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Aprendendo a ser mãe: instalando um “filtro” no ouvido

Posted by on 21-ago-2015 in Blog, Maternidade | 0 comments

Olá queridas e queridos leitores

Desculpem pela ausência. Olha, esse negócio de maternidade é muito trabalhoso. Mas garanto que é recompensador, pois sinto isso quando vejo o rostinho de meu filho e vejo seu desenvolvimento diário.

Entretanto, repito: é cansativo sim. É trabalhoso sim. E as vezes é frustrante também. Não estou exagerando, estou sendo realista. Até o bebê mais bonzinho te desafia. Você fica cansada, com sono e com mudanças hormonais. Isso mexe com seu comportamento. E a todo momento você lembra que é a principal responsável por um serzinho tão pequeno e indefeso.

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

Por isso, sempre cobre a participação do seu companheiro ou companheira. Se for o caso, aceite a ajuda de sua mãe, madrinha, sogra, avó, tia, irmã, etc, principalmente se essa ajudante já for mãe ou tiver uma enorme afinidade com crianças.

E ao aceitar essa ajuda é que podemos ter mais problemas do que soluções. E é exatamente disso que pretendo falar nesse post.

Mães de primeira viagem são bombardeadas por conselhos. Conselhos de todos os lados. Desconhecidos, amigos próximos, contatos das redes sociais, sogra, mãe, etc. Todo mundo dá conselhos! Sobre aconselhar o outro, tenho algumas considerações:

  • Aconselhe apenas pessoas com as quais você tem uma enorme afinidade e intimidade;
  • Aconselhe apenas se você realmente sabe do que está falando, ou seja, se você tem real experiência e conhecimento no assunto. Olha, com essa tal internet, tenho observado que muitas vezes as pessoas aconselham sobre assuntos sobre os quais desconhecem e aconselham baseando-se em algo que leram por aí em alguma rede social. Se você não sabe, não fale. Simples.
  • Entenda que há milhares de formas de fazer a mesma coisa do jeito certo. Tenha sua mente aberta e respeite a maneira do outro. Inclusive é possível APRENDER observando novas maneiras de se fazer a mesma coisa;
  • Seja gentil ao aconselhar alguém. Faça privadamente e de maneira educada;

Essas “dicas” valem para qualquer tipo de aconselhamento que você pretenda fazer. Agora entenda que ao aconselhar, você pode acabar dando “palpites” não desejados. E quando trata-se de maternidade, a mãe já está cansada e abalada fisicamente e mentalmente. Então se o que você tem a dizer não for realmente ajudar, melhor ficar quieto. Quer ajudar uma mãe no puerpério? Mande uma mensagem, pergunte se ela está recebendo visitas ou telefonemas. Se estiver, leve um bolo, empreste um filme que você assistiu e gostou, dê risadas de histórias engraçadas, diga que o bebê está lindo, etc. Você não precisa DAR UM CONSELHO NÃO SOLICITADO, porque eu tenho certeza que essa mãe já leu bastante sobre maternidade, já conversou com médicos, já falou com sua própria mãe, etc. Em geral, as novas mamães buscam conselhos de suas mães, mas quando isso não é possível, as novas mamães elegem alguém para pedir conselhos (avó, madrinha, irmã, melhor amiga, etc). E acredite, você vai saber se é ou não essa pessoa eleita.

Eu sei que muitas pessoas aconselham de boa vontade, eu sei. Sei que as pessoas em geral agem de boa fé, querem realmente ajudar. É o que dizem por aí. Mas nem sempre nossas palavras bem intencionadas ajudam. Precisamos compreender essa limitação! O silêncio, um abraço e um sorriso muitas vezes ajudam mais do que palavras.

Além disso, o nascimento de uma criança e todo o contexto da maternidade é porta aberta para pseudociência. Veja bem, aqui deixo claro que cada um tem sua fé e crença (ou não-crença). Mas não estou falando do batizado de seu filho ou na fé que você tem que tudo dará certo. Falo de pseudociência mesmo, como as tais “simpatias”. É incrível como tanta gente tem simpatias para recomendar. Acho cansativo.

Acho cansativo também quando tentam mudar a forma com que pretendo criar eu filho. Gente que quer que eu o batize numa determinada religião, gente que acha que tenho que dar chazinho/água, gente que acha que tenho que deixar meu filho esgoelando de chorar, etc. Cada um tem um conselho sobre isso.

Sobre o chazinho/água, prefiro nem comentar porque ALEITAMENTO EXCLUSIVO né, gente. É o que toda comunidade médica especializada em pediatria recomenda. Mas já falaram para eu colocar meu bebê para dormir de lado ou de bruços e talvez essas pessoas não façam ideia de quão perigoso isso é: bebê tem que dormir de barriguinha pra cima! Conselhos perigosos como esses mostram que as pessoas são desinformadas, o que realmente é muito triste. Sempre falo aqui no blog o quanto sonho com o dia em que o conhecimento científico será totalmente difundido. Mas para isso tanta coisa ainda precisa mudar na sociedade…

Até alguns dias atrás, eu estava muito irritada com esse bombardeio de conselhos. Daí sabe o que decidi fazer? Instalar um filtro no ouvido. Fico com cara de paisagem, ouvindo tudo o que dizem. Quando presta, a informação entra na minha mente, eu a processo e posso utilizá-la. Quando não presta, ignoro e nem fico comentando. Estou fazendo isso e tem me feito muito bem, porque eu estava em um processo de ficar irritada com tudo e com todos e isso não estava me fazendo bem.

E sendo assim, acredito que esse post serviu dois propósitos. Eu desabafei algumas coisas e eu dei um conselho para os leitores. Sei que os leitores não pediram esse conselho (risos), mas vale o filtro hein. Ei, isso ficou um argumento meio circular, mas acho que vocês entenderam. =)

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Dúvida do Leitor: Furacão Sandy

Posted by on 7-ago-2015 in Blog, Dúvida do Leitor, Furacão, Imagens de Satélite, Mudanças Climáticas | 0 comments

A dúvida que vou responder hoje é da leitora Edna. Ela quer saber:

Como se formou esse furacao e sua evoluçao?

O Furacão Sandy ocorreu no final de Outubro de 2012. Esse fenômeno recebeu bastante destaque na época porque atingiu áreas que, climatologicamente falando, não são muito típicas de serem atingidas por furacões.

Eu escrevi alguns posts sobre o Sandy aqui no blog. O que responde a dúvida da Edna é este. Mas vou aproveitar o assunto para fazer um “dossiê”, citando todos os posts que escrevi sobre o fenômeno. Acredito que é uma forma de fazer uma retrospectiva sobre o assunto e talvez os posts tenham mais informações que podem ajudar a Edna e outros leitores.

Pouco depois da ocorrência do fenômeno, participei do Domingo Espetacular, em uma matéria sobre o Furacão Sandy. Clique aqui para ver.

Também destaquei um vídeo em que a jornalista Flávia Freire (que na época apresentava a Previsão do Tempo no Jornal Nacional) explica o Furacão Sandy. Confira aqui.

Acima, eu mencionei que o Sandy atigiu áreas em que furacões não costumam atingir. Furacões são fenômenos de origem tropical, mas o Sandy atingiu latitudes médias também. Cidades dos Estados de Nova York e Nova Jersey, que ficam no nordeste dos Estados Unidos, foram atingidas.

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A imagem acima é da noite (hora local) do dia 29 de outubro de 2012. Nela, podemos ver o furacão Sandy atingindo Nova Jersey. Para mais informações sobre a imagem acima, clique aqui.

Seaside Height Pier, Nova Jersey.A estrutura da Montanha Russa (parte inferior à direita) foi atirada ao oceano.

Seaside Height Pier, Nova Jersey.A estrutura da Montanha Russa (parte inferior à direita) foi atirada ao oceano.

A imagem acima mostra o antes e o depois do Sandy em uma área de Nova Jersey. É possível ter uma pequena ideia dos danos. Para mais informações sobre a imagem acima (e para mais imagens impactantes do mesmo tipo), clique aqui.

Os Estados de Nova Jersey e Nova York são muito populosos. A cidade de Nova York destaca-se pela densidade populacional. É uma cidade bem grande, com muitos prédios e é o centro financeiro dos Estados Unidos. Essa foi uma outra razão porque o furacão Sandy foi tão discutido na época. O levantamento da destruição total causada pelo Sandy impressiona (veja aqui alguns números).

Fenômenos severos como o Sandy (ou seja, que ultrapassam o que é esperado pela climatologia) podem ter relação com as mudanças climáticas. Esse tema é pesquisa recorrente de diversos membros da comunidade científica da área de Climatologia e Meteorologia. Vários artigos apontam que com as mudanças climáticas, teremos mais eventos severos. E a temperatura média global tende a subir. Inclusive recomendo esse documentário muito bom, do qual participaram diversos pesquisadores da área.

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Aprendendo a ser mãe: Respeito às outras mães

Posted by on 6-ago-2015 in Blog, Maternidade, Método Científico | 0 comments

Bom dia, pessoal! Seja qual for o dia e o horário que você estiver lendo esse post =)

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Vou começar uma série aqui no blog, com o objetivo de trocar experiências com outras mães, pais e cuidadores em geral. O objetivo dos blogs é esse mesmo, na minha opinião: a troca. Infelizmente alguns produtores de conteúdo esqueceram-se disso e ficam querendo impor suas “verdades”. E foi isso que me motivou a escrever hoje.

No post de hoje vou falar sobre respeito com outras mães.

As únicas “Verdades Absolutas” que conheço são as leis e teorias científicas. Elas funcionam em qualquer lugar do universo conhecido. E ainda coloquei entre aspas porque pode ser que algum cientista consiga evidências que provem o contrário. E então outros cientistas vão verificar isso, refazer os mesmos experimentos, etc. Como já disse outras vezes aqui no blog, o conhecimento científico não é consequência das descobertas solitárias de um cientista maluco em um porão. É um esforço conjunto, por isso falamos em comunidade científica.

E porque estou dizendo isso?  Quando falamos de comportamento humano, é difícil pensarmos em padrão, em Verdade Absoluta. Exceto por duas coisas valiosas: Amor e Respeito. Nosso comportamento envolve tantos fatores, que acredito que nem seja possível mencionar todos. Mas o Amor e consequentemente o Respeito devem estar presentes em todas relações.

Sendo assim, gostaria de entender porque tanta gente gosta de ditar regras de comportamento. E muitas vezes, além da grosseria de ditar regras, o fazem sem nenhuma consideração e amor ao próximo.

Confesso que já escrevi muitos textos com essa tônica radical e falhei, pois fui arrogante em acreditar (mesmo que subconcientemente) que “minha verdade” é “Verdade Absoluta”. E vejo tantos discursos dessa mesma forma! Religiosos tentando provar que “a verdade deles” é Absoluta, por exemplo.

E depois que adentrei nesse universo da maternidade, observei que algumas “talimães” tentam provar que sua verdade é a Absoluta.

[Quem inventou o termo talimãe? Será que foi a Barbrinha?]

Eu gosto muito de ler textos sobre maternidade, pois acredito que isso me ajuda a aprender a ser mãe. Confesso que meu maior aprendizado é a minha própria mãe, mas claro que há coisas que posso buscar pela internet para aprimorar esse saber. E nessas buscas encontrei muita bizarrice científica (homeopatia pediátrica, astrologia para ditar a melhor data da cesárea, parto normal a qualquer preço com profissionais não qualificados, etc) e muita bizarrice comportamental.

E nessas de bizarrice comportamental, minha conclusão é que para algumas mães, você só é “boa mãe” se cumprir alguns requisitos especiais, tais como:

– adotar cama compartilhada;

– ter parto natural humanizado com doula em casa;

– usar sling;

– deixar de trabalhar e dedicar-se integralmente a criança;

– amamentar com leite materno.

Esse movimento ganhou certa força e tenho a impressão que foi muito “copiado” de blogs norte-americanos. Esperem, não estou dizendo que todas as coisas mencionadas acima são erradas, não é esse o ponto! Até porque na lista há coisas muito boas. O que quero dizer é que elas não são o único modelo certo. E infelizmente tem gente por aí que prega que são, com uma veemência que deixaria que deixaria o Bispo Valdemiro com inveja rs.

Sinceramente acho que todo mundo tem o direito de falar o que quiser. Mas deve haver responsabilidade no que se diz. Acredito que a gente tem o dever de ser ponderada em alguns assuntos e um assunto tão delicado como maternidade é um desses. Claro que é perfeitamente possível compreender que um blog é uma ferramenta de opinião pessoal, mas atualmente virou muito mais do que isso. Virou negócio, blogueiros tornaram-se “webcelebridades” e como a fama vem algumas responsabilidades maiores naquilo que se fala (eu acho).

Fico sempre pensando em uma mãe sensível, que talvez tenha desenvolvido uma depressão pós parto porque teve uma cesárea (pois ficou idealizando um parto natural em casa com doula e música clássica). Entendam, não é uma discussão do “melhor tipo de parto”. É uma discussão sobre idealização e acredito que a Internet tem sido um importante combustível nisso. E a vida, nem sempre sai como planejamos. O que não significa que ela não pode ser boa =). Ou seja, cara leitora: o que te faz uma boa mãe é o amor e o respeito que você tem pelo seu filho. E apenas isso! E existem MUITAS ou INFINITAS formas de agir com amor e respeito. Depende da realidade de cada um. 

Além disso, falta maturidade e tolerância. A gente também tem que entender que o outro tem o total direito de ter opiniões contrárias, mesmo que você não concorde com elas. Esperem, não estou aqui falando de crimes. Por exemplo, ninguém tem o direito de ter uma opinião racista ou um discurso de ódio. Mas isso é outra história, assunto para um outro post.

Por mais “blogs de conversa de pracinha“! Blogs leves, que realmente pretendem fomentar a troca de experiências. Por pessoas mais leves!

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Dúvida do leitor: Emprego na Área de Meteorologia

Posted by on 5-ago-2015 in Blog, Dúvida do Leitor, Profissão | 0 comments

Queridos leitores que me mandaram perguntas, me desculpem pela demora em respondê-las. Com o nascimento do Joaquim, as prioridades foram modificadas =)

Tenho umas 5 perguntas na minha lista. Vou respondê-las em posts diferentes, pois sei que a dúvida de um leitor pode ser a dúvida de outros leitores também.

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Fonte: Free Digital Photos

A dúvida de hoje é da Paloma. É uma pergunta sobre mercado de trabalho, que é muito comum já que jovens que pretendem estudar Meteorologia querem ter informações antes de tomar uma decisão definitiva:

Eu estava pesquisando na internet sobre o curso de meteorologia e as oportunidades de emprego na área desde que resolvi que queria cursar metereologia. Atualmente faço o técnico em química, mas acho que já aprendi tudo o que eu gosto de química, e a única alternativa que vi foi ir pro ramo das engenharias ja que gosto muito de exatas. Quando ouvi falar de meteorologia e fui olhar a grade curricular eu me apaixonei, e desde então desejo muito cursa-la, entretanto ouvi dizer que é muito muito difícil encontrar emprego na área e mesmo formada com bolsa voce ganha 1.100 reais. É realmente assim? Vou morrer de fome se fizer meteorologia? Kkkk
Agradeço desde ja a atençao

A Paloma faz curso técnico em Química e eu acredito que fazer um curso técnico ajuda muito o jovem a decidir-se pela carreira que pretende seguir. Bom, eu falo isso usando um pouco de minha experiência pessoal. Eu fiz curso técnico em Eletrotécnica e isso me ajudou a parceber que gosto de Exatas, especialmente de Física.

Em Meteorologia, há uma área chamada Química da Atmosfera, que lida basicamente com Poluição do Ar, Há muitos Bacharéis em Química e Engenheiros Químicos fazendo pós-graduação na área. Se você for seguir a carreira de pesquisa, pode ser uma área que te interesse. Mas claro, isso não é determinante! Há tantas áreas na Meteorologia, que é muito fácil se interessar por qualquer uma delas.

Com relação ao salário que você recebe quando formada, depende de muitos fatores. Depende da empresa que você vai trabalhar. Depende também de seu tempo de experiência como profissional (e claro que iniciantes vão ganhar menos). Depende de suas qualificações. Por exemplo, um meteorologista que é excelente programador tem as chances de ter um salário inicial maior. Só que esses meteorologistas que tem experiência e afinidade com programação não necessariamente trabalham com meteorologia. Muitos acabam trabalhando com modelagem ambiental de um modo geral e até em empresas da área financeira.

Se a empresa te contratou como Meteorologista (ou seja, é o que consta em sua carteira de trabalho), o CREA estabelece um piso salarial. Inclusive mencionei isso nessa FAQ, mas vou repetir

Para cursos com mais de 4 anos de duração, o piso salarial é 6 salários mínimos. De acordo com a resolução do CREA:

“Art. 3º – Para efeito de aplicação dos dispositivos legais, os profissionais citados no Art. 2º desta Resolução são classificados em:

a. diplomados pelos cursos regulares superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de Arquitetura, de Agronomia, de Geologia, de Geografia, de Meteorologia e afins com curso universitário de 04 (quatro) anos ou mais;

b. diplomados pelos cursos regulares superiores, mantidos pelas Escolas de Engenharia, de Arquitetura, de Agronomia, de Geologia, de Geografia, de Meteorologia e afins, com curso universitário de menos de 04 (quatro) anos.”

“Art. 5º – O Salário Mínimo Profissional para execução das atividades e tarefas classificadas na alínea “a” do Art. 4º da Resolução é de 06 (seis) vezes o Salário Mínimo comum, vigente no País, para os profissionais relacionados na alínea “a” do Art. 3º desta Resolução, e é de 05 (cinco) vezes o Salário Mínimo comum, vigente no País, para os profissionais da alínea “b” do Art. 3º desta Resolução.

Clique aqui para ler mais.

Acontece que nem sempre a pessoa é registrada como Meteorologista na Carteira Profissional, embora seja formada em Meteorologia. Porque depende da vaga e da estrutura hierárquica da empresa. Quero dizer, a pessoa pode trabalhar na área, mas ter um cargo com outro nome.  E se não for, imagino (posso estar enganada) que essa legislação não se aplica.

Além disso, muitas empresas não pagam esse salário do piso, mas tentam complementar com benefícios (Vale Alimentação, Auxílio Creche, etc). Não vou dizer se isso é correto ou não, pois depende de cada um e depende do valor e do tipo de benefício. Então deixo para vocês opinarem.

De um modo geral, os salários estão defasados em todas as áreas aqui no Brasil. O custo de contratação é muito elevado, então muitas empresas preferem contratar por Pessoa Jurídica, por exemplo. É ruim, pois você não tem vários benefícios de um trabalhador regular. Entretanto, também é possível se organizar quanto a isso, pagando uma previdência privada e/ou um carnê de autônomo da Previdência Social, por exemplo.

Para finalizar, a não ser que você seja um super empreendedor (e infelizmente as Universidades não investem muito na formação do empreendedor aqui no Brasil) ou tenha uma ideia maravilhosa para um aplicativo ou serviço, por exemplo, dificilmente vai ficar milionário sendo Meteorologista (ou sendo Engenheiro, Físico, etc). Sempre ressalto isso porque muita gente se forma em uma Universidade e acha que vai ser tudo mais fácil. Na atual conjuntura, infelizmente isso não garante sucesso financeiro. E também tem o que você considera como sucesso financeiro, porque isso varia muito de pessoa para pessoa. Para algumas pessoas, isso significa pagar as contas em dia, ter dinheiro para viver com algum conforto e viajar. Para outros, pode significar ser ‘podre de rico’.

Entretanto, devemos lembrar que trabalhar com o que se gosta é sempre mais prazeroso, e isso também deve ser levado em consideração ao se escolher uma carreira.

Paloma (e outras pessoas que chegarem a esse post), te desejo muito sucesso na escolha da carreira e espero ter te ajudado de alguma forma!

Quem tiver dúvidas, pode mandar pelo formulário do site. Aqui =)

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Minha experiência com amamentação

Posted by on 29-jul-2015 in Blog, Maternidade | 0 comments

O leite materno é um alimento perfeitamente feito para o bebê e isso é mais do que conhecido e amplamente divulgado. Entretanto ainda há muita desinformação sobre o assunto. Mencionei em meu relato sobre o parto que as mulheres devem tomar cuidado com essas “conversas fiadas” de gente que diz que existe leite fraco ou coisas do tipo. Se você não tem nenhum problema de saúde que impeça a amamentação, então pode amamentar. Se está com dificuldades, busque ajuda!

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

– A internet possui muito material sobre o assunto, nem preciso dizer.

– Ainda na maternidade, fale com as enfermeiras e com a equipe de pediatria sobre o assunto. Valem também consultar os GO’s, para perguntar sobre a saúde e estrutura dos seios.

– Fale com sua mãe, avó, madrinha, etc. Muita gente tem bons conselhos para dar. Alguns conselhos são sem noção, mas se você leu bastante sobre o assunto vai conseguir filtrar bem.

– Existem grupos de incentivo a amamentação, que fornecem orientação e informações. Procure grupos na sua cidade e troque experiências com outras mães. Mesmo se você não encontrar grupos presenciais, não vai ter dificuldade em encontrar foruns ou grupos em redes sociais.

Nesse post, falarei de minha experiência pessoal. Afinal de contas, blogs servem para isso. Quando escrevo minha experiência, não pretendo escrever um tratado sobre o assunto. O intuito é escrever apenas minha visão sobre o assunto, para justamente trocar experiências com outras mães e talvez ajudar um pouquinho as futuras mamães.

Amamentação sempre foi um assunto natural na minha família. Minha mãe e minhas tias sempre amamentaram seus filhos, muitas exclusivamente até os 6 meses (que é como recomenda a Organização Mundial da Saúde). Em encontros familiares, algumas amamentavam na frente de todos, sem nenhum constrangimento. Outras preferiam se retirar em um quarto ou outro cômodo afastado da casa. O assunto sempre foi tratado com naturalidade, sem nenhum tipo de tabu ou julgamento.

Dessa forma, quando compreendi que queria ser mãe, para mim a conclusão natural era de que eu amamentaria. E está sendo dessa forma. Tentei amamentar o Joaquim já no instante em que ele nasceu, mas não foi possível porque a posição não favoreceu e claro, eu sou completamente novata no assunto (e há quase 1 mês atrás, quando ele nasceu, eu era ainda mais noob). Só que eu não desisti. Quando fui para o quarto da maternidade, Joaquim foi junto e eu insisti para conseguir amamentar. Mesmo com dificuldades na pega, insisti e tudo está dando certo e meu filho hoje só toma leite materno. Consegui isso graças aos exemplos que vi em minha família e também graças a informação obtida em campanhas de conscientização.

Digo que tudo está dando certo porque em 15 dias, meu filho passou de 2,860kg para 3,650kg. Agora que ele tem quase um mês,  deduzo que ele deva ter uns 4,3kg mais ou menos. Bom, vou saber com certeza na próxima consulta no pediatra. E outra coisa: meu filho não engordou muito ou pouco. Ele engordou na medida. Todo bebê brasileiro recebe, na maternidade, uma Caderneta de Saúde da Criança do Ministério da Saúde. Nessa caderneta, há muitas informações sobre o desenvolvimento da criança, há páginas para preencher as vacinas tomadas e também há páginas para preencher informações sobre o acompanhamento pediátrico (peso, altura, circunferência cefálica, etc). Há gráficos de referência e os próprios pais podem acompanhar o desenvolvimento dos parâmetros. Observando esses gráficos, concluo que nesse primeiro mês o ganho de peso do meu filho está ótimo, dentro do esperado. Ou seja: o leite materno está cumprindo seu papel!

Para quem gosta de ler artigos científicos, recomendo este do Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria, de Marques et al (2004). Foi escrito por pesquisadores da Escola Paulista de Medicina, da UNIFESP. Claro que muitos outros artigos sobre amamentação já foram escritos em periódicos do mundo todo, mas destaco esse porque tem uma boa revisão bibilográfica do tema e a conclusão é bastante clara: o leite materno tem propriedades nutricionais confirmadas, uma vez que as crianças que são exclusivamente amamentadas por leite materno tem ganho de peso dentro dos padrões corretos de desenvolvimento. Entretanto, as mães precisam receber orientação correta para que a amamentação seja um sucesso.

Amamentar é muito canstivo, principalmente no começo e quando seu filho tem muita fome (como é o caso do meu, cada criança é diferente) e principalmente durante a madrugada. Por isso, a mãe precisa se alimentar bem. Nada de dietas mirabolantes e regimes enquanto estiver amamentando! Na verdade, li que precisamos consumir 2500kcal. Ou seja, são pelo menos umas 500kcal extra, para ajudar na saúde materna e na produção do leite.

Pode ocorrer sensibilização do mamilo, “rachaduras” e mastite. Na minha experiência, as rachaduras sararam conforme o bico do seio foi ficando mais acostumado e o uso da pomada Lansinoh (falarei adiante) também foi impoortante. A pega total (mamilo + aréola) é muito importante para evitar rachaduras, além do posicionamento correto no seio. Para iniciantes (como é meu caso rs), recomendo essa cartilha do Ministério da Saúde para mais informações a respeito de posicionamento correto do bebê, prevenção de rachaduras e outros temas. A cartilha contém informações básicas para quem está começando a amamentar, em linguagem muito simples e direta. Foi através ela que comecei a ler mais sobre o assunto.

Pomadinhas e outros apetrechos

Muitas consultoras de lactação vão dizer que você não precisa de nenhum creme, de nada. Vão dizer que se ocorrer alguma rachadura no mamilo, basta deixar escorrer um pouco de leite materno para amenizar o incômodo. Na maioria dos casos, acho que é bem por aí mesmo, não precisa investir em nenhum tipo de produto. Uma colega querida que conheço teve mastite e o uso da pomada Lansinoh e da concha de amamentação foram importantes para ajudar a reverter o quadro e assim ela pode continuar amamentando seu pequeno.

A propósito, 4 mulheres que conheço recomendaram essa pomada Lansinoh. Eu também recomendo. Como muitas pomadas usadas nos seios durante a amamentação, ela é a base de lanolina, importante e eficiente emoliente, que é seguro para o bebê.

No hospital e na clínica onde fiz o pré-natal, ganhei kits do portal Let’s Family. Nos kits haviam produtos para as mamães e para o bebê. Em um deles, tinha uma amostra da pomada  Millar, do laboratório Aché. Essa pomada também é a base de lanolina, mas eu particularmente não gostei nem um pouco dela, porque ela manchou dois de meus soutiens de amamentação e é muito pegajosa.

A pomada Lansinoh não manchou nada e é menos pegajosa. E uma dica adicional de beleza: a Lansinoh também pode ser usada em seus lábios, para sarar rachaduras e ressecamentos típicos do inverno =).

Por falar em soutiens de amamentação: recomendo muito! Compre pelo menos uns 3 ou 4. Em lojas como Marisa, eles quase sempre estão compreços muito bons. Com uns R$30,00 (as vezes um pouco menos) você compra um sutien desses. Eles possuem uma abertura para o seio, facilitam a amamentação e por terem alças largas, sustentam melhor os seios, que estão mais pesados, claro.

Outro item que recomendo são as conchas de amamentação. São conchas de plástico e silicone que podem ser encaixadas dentro do soutien e recolhem o leite que escorre entre as mamadas. Dessa forma, evitam o atrito do bico do seio com o tecido do soutien. Muito eficaz quando você precisa sair ou quando está com o bico do seio rachado.

 As conchas de silicone e plástico são mais ecológicas que aqueles absorventes de soutien. Inclusive tenho uma caixa desse produto e ainda não os usei. Entretanto, tenho a impressão que esses absorventes são mais discretos que a concha, pois se você tiver que vestir uma roupa mais justa, as conchas talvez fiquem muito evidentes na roupa.

Desses “apetrechos” mencionados, o que mais vale a pena investir é sem dúvida o soutien de amamentação. Os outros podem ajudar, mas não são totalmente essenciais.

***

Certamente terei muiito mais para falar sobre o assunto e conforme eu for aprendendo, vou compartilhando informações com os leitores. Comentários são super bem-vindos, como sempre!

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