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Etiqueta na hora de visitar uma mamãe e seu recém-nascido

Posted by on 27-jul-2015 in Blog, Feminismo, Maternidade | 0 comments

Pessoal, eu estava até comentando no Twitter: eu acho (sou beeem otimista, que fique claro) que estou conseguindo ajustar minha nova rotina. Aos pouquinhos, as coisas dão certo! Sempre acreditei nisso e carrego isso por toda minha vida.

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

Pois bem, o texto de hoje é sobre etiqueta. É evidente que não sou nenhuma Gloria Kalil e estou super longe de ser minimamente elegante. Mas eu acredito que algumas coisas são na verdade questão de bom senso e empatia.

Espero que algumas pessoas que conheço pessoalmente e que eventualmente lerão esse texto não o tenham como uma indireta. Não é uma indireta para ninguém. São apenas observações pessoais e anotações de conversas que tive com outras mamães com filhos pequenos.

Outro dia li na Revista Crescer algumas regras de etiqueta. Acho que quem me falou delas foi a Esther, uma de minhas primas e grande amiga. As regras são ótimas e como podemos perceber, todas elas levam em consideração o bem estar e o conforto da mãe e do bebê. Acredito que essas regras são um bom começo para você que pretende visitar um bebê recém nascido e não tem ideia como se portar. Acredite, é fácil! Basta ter empatia, bom senso e desconfiômetro.

A partir dessas ótimas regas, faço algumas perguntinhas retóricas e honestas:

1. Você é íntimo dos pais da criança (principalmente da mãe)? Se não for, por que pretende visitá-los tão cedo?

2. Vamos ser honestos: você acha que a criança vai lembrar do seu rosto só porque você a visitou quando ela tinha uma semana de vida? A sua visita trará algum benefício para a criança ou serve para atender a sua própria curiosidade? A sua visita vai beneficiar a mãe de alguma maneira?

Observem que quando um bebê nasce, o círculo de amizades e familiares dos pais ficam enloquecidos. O enlouquecimento já começa quando a mulher está grávida. O enlouquecimento na verdade começa quando o casal decide unir-se (porque chegam as cobranças pelo bebê, em muitos casos). Todo mundo fica DOIDO por causa do bebê. Mas e a mãe? Quando nasce um bebê, também nasce uma mãe.

(E claro, nasce um pai também, mas vocês vão entender porque estou falando especificamente da mãe.)

Essa mãe está cansada. Passou por um parto, uma experiência muito marcante (que pode ter sido boa ou difícil), mas que é psicologicamente e fisicamente desgastante. Essa mãe, se for uma mulher vaidosa, está toda descabelada e com unhas que não viram uma manicure. Também está inchada, cansada, vive de camisola ou roupas de ficar em casa e ainda não está acostumada com o novo corpo. Também está tentando se adaptar com a amamentação. Não está dormindo direito. Em alguns casos (ou todos, em maior ou menor grau), está psicologicamente afetada, com mudanças de humor e alterações hormonais. Em casos mais severos, está com um quadro de depressão pós-parto. Uma conhecida de minha família apresentou sintomas de depressão pós-parto já na maternidade e já começou a ser medicada lá mesmo, só para vocês entenderem a gravidade do problema. Por isso, gente, empatia sempre!

A chegada de um novo integrante em uma família causa uma alteração na rotina da família. É necessária uma adaptação, caso contrário todos ficam loucos. Os pais precisam de espaço para alterar essa rotina e adaptar-se. Agora imagine que esse lar receba visitas a todo momento, um entra e sai frenético, tipo um McDonald’s. Gente, não dá, né? E todo mundo querendo pegar e ver o bebê. E o bebê dormindo, acorda. Fica agitado. E advinhem quem vai sofrer para fazer o bebê dormir direitinho? Papai e/ou mamãe.

Pessoal, essa mãe talvez não queira receber visitas indiscriminadamente. Talvez ela abra uma exceção bastante óbvia para os avós da criança, familiares mais próximos e amigos mais íntimos (que devem ter bom senso e seguir essas regrinhas que já mencionei). Outras mães não querem ver ninguém, pois preferem assim. Por isso: perguntem. Procurem saber qual o desejo da mãe, sosseguem o facho antes de sair querendo visitar o bebê sem antes saber.

Repetindo: esse post não é uma indireta para ninguém. Ele é apenas uma dica para leitores que eventualmente cheguem aqui, buscando esse tipo de informação. Tem um pouco de minha experiência no texto? Tem sim. Mas tudo bem, também não passei por nada dramático e que tenha me deixado com raiva. A proposta do texto é uma real reflexão sobre o assunto.

 

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Contando sobre o parto do meu filho =)

Posted by on 23-jul-2015 in Blog, Maternidade, Opinião | 2 comments

Como vocês provavelmente já imaginam, durante essas primeiras semanas de vida de meu filho aqui do lado de fora, no nosso mundo, tem sido de adaptação. Ele está se adaptando e eu e meu companheiro também. Estamos aprendendo a ser pais e meu bebê está aos poucos entendendo a dinâmica do mundo aqui fora.

Sendo assim, postar com regularidade fica mais difícil. Fica mais difícil também falar diretamente sobre Meteorologia, já que o que ocupa minha mente no momento é apenas a maternidade (e eu estou de licença também, tem isso).

Eu tinha prometido para a Lena Castro, querida amiga minha que mora lá em Portugal, contar sobre o parto do Joaquim. Eu já tinha esboçado algumas coisas e como promessa é dívida, vou falar um pouquinho a respeito. Claro que não vou dar muitos detalhes particulares, até para manter um pouco da minha privacidade. Eu sei, alguns de vocês vão dizer “ah, mas você tem um blog e está falando em privacidade?”. Faz sentido, mas mesmo com a exposição a qual nos submetemos diariamente é possível – e é salutar – manter um pouco da privacidade.

Portanto, se alguma amiga(o) minha quiser detalhes específicos por alguma razão (porque pretende ser mãe e pai também, por exemplo), entre em contato comigo.

***

O dia 29 de junho era um dia como outro qualquer. Eu sabia que a chegada do Joaquim estava iminente, mas como eu tinha criado expectativas demais nos outros dias, decidi deixar o barco seguir a correnteza. Depois do almoço, resolvi sair para comprar suco, bolo, doce, etc (formiga) e estava sentindo um “incômodo”. Como o lugar onde vende as guloseimas é um pouquinho distante de casa (e fomos a pé), achei que fosse por isso.

Ah sim, dia 29 é aniversário de meu irmão. E ele vivia dizendo, em tom de brincadeira, que não queria outro aniversariante no mesmo dia rs.

Lá pelas 19h da noite senti uma dorzinha. Decidimos ir ao hospital. Pegamos a malinha da maternidade e nos dirigimos ao hospital já combinado. Chegando lá, a obstetra me atendeu e disse que eu tinha apenas 1 dedo de dilatação. Fiz um cardiotoco e a obstetra resolvei me mandar pra casa. Eu nem imaginava que meu filho nasceria nas próximas horas, porque sempre tinha ouvido falar de trabalhos de parto dolorosos e longos desde o começo. O meu, como vocês vão ver, foi doloroso só no final.

Quando foi umas 22h, comecei a sentir dores mais fortes, mas nada muito absurdo. Na minha ingenuidade, achei que fosse consequência do exame de toque (que é extremamente desconfortável) feito pela obstetra horas antes. A dor foi aumentando e quando foi umas 23h, meu companheiro decidiu me levar ao hospital (eu não queria muito rs). Chegando lá, fiz outro exame de toque e dessa vez foram 2 dedos de dilatação. Fiz outro cardiotoco e a médica que tinha me atendido da primeira vez arregalou os olhos quando viu a folhinha do exame sendo impressa rs.

Liguei para meus pais, fui internada e fiquei sentindo dor, muita dor. Mas a real é: todo mundo sobrevive a essa dor rs. Eu não tinha pensado em anestesia, na verdade eu não queria pois tenho muito medo de anestesia. Se eu fosse ter outro filho hoje, sinceramente não sei se dispensaria anestesia. Talvez sim. Tudo ainda é muito “fresco” pra mim, então as dores ainda me traumatizam rs.

Coloquei aquela camisola super digna dos hospitais (com abertura na bunda rs) e fui para uma sala de preparação. A partir daí, o tempo entrou numa vibe relativística e não sei se minutos viraram horas ou vice-versa. Só sei que uma enfermeira obstetra super calma me atendeu. Eu queria meu marido, mas ele não podia entrar naquela sala.

Com 8cm de dilatação, a bolsa ainda não tinha estourado. A enfermeira decidiu estourar, fiquei com medo, mas o procedimento foi muito tranquilo. A partir daí, as coisas ocorreram muito rapidamente.

Lá pelas 03:30 do dia 30 de junho, me levaram para uma sala de parto. A obstetra que arregalou os olhos (acho que era Natasha o nome dela) seria a responsável pelo parto. Lá também estavam uma pediatra muito simpática chamada Manuela, a enfermeira calma que mencionei e outras 2 enfermeiras (acho que eram duas, eu estava sem óculos e só vi as horas pela posição dos ponteiros do relógio rs). De repente, vejo meu marido com roupinha verde de hospital na porta da sala. Ele se aproximou e ficou do meu lado. Fiquei mais tranquila (se é que com tanta dor tranquilidade era possível). Eu tinha medo do menino nascer e meu marido não estar do meu lado. Fiz as tais “forças compridas” e etc e Joaquim nasceu. Tive que fazer uma episiotomia, por razões específicas (criança numa posição não muito favorável e já em sofrimento) e senti muita firmeza da médica, que me consultou sobre o procedimento.

O bebê recebeu nota 9 e depois 10 no teste de Apgar. Fiquei feliz com as notas. Muito feliz mesmo!!!

Segurei o bebê nos braços, tentamos colocar ele para mamar um pouco.  Meu marido segurou bastante também e depois ele foi para o berçário. Fui para uma sala de recuperação, algumas horas depois fui para o quarto e o bebê foi para o quarto comigo, ficando lá durante toda estadia no hospital (que foi de umas 48h mais ou menos).

Agora vamos as críticas:

– Queria que meu marido entrasse comigo nessa sala de preparação. Eu sentia muita dor e por mais calma e gentil que fosse a enfermeira, uma companhia conhecida é mais bem-vinda.

– Achei que demorei para ir para o quarto e me reencontrar com meu filho. Isso me frustrou, achei o hospital muito desorganizado nesse sentido. Eles queriam que um quarto fosse liberado, não queriam me mandar para uma enfermaria ou quarto coletivo para não arrumar problema com o convênio. Enfim, achei muito injusto e burocrático da parte deles, porque o que a mãe mais quer nessa hora é ficar perto do filho. E minha família ficou preocupada comigo, porque nessa sala de recuperação eu não podia receber visitas (meus familiares não podiam nem me ver!). E por mais que a equipe fale para os familiares que está tudo bem, não adianta: você quer ver com seus próprios olhinhos a pessoa que você ama!

– As enfermeiras querem porque querem enfiar fórmula no seu bebê. Acho desnecessário e absurdo! É normal que o leite demore para ‘descer’ (demora umas 48h-72h, pelo que me informaram) e o bebê tem uma reservinha de gordura para aguentar isso. Enquanto isso, pode e deve consumir o colostro, aquele leitinho mais amareladinho que já começa a sair no final da gravidez. A propósito: todos os médicos (pediatra e GO) que me atenderam falaram para não dar a fórmula, para ter paciência com o leite e ir incentivando o bebê a sugar o seio para consumir o colostro e ajudar na produção de leite. Só que as enfermeiras, para se livrarem do chorinho do bebê e tentar acalmar os pais, queriam dar a fórmula (elas davam num copinho). Ou seja, é clara a divergência de opiniões dentro do próprio hospital! E acredito que isso pode confundir as mães. Se você já não leu sobre o assunto e  ouviu conselhos de pessoas sérias com antecedência, acaba acreditando na ladainha do ‘leite fraco’.

– O hospital fez uma confusão absurda e escreveu no documento de alta do meu filho que o parto foi cesárea. Escreveu isso também na fichinha que identificava o bercinho dele. Fiquei muito chateada com isso, porque o parto normal foi de certo modo uma conquista pessoal pra mim (nesse Brasilzão das cesáreas, né?) e também porque já deu problema na hora de sua primeira consulta com a pediatra, que pediu o papel para preencher a ficha do Joaquim na UBS e questionou a informação.

O hospital deveria melhorar nesses aspectos, na minha opinião.  Com relação ao atendimento em geral, fora esses pontos mencionados, o hospital está de parabéns. Bem humanizado! Uma enfermeira muito gentil me ajudou a tomar banho (eu perdi bastante sangue e estava meio tonta). Ela chama-se Lana. Sabe aquelas pessoas que nasceram para o atendimento ao próximo? Pois então, é o caso dela. E o mesmo para toda a equipe. Muito atenciosa e gentil. Ah sim, durante o parto, a obstetra me chamava pelo meu próprio nome! Ela não me chamava de mãezinha rs. E quando o bebê saiu, ela me parabenizou e disse que foi apenas mérito meu, porque eu fiz toda a força que ela pediu e etc. Achei gentil, fofa, profissional e encorajadora.

Sobre a recuperação: considero ótima! O corte da episiotomia doeu e incomodou um pouco nos 4 primeiros dias, mas nada que impedisse que eu tomasse banho sozinha (após esse primeiro banho com ajuda, em que a Lana me instruiu sobre a higiene na região dos pontos) ou amamentasse. O corte foi feito com critério e com cuidado, não foi profundo. Cuidei muito bem da higiene com sabonete anti-bacteriano, todas as vezes que eu ia ao banheiro. A propósito, aquelas duchinhas instaladas ao lado do vaso sanitário quebram um galhão! Felizmente eu tinha instalado uma meses antes e me foi muito útil, recomendo. Usei também spray Andolba, recomendado pela médica, que me ajudou bastante. Depois de 23 dias (já fiz o primeiro retorno na GO que fez meu pré-natal), eu me sinto muito bem, não sinto nada na região dos pontos (que caíram na primeira semana). Eu sempre tive uma excelente cicatrização, acho que isso conta bastante também. Não considerei a episiotomia uma violência obstétrica no meu caso, porque ela foi feita com cuidado, respeito e critério. Isso conta muito!

Outra coisa que conta muito é o otimismo. Sou uma pessoa muito otimista e embora nos primeiros dias após o parto eu sentisse incômodo e desconforto, eu sabia que tudo aquilo ia passar. Hoje, 23 dias depois, consigo fazer quase tudo dentro de casa. Só não faço serviço pesado (varrer e passar pano, pegar peso, etc) porque ainda estou me recuperando. E a vida sexual precisa esperar um pouquinho, claro, mas não me pressiono a nada. Estou muito feliz, pois ver meu filho saudável ficando cada dia mais forte é o maior presente que Deus pode me dar. E claro, eu estando forte e recuperada para cuidar dele é uma bênção adicional.

Agora uma dica para algumas leitoras e leitores que talvez cheguem por aqui: quando forem ler relatos sobre partos, entendam que eles podem te ajudar. Podem te ajudar a tomar decisões sobre seu próprio parto e podem te ajudar a formar uma opinião sobre o assunto. Mas é um assunto delicado e muito particular, por isso sejam sempre gentis nos comentários, principalmente quando a mulher diz que foi vítima de violência obstétrica. Você pode até discordar da narrativa da mulher e achar que ela está “exagerando” em alguns pontos, mas seus achismos não valem de nada! O relato é dela, a situação aconteceu com ela, então a voz dela é que deve ser ouvida. Ou seja: na maioria das vezes na vida, é melhor apenas ouvir e ler. Não diga nada se você não vai acrescentar! Cada indivíduo tem uma sensibilidade e uma história, que merece ser respeitada e compreendida. E cada indivíduo também tem uma opinião sobre o parto. Essa opinião deve ser respeitada, principalmente se for diferente da sua! Vivemos uma era de radicalismos e extremismos nas redes sociais, temos que tomar cuidado com isso e reaprender a respeitar o posicionamento alheio.

Obrigada por tudo, meu Deus! Obrigada pela sua misericórdia.

Obrigada por tudo, meu Deus! Obrigada pela Sua misericórdia.

Espero que tenham gostado de meu relato e espero que ele ajude você a formar sua opinião sobre o tema. Pretendo falar também sobre minha experiência com amamentação e outras coisinhas do universo materno, claro, de acordo com minha vivência e com minha opinião.

Não estou postando com frequência no blog, mas posto no Instagram quase todos os dias (é mais prático). Me sigam por lá: @samanthaweather.

E agradeço a todos os parceiros do blog (blogs que estão linkados aqui do lado, leitores, amigos, colegas, etc) que nos parabenizaram. Que Deus dê tudo em dobro, obrigada pela generosidade.

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Aquecedor: quebrando o galho em dias frios

Posted by on 9-jul-2015 in Blog, Frio, Maternidade, Saúde e Meteorologia, Seca, Umidade Relativa | 0 comments

Quem me acompanha no Instagram deve ter visto uma postagem recente em que falo sobre um aquecedor que adquiri para o quarto de meu filho. É um equipamento de 1400W (potência comparável a de um secador de cabelos) e é o suficiente para aquecer o quartinho. Entretanto, esse equipamento deve ser usado com critério. O que vou falar aqui trata-se de alguns detalhes técnicos básicos, muitos deles relacionados com Meteorologia.

 

Equipamento que comprei, com resistência cerâmica.

Equipamento que comprei, com resistência cerâmica.

Quando postei a imagem acima em meu perfil do Instagram, escrevi o seguinte:

As mínimas aqui em São Paulo estão próximas dos 10ºC e a sensação térmica talvez seja de valor ainda menor que isso. Mamãe de primeira viagem e extremamente preocupada, decidimos comprar um aquecedor. Quando a gente aquece um ambiente, acaba aumentando a capacidade de vapor d’água que aquele ambiente suporta. Em outras palavras: eles ressecam o ambiente. Por isso devem ser usados com critério.

Antes de comprar esse equipamento (o que tive que fazer meio as pressas), fizemos algumas pesquisas. Descobri que existem basicamente 3 modelos residenciais de aquecedores disponíveis nas lojas de eletrodomésticos:
– resistência elétrica: lembra um pouco a resistência do chuveiro
– cerâmico
– a óleo

Claro que existem outros modelos (confira aqui), mas os disponíveis em lojas de eletrodomésticos e que possuem instalação fácil (basicamente só ligar na tomada, depois de conferir se a fiação suporta a potência, claro) são esses.

O princípio físico de funcionamento dos 3 modelos é muito semelhante: a resistência elétrica, a cerâmica ou o óleo são aquecidos pela passagem de corrente elétrica, pois oferecem uma resistência a essa corrente. Dessa maneira, esquentam o ar em volta do aparelho e fazem-no dissipar, aquecendo outra porção na sequência, até que todo o ambiente fique aquecido.

Eu escolhi o modelo cerâmico por aquecer o ambiente mais rapidamente do que os outros dois modelos citados. Também gasta um pouco menos de energia elétrica, pelo que pesquisei.

Além disso, a gente precisa lembrar que o aquecimento do ambiente não vem “de graça”: quando aumentamos a temperatura de um ambiente, aumentamos a capacidade de vapor d’água que aquele ambiente suporta. Dessa maneira, reduzimos a umidade relativa do ambiente. A redução da umidade relativa pode ser um problema, pois deixar o ambiente seco pode causar danos a saúde. Pode causar ressecamento das mucosas e alergias, por exemplo.

Pelo que pesquisei,  o modelo de resistência elétrica resseca mais o ambiente do que o cerâmico. O modelo a óleo, dos três, é o que resseca menos, mas eu não me convenci de que é seguro (penso com relação a odores durante o funcionamento). Ah sim, isso vale para os três modelos: antes de ligar o aparelho, leia bem o manual. Depois que ligar, confira se ele solta algum odor estranho (o que é comum em equipamentos elétricos novos). E se você mantém o aquecedor guardado no armário o ano todo e só o tira durante o inverno, é provável que esteja empoeirado. Limpe bem antes de colocá-lo para funcionar novamente.

E agora vamos falar sobre saber usar o aquecedor com critério. O ciclo diurno de temperatura e umidade relativa é bastante previsível. Veja por exemplo esses dados do dia 21/08/2012, da Estação Meteorológica do IAG-USP, que discuti nesse post:

Umidade relativa (%,linha azul) e Temperatura (°C,linha vermelha) ao longo de todo o dia 21/08/2010. Dados da Estação Meteorológica do IAG-USP.

Umidade relativa (%,linha azul) e Temperatura (°C,linha vermelha) ao longo de todo o dia 21/08/2010. Dados da Estação Meteorológica do IAG-USP.

Em geral, dias ensolarados e com pouca nebulosidade seguem esse padrão: temperaturas mais elevadas entre 10h e 15h e umidade relativa baixa no mesmo horário. E quem vai ligar um aquecedor justamente no horário de maior temperatura? É melhor abrir as janelas e deixar o imóvel aquecer-se pelo próprio Sol. Minha sugestão é de que se ligue o aquecedor no final da tarde (quando a temperatura caiu bastante) e no meio/final da madrugada (quando a temperatura mínima do dia se aproxima).

Entretanto, nos dias nublados isso não é possível. Ou dependendo do posicionamento de sua casa ou apartamento, a luz solar nunca atinge o quarto. Em casos assim, acredito que é melhor continuar ligando o aquecedor nos horários que mencionei acima e ligar também quando for trocar a criança ou dar banho, o que chamo de momentos críticos rs.

O que quero dizer com esse post é que acho (minha opinião) que a gente tem que usar o aquecedor com critério. Preocupadas, podemos acabar transformando o quartinho em um forninho, deixando a criança com desconforto pelo calor. E espero que com as informações que dei, mamães de primeira viagem, como eu, possam ir construindo sua opinião sobre o uso do aquecedor. Um artigo que me ajudou bastante na decisão foi esse. Ele explica bastante sobre o uso do aquecedor e dá dicas sobre como manter o bebê aquecido.

Como o aquecedor resseca o ambiente, muito fala-se em manter o aquecedor ligado junto com o umidificador de ar, outro aparelho muito adquirido por mamães de primeira viagem e por alérgicos rs. Entretanto, isso também pode ser perigoso. Calor e umidade relativa alta é a combinação favorita para o desenvolvimento dos fungos.

O umidificador de ar deve ser ligado no horário de baixa umidade relativa, ou seja, entre 10h e 15h (mesmo horário de máxima temperatura). Aqui em São Paulo e em outras cidades que são relativamente próximas do litoral, a umidade relativa durante a noite é bastante alta. Em minha experiência observando e analisando dados da Estação Meteorológica do IAG-USP, percebi que a umidade relativa durante a noite aqui em São Paulo é quase sempre superior a 80%, então não faz muito sentido deixar o umidificador ligado durante a noite.

Como disse a vocês, espero ter ajudado com essas considerações meteorológicas. Ideias, dúvidas e sugestões sempre são bem-vindas nos comentários.

Abraços =)

 

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Meu menino nasceu =)

Posted by on 8-jul-2015 in Blog, Maternidade | 6 comments

Pessoal, estou passando aqui rapidinho só para contar o motivo de minha ausência, mas é muito provável que meus leitores já devem ter entendido: meu filho nasceu no dia 30 de junho! Parece que quando eu escrevi esse post, eu estava adivinhando a data rs.

Sendo lindo no bebê conforto

Sendo lindo no bebê conforto

Nem preciso contar para vocês que estou muito feliz, ainda nem consigo processar esses sentimentos todos. Eu e o Joaquim estamos muito bem, graças a Deus. A única questão é a adaptação a nova rotina, mas com o tempo conto isso para vocês direitinho. Esse blog vai acabar se transformando em um blog de ciência (Meteorologia principalmente, claro) e maternidade, mas esses assuntos se encaixam perfeitamente.

Claro que não vou poder escrever com frequência nesse primeiro momento, mas conforme eu for me adaptando a rotina, escrevo mais sobre minha nova e linda vida.

No Instagram (@samanthaweather) tenho publicado algumas coisas, pois é bem mais prático e rápido do que escrever no blog. Então quem quiser me acompanhar por lá também, é super bem vindo =).

Beijos a todos.

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TAG: Livros & blá blá blá

Posted by on 2-jul-2015 in Blog, Livros | 0 comments

Fui taggeada pela Sybylla!

E eu adoro ser intimada a responder tags, principalmente tags que tenham a ver com as coisas que mais gosto. E tag literária sempre é bem vinda, porque está dentro dessa categoria.

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

Como sempre digo por aqui: as tags são excelentes maneiras de se conhecer o blogueiro. E também ajudam o blogueiro a conhecer novos blogs. Por isso se você quiser responder esta tag, fique a vontade =). Avise-me pelos comentários, para que eu possa ler suas respostas também.

10. Se você tivesse o poder, qual personagem de qual livro mudaria, ressucitaria ou faria desaparecer?

Dia desses a @venturieta fez uma comparação muito engraçada entre Emma Bovary e Luisa (Primo Basílio). Olha, eu mudaria Luisa. Mudaria totalmente! Faria dela uma mulher fatal, mudada pela experiência do adultério e que não sucumbiria às chantagens de sua governanta. Ela poderia inclusive matar a governanta com as próprias mãos e colocar seu corpo magro em uma mala velha. Essa mala seria descoberta apenas muitos anos depois.

Eu mataria com requintes de crueldade o pai estupador de Claireece Precious (ou Preciosa, como ficou conhecida mundialmente pelo premiado filme homônimo) do livro Push, da escritora Sapphire. Qualquer história que narre alguém que cometa violência sexual, cara, sinto vontade de matar bem morto. Deus me perdoe.

E eu ressucitaria Jake Chambers, da série A Torre Negra. Porque ele é um garoto fantástico.

9. Se você tivesse que dividir sua alma em 7 livros, quais seriam?

Acho que essa é a pergunta mais difícil da TAG. Vamos lá:

O vento pelo buraco da fechadura, que faz parte da saga A Torre Negra. A história do menino Tim é muito linda.

– O homem do castelo alto, de Philip K. Dick

As crônicas marcianas, de Ray Bradbury

As belas coisas, que é do céu contê-las, de Dinaw Mengestu

Novembro de 1963, Stephen King

Push, Sapphire

Cabul no Inverno, Ann Jones

8. Você já participou o participa de algum grupo de leitura?

Meu sonho! Queria participar de um grupo presencial, com reuniões mensais. Seria maravilhoso! Eu adoro esses Clubes do Livro que são muito retratados em séries e filmes ingleses. Poderia ter algo assim por aqui. Já pensei em montar um (a Fabi, uma querida colega de SJC montou certa vez), mas temo que não vai ir para frente. As pessoas vão alegar falta de tempo, etc. Saudade de um tempo em que as pessoas tinham mais tempo.

7. Você já sofreu algum ‘bullying literário’ por causa de alguma obra que você gosta?

Olha, não exatamente bullying por causa de uma obra (ou gênero) específica. Já sofri bullying por gostar de ler, acreditam? Mas é a realidade de um mundo que quer que as pessoas sejam cada vez mais idiotas. Lembro que eu tinha 13 anos e alguns alunos de minha escola me chamavam de “enciclopedia”. Naquela época, a garotada da minha sala estava mais preocupada em ostentar e aparecer do que ler. Infelizmente. Nem posso culpá-los. Alguns professores da escola nos incentivavam, mas do que adianta o professor incentivar se o aluno não vê exemplos positivos dentro de seu lar?

6. De qual festa ou comemoração que aconteceu nos livros que gostaria de ter participado?

No livro Amor em Jogo, de Anaté Merger, há uma cena de um baile de máscaras, muito bem descrita, com homens e mulheres lindos vestindo alta-costura. Não custa sonhar, né? rs

E do funeral de Brás Cubas, porque acho que eu teria dado risada (supondo que eu soubesse que ele estava vendo tudo lá do além rsrs).

5. Você considera algum livro de sua coleção como um troféu? (foi difícil de conseguir ou foi uma conquista, um presente de alguém muito querido, etc).

Não penso muito em livros dessa forma, mas há sim um que desperta em mim uma memória afetiva muito importante. Eu tenho uma Bíblia Sagrada que ganhei de minha avó aos 6 anos de idade. Já li a Bíblia inteira, participei de Escolas Dominicais, então esse livro me acompanha por bastante tempo.

4. Qual livro você leu e gostaria de ler novamente?

Muitos! Que lembro agora, sei que quero ler novamente dois livros de Joan Didion: Blue Nights e The Year of Magical Thinking.

3. Qual o seu maior medo no universo literário?

Meu maior medo é de que livros sejam censurados ou proibidos, dependendo de seu conteúdo. Sou a favor de que haja espaço para todos os temas e para todas as abordagens possíveis, porque a leitura nos torna seres mais críticos e criativos (ou seja, pessoas cri-cri rsrs :-P).

2. Você gostaria que seus diários (ou memórias – para quem nunca escreveu um diário) fossem transcritos em um livro e publicados?

Meus diários não! Faz tempo que não escrevo diários, mas eu só escrevo besteira! Acho que escrevo motivada por insegurança ou bobeira momentânea, então não sai nada que presta. Se fossem ler meus diários, julgariam que sou uma pessoa superficial e bocó rs. Porque diário a gente escreve com paixão, no calor do momento, sem refletir antes. E o cérebro humano não funciona muito bem com julgamentos rápidos.

Mas minhas memórias, essas sim! Podem publicar, mas esperem alguns anos após minha morte rs.

1. Você já leu algum livro que mudou sua maneira de ver o mundo?

Acho que um em específico, não. Eu acabo fazendo uma miscelânea na minha cabeça. Eu diria que a Bíblia Sagrada me influenciou muito. Mas eu também modifico minha forma de ver o mundo constantemente quando leio outros livros e textos. Também vale mencionar os dois livros da Joan Didion que mencionei anteriormente. Eles fizeram com que eu repensasse sobre a solidão e o luto.

 

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