ridiculamente engraçado e patético.

Sinceramente, acho que um profissional com curso superior deveria saber muito bem o que é plágio. Nós fazemos trabalhos de disciplinas, alguns participam de projetos de Iniciação Científica, fazemos TCC, etc. E se você for cursar Pós-Graduação, vai produzir muito mais. Uma pessoa que produz e dissemina conhecimento deveria saber o que é plágio. Ou esse sujeito acha que o capítulo final, de Referências Bibliográficas, é para enfeitar o trabalho e para dizer “olhem avaliadores, como sou foda, li coisa pra caramba”?

Uma pessoa que está inserida dentro desse contexto deveria ter respeito pelo trabalho dos outros. Mas na prática, não foi o que vi e não é o que vejo em vários casos.

Sabe de uma coisa? Acho que estou esperando demais da humanidade. Não quero ser pessimista, mas hoje estou particularmente assim. Estou esperando demais porque já soube de casos de plágio por parte de estudantes de doutorado e professores de grandes universidades. Uma vez assisti uma defesa de Mestrado e achei que fosse desmaiar de tanta vergonha alheia. O moço simplesmente copiou e traduziu um trecho de um artigo, colocando-o no texto de sua dissertação. Não, ele não colocou o trecho entre parênteses e mencionou que era do artigo, ou algo assim. Ele inseriu esse trecho no meio do texto, como se fizesse parte da produção dele. Acontece que uma das pessoas da banca foi uma das autoras daquele artigo. E aquilo foi desmascarado ali na frente de todo mundo. Senti pena do moço, mas ao mesmo tempo, fiquei impressionada com a falta de desconfiômetro. Por favor, até quando a gente vai confundir ignorância com má fé?

Copiar os outros é errado e ponto. Não adianta arrumar desculpinha. Peça desculpas e aprenda a lição! Não vou tratar quem me copia com condescendência.

Tem um perfil no Twitter que adoro, o @perfunctorio. O proprietário (ou proprietária) do perfil tem um profundo conhecimento sobre História da Arte e faz algo muito criativo e engraçado: usa obras de arte para ilustrar memes. Acontece que como toda ideia genial, sempre tem um boçal que quer copiar. Recentemente o proprietário do perfil denunciou uma pessoa que criou uma fanpage no Facebook (cada dia tenho mais raiva dessa rede social) fazendo a mesma coisa que o @perfunctorio faz no Twitter. Ah sim, com o agravante de várias vezes pedir ajuda ao @perfunctorio, perguntando sobre uma determinada obra de arte. Até então, o @perfunctorio não sabia da existência da fanpage e como ele sempre é muito gentil em responder as dúvidas dos seguidores, ele respondia numa boa.

Ou seja: o plagiador copiava a ideia do @perfunctorio e como não tem o mesmo conhecimento, pedia ajuda ao @perfunctorio, que de nada desconfiava. Nossa, fiquei tão revoltada com essa história, pelo amor de Deus! E isso é comum na internet. Há alguns anos, uma blogueira (nem sei se ela ainda escreve, mas era na época em que os blogs eram bem pessoais, como diários) contou que um outro blog copiava TUDO o que ela postava. Tudo, inclusive histórias e vivências pessoais, fotos de viagens, etc. Uma coisa doentia, de uma pessoa querendo copiar a vida da outra.

Eu me pergunto: até quando? Quando as pessoas vão trabalhar para terem sua própria marca registrada? Quando as pessoas vão deixar de copiar os outros?

Sabe, eu fico desanimada em manter a fanpage do Meteorópole. Eu gosto de escrever no blog, mas manter a fanpage é algo que tem me desanimado. O público do Facebook (salvas importantes e queridas exceções, claro!) é muito ruim. São pessoas que preferem imagens e não gostam de ler textos muito grandes. E não é só falta de conhecimento sobre o funcionamento da rede social em si, porque quem tem o hábito de ler aprende rapidamente as funções mais básicas. Eu falo da falta de noção do alcance daquilo que é dito e publicado e da falta de respeito e consideração ao trabalho do próximo. O Facebook parece que revela uma face assustadora das pessoas, porque muitas agem de forma bizarra, compartilhando toda sorte de mentira e desrespeito na rede, mas na “vida real” são completamente pacíficas. Acho que o problema está aí: em separar “vida real” de “vida virtual”. Se pelo menos houvesse o mínimo de conscientização de que se tratam da MESMA COISA, o comportamento seria diferente.

 

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Aprendendo sobre xilogravura + dica de exposição!

Posted by on 27-mai-2015 in Artes Plásticas, Blog, Dicas, Lifestyle | 0 comments

A xilogravura é uma técnica de gravura onde utiliza-se a madeira como matriz. Em palavras bem samanthescas, é como se a madeira fizesse o papel de um carimbo. E quando criança, eu amava carimbos! Na verdade tenho um carimbo do Keropi e outro da Hello Kitty em minha mesa, mas ninguém precisa saber disso rs.

Por gostar de carimbos, fiquei encantada quando vi as xilogravuras pela primeira vez. Acho que eu estava no início da adolescência e uma queria professora de português falou sobre Literatura de Cordel. Quando ela mostrou os livrinhos, explicou que as capas eram feitas através do processo de xilogravura.

E por falar em Literatura de Cordel, sempre recomendo os trabalhos da Jarid Arraes. Ela escreve cordéis com temática feminista, até quando fala de sua própria biografia. Fala também do racismo e do preconceito contra homossexuais. E se você gosta de cordel, quer conhecer, trabalha em uma escola ou está coordenando algum projeto, recomendo que adquiram os cordéis da Jarid para sua biblioteca, porque a escrita é deliciosa e porque o conteúdo é maravilhoso.

Depois de ter feito propaganda merecida para a amiga, vamos continuar falando da xilogravura. O uso da xilogravura na Literatura de Cordel é provavelmente o mais conhecido, porque faz parte da cultura nacional. Mas a xilogravura é uma técnica muito antiga, conhecida provavelmente desde o século VI. Está presente na história da arte do Japão, da China e de diversos países da Europa. No século XIX, era uma técnica muito usada para imprimir rótulos de produtos, por exemplo.

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Xilogravura do século XIX, do artista japonês Katsushika Hokusai. Chama-se A Grande Onda de Kanagawa e a mencionei nesse post. Fonte: Wikimedia Commons

É uma técnica muito barata de gravura, já que é possível realizar lindos trabalhos com pedaços pequenos de madeira. As ferramentas para “entalhar” a madeira também são baratas e podem ser até improvisadas ou fabricadas em pequenas oficinas. Artistas muito famosos utilizaram xilogravura em suas obras. Picasso e Edvard Munch são exemplos de artistas muito renomados que utilizaram a técnica em alguns de seus trabalhos.

O Beijo IV, de Edward Munch (1902)

O Beijo IV, de Edward Munch (1902)

É interessante notar no trabalho acima que Munch deixou as ranhuras naturais da madeira. Há trabalhos em que o artista lixa a madeira até ela ficar mais lisa, para minimizar esse efeito. Claro que lixar ou não vai do conceito e da ideia de cada artista. E para ver mais trabalhos de xilogravuras (woodcuts) de Edvard Munch, clique nessa galeria.

No Brasil, os xilogravuristas mais conhecidos são também cordelistas ou estão muito envolvidos nessa cultura. Um dos nomes mais famosos é o Mestre Dila, por exemplo.

E recentemente eu descobri que existe um museu dedicado a Xilogravura, que funciona lá em Campos do Jordão-SP desde 1897. É o Museu Casa da Xilogravura. O Museu foi fundado por Antonio F. Costella, professor aposentado da ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP. Até hoje o Prof. Antonio atua na direção do museu e é proprietário do imóvel onde o museu está instalado. Ele deixou documentado em um testamento, para que o acervo e o imóvel sejam doados para a USP no futuro. O Professor Antonio F. Costella escreveu diversos livros sobre o tema, todos lançados pela Editora Mantiqueira, também fundada por ele. Os lucros na venda dos livros são utilizados na manutenção do museu. E lendo a biografia do Prof. Antonio, vi que ele também é escritor de ficção. Escreveu uma série de livros em que o narrador é o seu cachorro Chiquinho, durante uma viagem a Europa. Fiquei ainda mais curiosa sobre esse professor, que publicou diversos obras de literatura infantil. E achei tão fofa uma das condições do testamento: a USP será proprietária do imóvel e do acervo do Museu Casa da Xilogravura desde que respeite o túmulo do cachorro Chiquinho, localizado nos jardins da propriedade. Caso contrário, o imóvel pertencerá a UNITAU. Não sei se é lenda ou se é verdade, mas achei a condição do testamento muito fofinha <3.

Infelizmente ainda não conheço o museu pessoalmente, mas assim que eu for fazer um passeio em Campos do Jordão, pretendo colocar o museu em meu itinerário. Mas enquanto isso não acontece, me delicio com a exposição Uma Casa Para a Xilogravura, em cartaz no Parque CienTec. A exposição consiste em painéis que divulgam a arte da xilogravura, mostrando quais são as principais técnicas, quais ferramentas são utilizadas e contando um pouco da história desta técnica. A exposição é uma divulgação do Museu Casa da Xilogravura, despertando no visitante da exposição a curiosidade em conhecer o Museu.

Na exposição do CienTec, há inclusive a possibilidade de se participar de uma pequena oficina sobre xilogravura. Essa oficina é bem simples, mostra a impressão a partir de matrizes já existentes. É muito interessante, mas é mais voltada para crianças. Ou seja, na oficina não se ensina a entalhar a madeira, por exemplo.

A exposição é bem pequena, você consegue participar da visita e da oficina em cerca de 1h. Ela seria mais completa se contasse com exemplares da arte da xilogravura, com material sobre Literatura de Cordel, por exemplo. Acho que isso deixaria o público mais curioso, além disso iríamos compreender melhor o processo de escolha da madeira, entalhe, impressão e exposição do trabalho.

Um destaque na exposição são os livros da Editora Mantiqueira, quase todos escritos pelo Prof. Antonio F. Costella. Os livros estão presentes na exposição para que o leitor possa conhecer mais sobre a arte e há um volume maravilhoso que incentiva o leitor a criar sua própria xilogravura. É o livro Xilogravura – Manual Prático. Pesquisei no site da Livraria Cultura e diz que está esgotado =(. Mas encontrei em sebos e pelo Mercado Livre. E talvez entrando em contato com a Editora, seja possível adquiri-lo. Esse livro é muito bacana, porque explica de forma prática e muito clara sobre as principais técnicas de xilogravura, fala dos passos iniciais necessários para começar a produzir xilogravura, etc. Percebo que qualquer pessoa dotada de talento e criatividade pode trabalhar com xilogravura e acho que foi exatamente isso que o autor pretendia ao escrever esse manual prático.

Para conhecer a exposição do CienTec, veja mais informações aqui. E para conhecer o Museu Casa da Xilogravura, em Campos do Jordão, veja mais informações aqui.

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TAG: skoob, minha estante virtual

Posted by on 26-mai-2015 in Blog, Livros | 0 comments

Quem gosta de ler certamente conhece o Skoob. É um serviço ótimo, eu diria que é uma rede social de leitores. Você pode cadastrar os livros que já leu e escrever resenhas sobre eles, pode cadastrar uma lista de livros que pretende ler e pode também dizer quais livros abandonou. É possível classificar os livros, o que certamente ajuda outros leitores a tomar decisões.

Confesso que não costumo atualizar o Skoob com a frequência que eu gostaria. São tantas redes sociais e além disso eu atualizo o blog. E assim vou deixando a atualização do Skoob em segundo plano.

Só que quando a Sybylla me indicou a tag (ela viu aqui), resolvi responder! Porque eu gosto do Skoob e acho que é um serviço que vale a pena ser divulgado.  Meu perfil é esse aqui, caso alguém queira me adicionar =).

Agora vamos responder tag?

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

01. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?
59! Não atualizei com todos os livros que já li e infelizmente não tenho tempo para ler mais livros =)

02. Qual livro você está lendo?
Contato, do Carl Sagan. Não consigo mais

03. Quantos livros tem na sua aba VAI LER (que mudou pra QUERO LER né?)?
15! Mas eu sou meio estranha e mal adaptada com a vida digital. Por exemplo, as vezes eu leio alguma resenha sobre algum livro que me interessa. Daí anoto o nome no bloquinho que sempre carrego.

04. Você está relendo algum livro? Qual é?
No momento, nenhum.

05. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
Vários, mas na minha aba do Skoob de livros abandonados, cito o Vaticano S.A., do Gianluigi Nuzzi. Acabei inclusive doando esse livro. O tema é muito interessante, mas o livro é chato, com muitas siglas e muita informação jogada. O autor deveria ter escrito uma história mais linear, colocando certas informações como notas de rodapé ou notas de fim de capítulo.

06. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?
Tenho apenas 9 resenhas, mas é que eu sou maladrinha rs. Na verdade, escrevo a resenha aqui no Meteorópole e colo o link no campo correspondente do Skoob. E nem todas as resenhas que escrevi no blog estão divulgadas no Skoob.

07. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
30 dos 59 livros cadastrados como lidos.

08. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
Não uso muito esse recurso e acabo de ver que o único livro cadastrado como favorito é o Desespero, de Stephen King. Gostei do livro, mas não posso considerá-lo como “o meu mais favorito do mundo” rs

09. Quantos livros você tem na aba TENHO?
Nenhum. Não costumo cadastrar o livro como tenho. Eu apenas cadastro se li ou não.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
Nenhum também, rs. É outro recurso que não costumo usar.

11. Quantos livros emprestados no momento? Quais?
Nenhum também, rs. Mais outro recurso que não costumo usar.

12. Você quer trocar algum livro? Quais são?
Não consigo pensar em nenhum no momento. Normalmente acabo doando/trocando os livros em grupos do Facebook.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
Também não uso esse recurso. Há alguns meses, a Anaté Merger tinha falado de uma meta do Mark Zuckerberg de ler 2 livros por mês. Achei a meta interessante e até queria cumpri-la (até porque é possível também), mas com a gravidez, acabo tendo tanta coisa pra fazer e tendo tanta preguiça…

14. Qual é o número no teu paginômetro?
21.071. A propósito, foi essa tag que chamou minha atenção para esse indicador. Muito legal, ótima ideia Skoob =)

15. Qual o link do teu perfil do Skoob?
https://www.skoob.com.br/usuario/966318-samantha aqui gente =)

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Mães em Star Trek

Posted by on 25-mai-2015 in Blog, Ficção Científica, Gravidez | 2 comments

Duas coisas me inspiraram a fazer esse post. A primeira foi um post que escrevi há alguns meses, sobre Gravidez em Star Trek. Esse post é sobre as Mães em Star Trek e vai falar de algumas mães mencionadas nesse outro post sobre gravidez, mas não de todas. Muitas mães de Star Trek já começaram o seriado sendo mães, com filhos grandes, então vou abordar a questão da maternidade na série.

Outra inspiração para esse post vem desse ótimo post da Sybylla que fala das mães na ficção científica. O post dela também me inspirou a escrever. Então vamos lá!

Eu precisava usar isso, mesmo que sem um contexto totalmente apropriado! hahahaha, valeu Sybylla

Dra. Beverly Crusher

Muitos fãs da série falam que ela é a perfeita MILF, aquela mãe deslumbrante e gostosona de seu amigo chato da escola rs. Realmente, Gates McFadden é uma linda mulher e uma excelente atriz e coreógrafa (ela trabalhou na criação da coreografia do filme Labyrinth). Atuando como a Dra. Beverly Crusher, ela lembra muito as mães do dia de hoje: as vezes é super protetora (quantas vezes essa mulher foi até a ponte para xeretar o trabalho de Wesley? rs), mas também é uma mãe que se resigna e aceita que o filho cresceu. Tanto que Wesley deixa a Enterprise para estudar! Pense na quantidade de mães que você conhece que sentem aquela “síndrome do ninho vazio” quando os filhos saem de casa. Eu conheço muitas! E talvez eu seja vítima dessa síndrome um dia 😉

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Beverly deixou Wesley na Enterprise para procurar novos desafios em sua carreira. Quantas mães não mudam de cidade ou até de país para buscar novos desafios profissionais e novas oportunidades financeiras, deixando os filhos sob o cuidado do pai ou dos avós? Infelizmente, muitas mães que agem assim são julgadas por terceiros, que desconhecem a realidade daquela família.

Na segunda temporada de Star Trek: TNG, Dra. Crusher deixa a Enterprise para assumir um cargo na Starfleet Medical, um departamento de pesquisa médica da Frota Estelar. Seu filho Wesley Crusher, que deve ter por volta de 15-16 anos,  fica na Enterprise, para estudar e adquirir experiência para futuramente ingressar na Frota Estelar. Na série, o fato de ela ter deixado o filho na Enterprise não é uma questão. Se fosse na vida real e nos dias de hoje, fico imaginando o quanto essa profissional seria julgada.

Lwaxana Troi

Inclusive a Sybylla mencionou a Lwaxana em sua postagem sobre mães da ficção científica. Observem que a relação entre Deanna e Lwaxana nem sempre é fácil! Elas nem sempre se entendem, mas são grandes amigas. E não é assim quando a gente fica mais velha? Nossa mãe continua sendo a mãe querida e cuidadora, mas torna-se acima de tudo uma amiga especial, que nos conhece como ninguém e sempre dá bons conselhos.  E claro, por tratar-se de uma amizade de duas pessoas de gerações diferentes, conflitos de opinião sempre vão ocorrer.

E o que chama a atenção em Lwaxana é que ela é uma mãe extravagante, não tem vergonha de expor seus desejos e opiniões. Ela inclusive causa muito quando chega na Enterprise, igual como quando vemos quando ocorre a chegada da Lady Gaga em uma premiação. Ela é uma diva! Além disso, ela é uma importante e competente embaixadora. Ou seja, seu jeito extravagante não interfere negativamente em seu trabalho. Pelo contrário: muitas vezes sua personalidade acaba ajudando, de certo modo rs.

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Gene Roddenbery acertou em cheio nessa personagem: uma mulher de meia idade viúva que tem vontade de namorar, beijar na boca e ser feliz. Observem como a sexualidade das pessoas mais velhas ainda é tratada como tabu em nossa sociedade. Uma curiosidade interessante, que já não é novidade para a maioria dos trekkers: Lwaxana é interpretada por Majel Barret-Roddenbery, esposa de Gene Roddenbery. É a mesma atriz que interpretou a Enfermeira Chapel  e a Number One na série clássica.

Outro fato para que eu ame Lwaxana é que a atriz, caracterizada dessa maneira com lentes escuras,  se parece muito com a melhor mãe do mundo real, pelo menos na minha opinião:

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<3

Keiko O’Brien (e também Kira Nerys)

Em Star Trek, também há espaço para mães tradicionais! Eu diria que Keiko O’Brien é a mãe mais próximo do que chamaríamos de ‘tradicional’. Casou-se com o Chief Miles O’Brien, adotou o sobrenome do marido e teve dois filhinhos lindos: Molly e Kyrayoshi. E ela trabalha fora: é botânica e professora, na Enterprise e depois na Deep Space Nine. Só que a impressão que temos é que o trabalho dela é algo como meio expediente, não que não seja desafiador ou perigoso. Contei sobre a história da família O’Brien nesse post sobre Gravidez em Star Trek.

Keiko e Molly

Keiko e Molly

Keiko e Kirayoshi

Keiko viveu uma experiência muito interessante: durante uma expedição, ela feriu-se gravemente. Como estava grávida, seu bebê (Kirayoshi) corria risco. Sua amiga Kira Nerys, oficial da Deep Space Nine, decidiu ajudá-la, atuando como barriga de substituição até o final da gestação. O resultado disso foi uma gravidez típica bajorana. Numa conversa com a Sybylla, chegamos a conclusão de que os bajoranos são adeptos do parto humanizado. Na cerimônia do parto, há uma sacerdotisa que tem as mesmas funções das doulas que conhecemos. Como resultado, o menino Kirayoshi tem uma ligação especial com Kira Nerys.

Kira Nerys, Keiko e a sacerdotisa bajorana que tem as mesmas funções de uma doula

Helena Rozhenko

A simpática Helena Rozhenko é mãe adotiva de Worf. Não gosto de frisar que uma mãe é biológica ou adotiva, porque mãe é mãe! Mas esse esclarecimento é importante, porque acredito que a dedicação de Helena e de seu marido, Sergey Rozhenko (que trabalhou na Frota Estelar, na USS Intrepid), é a mesma dedicação de muitas famílias que adotam crianças mais velhas. Quando o casal adotou Worf, ele era um menino que estava quase na pré-adolescência. Um garoto que perdeu os pais tragicamente em um massacre, quando Romulanos atacaram o Posto Avançado de Khitomer. Worf sobreviveu e foi adotado por Sergey (a USS Interpid foi uma das primeiras naves a chegar no local, após o massacre) e sua esposa, Helena.

Helena, Sergey e Worf

Helena, Sergey e Worf

Ela e seu marido tiveram que aprender muito sobre a cultura klingon: idioma, culinária, rituais, etc. Ela e seu marido precisaram adaptar-se para receber uma criança de outra cultura, traumatizada pela tragédia. Muitos pais adotivos passam por isso, adotando crianças traumatizadas pela exclusão e marginalidade. A adaptação da família não foi fácil, já que eles tinham um filho biológico mais velho, Nikolai. Mesmo quando adulto, a relação entre Worf e seus pais adotivos não é fácil, mas ele demonstra uma enorme gratidão e amor a eles.

Outra coisa que acho muito legal é que os pais não se importam em ver Worf buscar suas raízes Klingon. Inclusive Worf se une a seu irmão biológico (que ele re-encontra depois de adulto, pois acreditava que ele havia morrido no massacre) para limpar a imagem de seu pai biológico, Mogh. Muitos acreditam que Mogh foi um traidor e atuou como espião, contando aos Romulanos sobre o posto de Khitomer. Vejo que muitos pais ficam receosos quando seus filhos adotivos buscam informações sobre a família biológica, mas acredito que não se deva negar essa busca para ninguém.

Helena e Sergey criaram Alexander, filho de Worf e K’Ehleyr. Depois que K’Ehleyr morreu, Worf ficou com o menino mas teve dificuldades para criá-lo. Helena e Sergey adotaram o menino, ficaram com ele por alguns anos, mas depois convenceram Worf a criar o seu filho. E um dos argumentos usados pelo casal Rozhenko foi muito interessante: como eles já são velhos, ficaram preocupados em não conseguir acompanhar a vida de Alexander.

O que acho interessante na relação de Worf e seu filho é que ela não era boa na infância, mas melhora a medida que o rapaz vai ficando mais velho. A história de Alexander é interessante também porque outras mulheres atuam como sua mãe. A própria Deanna Troi acaba se afeiçoando ao menino e ajuda a criá-lo.

Em Star Trek, há diversos momentos em que os personagens ajudam a cuidar dos filhos de outros personagens, quando há viagens longas ou mortes. Essa preocupação da comunidade com o bem estar de todas as crianças em geral é muito bonita. Infelizmente, isso acabou sendo deixado de lado na vida nas grandes metrópoles, onde muitas vezes não sabemos os nomes dos nossos próprios vizinhos!

Kasidy Yates-Sisko

Muitas pessoas perdem a mãe logo cedo. E em muitos casos, a nova companheira do pai atua como uma super mãe em todos os sentidos. E é essa relação que Kasidy Yates tem com Jake Sisko, filho do chefe da Deep Space Nine. Apesar de Jake já ser um jovem adulto, ele encontra amizade e conselhos com a madrasta Kasidy. Inclusive foi Jake quem apresentou Kasidy para seu pai, Ben Sisko (comandante da Deep Space Nine). Um “filho cupido”, que encontrou uma mulher que combinava em tudo com seu pai.

Casamento de Ben Sisko e Kasidy Yates-Sisko. O filho de Ben, Jake, em destaque e muito feliz com a nova união de seu pai.

Casamento de Ben Sisko e Kasidy Yates-Sisko. O filho de Ben, Jake, em destaque e muito feliz com a nova união de seu pai.

Amanda Grayson
Pela internet, acompanho vlogs de diversas mulheres brasileiras que vivem em outros países. Muitas dessas mulheres tem companheiros estrangeiros e filhos que vivem longe da cultura brasileira. Elas precisam se esforçar para criar uma criança entre duas culturas, ensinando as realidades de cada uma delas. Amanda Grayson, a mãe de Spock, é humana. Casou-se com o Sarek e da união nasceu nosso querido e eterno Spock. Teve dificuldades para criar o filho mestiço em Vulcano. Quando criança, o menino Spock sofria bullying por não ser inteiramente vulcano. Amanda apareceu na série clássica, mas sua personagem foi mais explorada no filme Star Trek (2009), quando foi interpretada por Wynona Ryder.

Sarek, Amanda e Spock recém-nascido. Essa cena não aparece no filme, mas está no Memory Alpha =)

Sarek, Amanda e Spock recém-nascido. Essa cena não aparece no filme, mas está no Memory Alpha =)

Carol Marcus
E quantas mulheres não criam seus filhos sozinhas, seja por escolha própria ou porque o companheiro não as apoia? Carol Marcus teve um breve relacionamento com James T. Kirk, lendário capitão da Enterprise. Ela ficou grávida, mas preferiu não contar para o pai. Como cientista renomada, bem sucedida e mulher independente, preferiu criar o filho sozinha. David Marcus cresceu, tornou-se cientista como ela e só conheceu seu pai quando já era adulto. David inclusive trabalhou no projeto da mãe. Foi vítima de violência e acabou morrendo. E não deixo de pensar nas mães que passam por isso diariamente, principalmente nas periferias das metrópoles perigosas.

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Ah sim, a Carol Marcus aparece bem jovem no filme Star Trek (2009), para a gente entender como ela e Kirk se conheceram. Ela e David aparecem em Star Trek II: A Ira de Khan.

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A “Cientista” Grávida – Divagando e discutindo uma reportagem do Estadão (episódio 17)

Posted by on 22-mai-2015 in Blog, Gravidez, Opinião | 5 comments

Estou AMANDO que bem durante a época em que decidi ficar grávida, estejam ocorrendo essas discussões sobre o parto normal e sobre as taxas absurdamente elevadas de cesarianas no Brasil. Há alguns meses, como confidenciei para meus leitores, o excesso de informação estava me deixando insegura e ansiosa. Hoje percebo que estou ficando mais sábia, estou aprendendo a filtrar informações.

E esse aprendizado tem sido muito importante e muito especial. Como ‘cientista’, eu já estava acostumada a filtrar informações e a separar o joio do trigo. A gravidez tem me ensinado novos filtros, acredito que estou ficando mais questionadora e menos desesperada.

Eu diria que quase que diariamente os portais de notícias mais famosos publicam alguma coisa sobre gravidez e parto. Alguns portais inclusive contam com colunas semanais apenas sobre o assunto. Essa discussão toda é muito importante, porque inclusive o Ministério da Saúde já está se mexendo e estabelecendo normas, com o intuito de diminuir a quantidade de cesáreas desnecessárias e de estimular o parto normal.

E onde me encaixo em tudo isso? Começo dizendo que não sou ativista de coisa nenhuma. Já informei em outros posts da série que não sou a favor de partos em residências. Acredito que o parto (normal/natural ou cesariana) deve ser feito em um ambiente hospitalar, com a participação de uma equipe treinada e humanizada. O próprio ambiente hospitalar deve ser humanizado (e não apenas no que tange a partos: todas as especialidades precisam passar por humanização). O bebê precisa ser examinado pelo pediatra e outros especialistas, quando for o caso e também deve ficar com a mãe. A mulher é a protagonista do parto, mas o parto precisa ser feito num lugar adequado e com boas condições de higiene e com infraestrutura caso imprevistos ocorram. E a minha casa não é um ambiente que reúne essas condições.

Também acho que uma cesariana bem indicada salva a vida da mãe e do bebê. Minha mãe e meu irmão quase morreram durante o parto, já que meu irmão era um bebê muito grande (4,4kg). No caso dela, uma cesariana deveria ter sido feita, mas por inúmeras razões não foi assim. E o/a médico/a precisa ser honesto/a e ético/a, para recomendar a cesariana só quando necessário mesmo.

Mas daí entra uma questão feita por muitas mulheres: e se eu quiser ter uma cesária? E se for escolha minha, mesmo sem indicação médica? Bom, seu médico vai ter que te ouvir e depois te explicar porque sua escolha não é muito boa. Mas acredito que não pode te negar essa solicitação, mesmo achando equivocada. Eu tenho que pensar assim, já que defendo muito as liberdades individuais. E mesmo quando mencionei que não faria o parto em casa por vários motivos, não significa que eu ache que ninguém deva fazê-lo. Cada um sabe de si.

O que observo, conversando com pessoas da minha faixa etária (com ou sem filhos, que pretendem ou não ter filhos, etc) é que muitas me consideram corajosa por sonhar em ter um parto normal. O parto cesárea virou normal! Ou seja, muitos acham que sou corajosa porque quero passar por um procedimento fisiológico. Agora vou fazer uma comparação que talvez seja infeliz, que talvez faça muita gente rir e que talvez faça com que muitas pessoas me achem louca (não se preocupe, você será apenas mais um rs). Quando você quer ir ao banheiro, soltar aquele número 2 pós feijoada de fim de semana, você se considera corajoso ou você preferiria que as fezes fossem extraídas do seu organismo cirurgicamente?

Eu, Samantha, não gostaria de passar por cirurgias. Só que infelizmente o Cosmos não atende minhas vontades sempre. Talvez um dia uma cirurgia seja indicada para salvar minha vida. Essa cirurgia pode ser uma cesariana ou pode ser qualquer outra. Só que acho que NINGUÉM, em sã consciência, gostaria de passar por uma cirurgia. E deixa eu lembrar uma coisa que parece que foi esquecida por algumas pessoas com quem conversei: a cesariana é uma cirurgia! Na cesariana, cortam sua pele, seu músculo, sua banha e te cortam um órgão! Mas meu Deus, por que alguém acha que uma cesariana é melhor do que um parto normal, digo, eletivamente falando? Na minha cabecinha não faz sentido.

Essas coisas que estou mencionando para mim configuram uma cultura da cesariana, muitas vezes mencionadas por ativistas do parto normal/natural. Parece que de uma geração para a outra, as pessoas se esqueceram que ter filhos por parto normal é algo… normal? E mais uma vez, repito: cesarianas bem indicadas salvam vidas! Além disso, se você quiser passar por uma cesariana por vontade própria, é a sua escolha.  Acho que esses pontos são muito importantes de ressaltar, porque muitas vezes o ativismo acaba produzindo um efeito contrário: mães que tiveram filhos por cesariana acabam sentindo-se mal ou sentindo-se “menos mães” por essa razão. Já li relatos de mães que tiveram sua vida sexual prejudicada e sofreram de depressão pós parto porque não tiveram parto normal.

Agora vamos a reportagem do Estadão que mencionei no post (essa aqui). Quem indicou ela pra mim foi minha prima Danuza. A propósito, minhas primas e amigas são tão lindas e tão participativas que sempre me marcam em textos/videos/etc sobre o tema. Beijos para todas =)

Na reportagem do Estadão, falam dos médicos que “somem” na hora do parto. As mulheres queriam parto normal e o médico não apareceu, apesar dos telefonemas e mensagens desesperadas. Sem querer defender os médicos e sendo muito realista: o médico do seu convênio raramente vai aceitar fazer parto normal. A não ser, claro, que você pague uma taxa de disponibilidade para ele, o que é ilegal de acordo com a ANS e não faz parte da cobertura dos convênios.

O médico do seu convênio vai preferir uma cesariana agendada. Porque é muito mais prático para ele: ele chega no hospital no horário marcado, faz a cirurgia e volta para o consultório, para atender mais pacientes.Como os convênios pagam pouco aos médicos, eles atendem vários pacientes no mesmo dia.

Minha opinião: não crie expectativas elevadas sobre a vida. Por que esperar que o médico de seu convênio vai agir de forma diferente? Talvez ele aja, mas muito provavelmente não.

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Uma das moças na reportagem disse: “O plantonista disse que até faria meu parto normal, mas que eu ia sentir todas as dores porque ele não ia me anestesiar”. Se foi do modo como ela conta, a gente tem que pensar por que a anestesia foi negada? Por que o médico plantonista não era o médico que a acompanhou e não conhecia seu histórico muito bem (e ficou inseguro, com receio) ou simplesmente negou por negar?

Na reportagem, as mulheres narram que seus médicos “sumiram” durante o trabalho de parto, pois deixou de responder telefonemas e mensagens. Uma vez que o médico prometeu acompanhar o parto, recebendo por fora ou não, é óbvio que ele está erradíssimo em prometer algo que não pode cumprir. Eu, Samantha, prefiro então não confiar em médico nenhum e esperar pelo plantonista. Pode ser que o plantonista e toda a equipe seja composta por malas sem alça, mas se forem competentes e éticos, é o que me importa. Por isso estou pesquisando muito sobre o hospital onde pretendo ter meu parto. Estou lendo reclamações e elogios, fui conhecer as dependências do hospital, falei com profissionais do hospital, etc. Como fiz isso no começo do segundo trimestre, inclusive pretendo voltar lá antes do parto para fazer mais perguntas e confirmar mais uma vez a cobertura. Se o hospital é bem recomendado, suponho que os profissionais desse hospital tenham competência para atender bem as pessoas. E eu conto com isso!

E se tudo der errado? E se eu for atendida por um médico estúpido? E se me fizerem uma cesariana sem necessidade? Bom, meu companheiro e eu vamos brigar para que nada disso aconteça. E se acontecer, vamos brigar ainda mais. Entretanto confesso para vocês que apesar de entender que essas são possibilidades, eu não fico pensando muito nelas. Penso nas possibilidades boas, penso em me manter bem e positiva, para que esses sentimentos estejam presentes quando meu filho nascer.

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Acompanhem toda série A “Cientista” Grávida – A Série [minha saga pessoal rs]  aqui.

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