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Por que estamos tão agressivos?

Posted by on 17-abr-2015 in Blog, Off topic, Opinião | 0 comments

"Nossa, que legal, mais um textão no blog". Créditos.

“Nossa, que legal, mais um textão no blog”. Créditos.

Hoje pela manhã aconteceu uma coisa muito chata que me fez pensar no quanto nos tornamos pessoas agressivas. É uma agressividade tola, para defender pontos de vista menores. Um simples comentário que fazemos já sai com tom de agressividade. Aliás, muitas vezes nos esquecemos que na maioria das situações, devemos ficar calados.

E acredito que muitos de meus leitores já devem ter observado isso. Em textos de blogs (eu certamente já escrevi de maneira agressiva por aqui) e em redes sociais, ficamos zangados com tolices. Escrevemos sem mansidão e de maneiras que acabam ofendendo outras pessoas. Sei que há o outro lado: há pessoas que se ofendem com qualquer coisa. Mas acredito que podemos moderar nossas palavras e atitudes, de maneira a evitar a disseminação do ódio e da raiva.

Acontece qualquer coisa que você não gosta ou não concorda e você vai lá e escreve um textão. Nada contra textões, eu mesma sou adepta e adoro ler bons textões. O problema talvez esteja em como escrevemos esses textões. Ataques pessoais e indiretas não podem acontecer. E as palavras devem ser medidas, para minimizar a possibilidade de mal entendido.

Sobre as indiretas, recurso de linguagem tão usado na internet, certa vez ouvi algo muito sábio. Não lembro a fonte, mas disseram que uma indireta é como uma granada, pois não atinge apenas o alvo dela, atinge também quem está ao redor. E muitas vezes nem o alvo é atingido. Indiretas, portanto, não são maneiras eficazes de comunicação.

E provavelmente há opiniões pessoais e palavras que nem devem ser ditas, porque são irrelevantes. Vou dar um exemplo bem bobo. Vamos supor que eu não goste de cachecol (o que no meu caso é uma mentira, devo ter uns 20 cachecóis ou echarpes rs). Mas vamos supor que eu realmente não goste, ache desnecessário, um item que não está na moda, que não deve ser usado no Brasil, que deve ser banido da face da Terra, chama a polícia, etc. E então do nada, num lugar com várias pessoas, eu diga:

- NOSSA ODEIO CACHECOL COISA RIDÍCULA.

Daí do meu ladinho tem uma pessoa usando cachecol. E talvez eu nem tenha percebido (porque perdemos a habilidade de olhar ao redor). A pessoa pode se sentir ofendida, pode achar que eu me referia a ela. Como a agressividade está no ar como uma partícula poluidora, uma discussão idiota pode surgir. É quase como ter uma granada velha guardada como souvenir, que você acreditava que nunca iria explodir. Mas acaba explodindo em algum momento.

Como diz um ditado que ouvi uma vez: “Temos dois ouvidos e uma boca, isso significa que temos que falar menos e ouvir mais”.

Acho que essa agressividade e essa posição de “defesa de um ataque iminente” em que vivemos diariamente, está nos impedindo de ter uma convivência suave, agradável, cotidiana. É como se você tivesse que atacar antes de ser atacado. Tenho observado algumas de minhas atitudes recentes e tenho percebido que estou exatamente nessa posição de alerta desnecessário, desgastante, que faz com que eu faça mal para as pessoas e consequentemente, para mim também.

Então observei uma coisa muito bonita hoje cedo, logo após da situação chata que havia me ocorrido. Eu estava em um laboratório de análises clínicas, tinha acabado de fazer um exame. Fui tomar um café no local. Meu marido estava me aguardando em uma das mesas, enquanto eu escolhia a bebida que iria tomar. Um senhor idoso estava sentado sozinho em outra mesa, quando um casal, também idoso, estava pegando a bebida nas máquinas. Como não havia mais mesas vagas, o senhor sentado ofereceu a mesa para que o casal dividisse com ele. Houve troca de sorrisos, logo começaram a conversar sobre a vida. Conversaram amenidades: “a saúde é mais importante do que tudo”, “hoje o tempo está bom, ensolarado”. Conversaram rapidamente e de maneira  amigável enquanto tomavam café. Eu confesso que não gosto muito de “conversa fiada”, talvez porque tenha a ver com essa agressividade.  E a tal conversa fiada, a amenidade, pode ser boa. Pode ser ruim também, pois você pode ouvir uma opinião desnecessária. Mas a conversa fiada boa, aquela sobre o tempo, sobre a saúde, sobre a gravidez, sobre as coisinhas da vida… ela pode ser boa =). Principalmente se acompanhada de sorriso no rosto.

Concluí que muitos de nós perdemos essa habilidade da boa conversa fiada. Perdemos a habilidade de olhar ao redor, de sorrir, de sermos simpáticos com quem puxa uma conversa descompromissada. Perdemos a habilidade de ficar calado quando se deve e de falar quando precisa. Há uma lenda de que o Rei Salomão, muito querido por Deus, teria tido a opção de escolhe entre 3 presentes: sabedoria, riquezas ou mulheres. Ele escolheu sabedoria. É o que precisamos escolher também.

 

 

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Exposição gratuita e imperdível: Picasso e a Modernidade Espanhola, no CCBB

Posted by on 10-abr-2015 in Artes Plásticas, Blog, Cotidiano, Lifestyle, Opinião | 0 comments

Se você more em São Paulo-SP ou vai dar uma passadinha pela cidade até 8 de junho, não pode deixar de ver a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, que está em exposição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e ficará por lá até 08 de junho.

Mas prepare-se para a fila de espera. Ouvi pessoas que ficaram mais de 1h esperando para entrar na exposição. Exposições no CCBB normalmente fazem muito sucesso, principalmente quando trazem obras de artistas renomados.

Como estou grávida, não fiquei nem 10min na fila preferencial. É uma das vantagens, né? Se você é gestante, aproveite seus direitos. E se você é gestante e está sem nenhuma restrição (repouso absoluto, por exemplo), aproveite para ir ao cinema, teatro, museus, etc. É muito relaxante e inspirador =)

Bom, vou falar de minha relação com Picasso. O que eu sabia do pintor era o mínimo do básico: já tinha ouvido falar do Cubismo e conhecia a obra Guernica, que certamente é a obra mais conhecida do artista. Sobre Guernica, há alguns meses assisti uma aula introdutória de História da Arte e as professoras mencionaram essa obra, mostrando alguns de seus detalhes e mostraram esse vídeo fabuloso, que faz um  em 3D pela obra:

Bom, eu conhecia o básico do básico de Picasso. E não, a exposição não me tornou expert na vida e na obra do artista, mas certamente aprendi muito mais. A exposição conta com trabalhos de Picasso da década de 1920 até a década de 1960. Picasso trabalhou muito, produziu muita coisa e a exposição mostra desde esboços e estudos (há vários esboços e estudos para Guernica, por exemplo) até obras maiores, em que ele refletia sobre a pintura e a escultura. Em diversas obras Picasso mostra essa reflexão sobre seu próprio trabalho, fazendo “pinturas sobre ser pintor”. Há um nome bonito para isso, mas não me lembro rs.

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A obra acima chama-se Cabeça de Cavalo (1937) e é um dos esboços para Guernica (também de 1937). Como disse anteriormente, há na exposição um conjunto de esboços da obra mais conhecida do pintor. O quadro Guernica é enorme: 349 cm × 776 cm. Está em exposição no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid (perto da estação de metro Atocha). Guernica deve ser tão impactante quanto os painéis Guerra e Paz, de Portinari (falei dos painéis aqui, mas meu texto não está aparecendo e prometo republicá-lo). Impactante pelo tamanho da obra e pela quantidade de detalhes presentes nela. Além disso, o tema da Guerra (no caso de Guernica, a Guerra Civil Espanhola) sempre nos faz refletir sobre os horrores, sobre a dor, sobre a tristeza e sobre a importância da paz.

Bom, mas a exposição no CCBB não é só sobre Guernica. E não é só sobre Picasso. Mas antes de falar de outros expoentes das artes plásticas espanholas do século XX, vamos continuar falando de Picasso. Anotei em minha caderneta o nome das minhas obras favoritas que vi na exposição, dessa forma ficou mais fácil procurá-las para mostrar para vocês.

Gostei muito de “Mulher sentada apoiada sobre os cotovelos (1939)“, pois senti a impressão que o pintor quis retratar a mulher vista de cima e de frente. Ele quer mostra todos os ângulos da imagem ao mesmo tempo, se não me engano isso é Cubismo. Pois é gente, esse blog é pura especulação de quem só aprecia as obras e não tem conhecimento técnico rs. Outra coisa que chama minha atenção é a cor do adorno da cabeça. Ele é de duas cores mesmo ou o artista também quis mostrar diferenças iluminação? Não sei, mas achei o quadro bem bonito. A mulher retratada é Marie-Thérèse Walter, uma das mulheres com quem Picasso se relacionou (ele teve umas 7 esposas, algo assim). Picasso colocou Marie-Thérèse Walter numa posição de reflexão, exaltando a beleza intelectual. Em muitos esboços e pinturas, as mulheres estão nuas. Sempre tive a impressão de que Picasso observava a beleza feminina não apenas no aspecto estético, pois as mulheres com quem ele se relacionou eram também artistas, pintoras e intelectuais.

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A presença do touro e do minotauro são também marcantes em diversos trabalhos de Picasso e muitos dos que estão na exposição do CCBB possuem esses elementos. Inclusive o tema aparece em Guernica. Durante a exposição, aprendi que o minotauro é uma espécie de alter-ego de Picasso. E ao mesmo tempo que pode representar a brutalidade, está “ao lado do povo”. Na obra Guernica, o touro aparece ao lado da mãe com a criança. Eu entendi (interpretação minha, amo arte, melhor que exatas rs) que mesmo a brutalidade do dia a dia, a “força bruta”, ficou horrorizada com a guerra.

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Como mencionei antes, Guernica não está na exposição. E além dos esboços (que se não me engano estão no 3° andar do CCBB), há um vídeo sobre a obra, mostrando imagens do bombardeio a cidade de Guernica. São imagens que sensibilizam. Há também um espaço interativo, onde com uma espécie de lanterna você pode explorar a obra, fazendo uma relação entre a obra final e seus esboços.

A presença do touro/minotauro também é presente em ilustrações lindas, onde o Minotauro aparece cego, sendo guiado por uma criança, normalmente uma menina. Se não me engano eram 3 ilustrações com o mesmo tema, sendo essa minha favorita:

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É a minha favorita porque é a única em que aparece o minotauro sendo guiado durante a noite. Mesmo uma pessoa que enxerga normalmente tem dificuldades de noite. Quando olho para esse quadro, vejo a criança como os bons sentimentos e o bom caráter, que deve nos guiar sempre. Até o minotauro (força/brutalidade) rendeu-se a essa necessidade. Como eu disse, é arte. E a gente pode interpretar como quiser (melhor que exatas rs). E não, a gente não deve ter vergonha de refletir sobre a obra, mesmo que não tenha o conhecimento técnico (como é meu caso). Acho que o que escrevo aqui é para inspirar todo mundo, para que cada um possa se inspirar e aprender a apreciar =)

A exposição também conta com obras de outros mestres espanhóis do século XX. A lista completa de artistas presentes na exposição pode ser vista aqui. Há algumas esculturas também, como a linda Mulher Laboriosa, de Ángel Ferrant. A obra é uma espécie de móbile e representa uma mulher tecendo. Essa escultura também veio do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, onde há uma sala dedicada ao escultor.

Outra escultura linda é Mujer descansando en hueco, de Pablo Gargallo. Chamou minha atenção porque onde deveria haver “volume” na escultura (se compararmos com as esculturas greco-romanas), ela está esvaziada, achatada:

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Ah sim, havia uma reprodução do Caderno de Desenhos de Joaquín Torres-García. E os visitantes podiam manusear o caderno, em que ele falava sobre a arte de desenhar. Os escritos do caderno estão em francês, mas lembro que ele dizia o quanto o artista do passado fazia esculturas e pinturas e o artista do presente fazia edifícios e pontes.

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Essa é a capa do famoso caderno de desenhos de Torres-García. Algumas páginas do interior do caderno encontram-se disponíveis aqui.

Torres-García era um cara genial. Sulamericano, nasceu no Uruguai, porém mudou-se em 1910, aos 17 anos, para a Catalunha. Foi pintor, desenhista, escultor e professor. Publicava muitos de seus desenhos em jornais e outros periódicos. A identidade sulamericana ainda continuava presente nele, bem evidente no trabalho América Invertida (1943). Esse trabalho não está na exposição do CCBB, mas ele é muito interessante, pois tem tudo a ver com um aspecto sobre os mapas que mencionei nesse post, pois questiona a orientação usual dos mapas. 640px-Joaquín_Torres_García_-_América_Invertida

Outro artista presente na exposição é Joan Miró, com seus quadros que uniam a arte ao lirismo, com o objetivo de provocar no observador sensações parecidas com a provocada pela poesia. E a obra Cabeça e Aranha (1925) é uma das principais do artista das que estão presentes na exposição:

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Trabalhos de Juan Gris também estão na exposição. A obra Arlequim com Violino (1919), foi a que mais chamou minha atenção. Aliás, enquanto estava na sala onde essa obra estava exposta, ouvi várias pessoas falarem que trata-se de arte abstrata. Não, gente! Até eu que não entendo nada de arte sei que ABSTRATO é algo que não representa objetos/coisas da nossa realidade. Quando olhamos uma obra abstrata, não dá pra saber o que é. Mas quando a gente olha Arlequim com Violino, dá pra saber o que é:

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A propósito, museus são locais interessantes. Quando a gente para e ouve as conversas por alguns instantes, é possível identificar claramente quem tem um conhecimento técnico sobre arte, quem é um mero apreciador e está aprendendo e quem quer se aparecer. Desculpe, é que ando numas de não acreditar mais no ser humano. Acho que é bem melhor a gente reconhecer que não sabe e tentar aprender do que tentar impressionar falando do que não sabe #desabafo.

 A exposição também contava com artistas do Novecentismo Espanhol, com pinturas que tentam ser bem fiéis a realidade, mas uma realidade de sonho, uma realidade misteriosa. Na parte do Novecentismo, chamou minha atenção o trabalho Os Noivos (1955), de Antonio López García. Ao mesmo tempo que os semblantes dos noivos são bem realistas (lembram inclusive uma foto antiga), o fundo é bem ‘mágico’. Há uma natureza morta bem diferente do lado da noiva, com uma melancia, um cesto, bebidas e um instrumento de cordas. Que noite eles devem ter tido rs.

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Bom, eu destaquei as obras que mais chamaram minha atenção. Se você foi à exposição e gostaria de compartilhar algo a respeito, deixe nos comentários :)

Agora vamos reclamar um pouco?

E é claro que não era possível fotografar nada durante a exposição. Acho que na maioria dos museus é assim. Já me disseram que o flash prejudica as obras, mas não é bem assim. E é notável que muita gente fotografando ao mesmo tempo atrapalha as pessoas que querem apreciar as obras, que estão transitando pelo museu. E no caso do CCBB, o espaço é pequeno, então imagine se todo mundo fosse fotografar.

Mas infelizmente há pessoas que ignoram os avisos e saem fotografando tudo. Era tanta gente fotografando, que em um momento na exposição que disse ao Emerson:

- Seria muito legal se houvesse um mecanismo em que a pessoa pudesse digitar o nome da obra e uma reprodução de qualidade pudesse ser copiada para o seu computador.

Bom, mas meus leitores devem estar acostumados com minha personalidade um tanto ranzinza diante dessas situações. Fiz reclamações parecidas quando fui na exposição sobre os maias (veja aqui).  Fato é que as pessoas em geral não sabem se comportar em museus e outros ambientes públicos de exposição. E outro fato é que estou ficando velha e não consigo acompanhar e entender certas coisas. Por exemplo, reza a lenda que nessa exposição do CCBB teria uma sala para tirar selfie. Não vi tal local, mas repito: uma sala para tirar selfie. Será que não estamos indo longe demais nisso de querer fazer selfie com tudo? Bom, acho que devo ficar agradecida por não ter visto nenhum pau-de-selfie durante a exposição.

A equipe do CCBB é muito antenciosa e rigorosa. Qualquer tentativa de tirar fotos das obras é logo coibida. Alguém da equipe aparece prontamente, explicando que o registro não deve ser feito. E eles aparecem também quando algum sem noção atende o celular. No tempo que fiquei lá (cerca de 3h), vários celulares tocaram. Em uma das vezes, a pessoa atendeu o celular em voz alta, fazendo o maior estardalhaço. Que falta de educação!

 

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Plágio na Internet: até quando?

Posted by on 6-abr-2015 in Blog, Opinião | 2 comments

Quem me conhece do blog ou de minhas redes sociais, sabe o quanto eu reclamo do plágio. Já plagiaram textos aqui do Meteorópole algumas vezes. Eu sou contra inclusive copiar tudo e indicar a fonte. Acho que se você pretende copiar o texto todo de um blog, melhor então linkar o texto, não? Agora imagine copiar totalmente (ou trechos enormes) e não linkar? Já passei por isso algumas vezes e fiquei muito chateada.

Em uma das vezes que fui plagiada, o texto foi parar em um grande portal. Reclamei nos comentários e nas redes sociais. O dono do blog (um meteorologista famoso na Região Sul do país) veio me pedir desculpas e veio dizer que a estagiária responsável pelo blog era técnica em meteorologia e super dedicada. Bom, se fosse super dedicada, teria escrito o próprio texto, não? Não há desculpa: pra mim, é total falta de ética e profissionalismo.

Ok, talvez haja uma dose de ingenuidade. Mas até que ponto isso pode ser usado como justificativa? As coisas na internet tem dono! Há uma mente criativa, que se esforçou para escrever aquele textou ou para fazer aquela ilustração. Há aqueles que copiam até fotografias. Há alguns anos, uma blogueira que fazia lindos relatos de seus passeios e viagens teve suas fotos e textos copiados. Textos em que ela exprimia sua opinião pessoal sobre um determinado local. Textos em que ela falava de sua experiência pessoal, falando de reações de seus amigos e marido que viajaram com ela. Que coisa mais assustadora!

Vivemos a era da imitação e do consumismo. Todos aqueles que tentam fazer algo criativo e novo já ficaram desanimados em algum momento, porque foram copiados. Minha mãe, que faz artesanato em crochê, sempre comenta como não dão valor a sua arte. As lojas compram produtos chineses, que são um crochê mal feito e feito sabe-se lá em quais condições trabalhistas. E claro, vendem a preços muito mais baixos, para atender a demanda consumista. Tudo isso entristece quem quer criar :(

O último plágio do qual eu e a Jaqueline fomos vítimas foi esse:

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Digo que a Jaqueline foi vítima também porque foi ela quem criou a minha “bonequinha”, a Samanthinha, que está aí no banner e aparece na fanpage e no Twitter também. Ou seja, ela teve propriedade intelectual roubada. Além disso, reparem no rodapé da foto: a imagem já havia sido roubada e foi re-roubada por outra pessoa. Alguns vão me achar exagerada por usar o verbo roubar, mas para mim roubar propriedade intelectual é tão grave quanto roubar um objeto (se não for pior).

A resposta é simples: você quer criar um meme? Use uma imagem de um banco de imagens gratuito, como o Free Digital Photos. Ou contrate um ilustrador para fazer o trabalho. Simples assim! Não, jamais aproprie-se de uma imagem que foi criada para outro contexto e que possui direitos autorais.

E isso tudo me fez pensar no seguinte: não devemos compartilhar imagens “fofinhas” com “frases bonitinhas”. Muitas vezes essas imagens foram roubadas de outros lugares. E há casos em que até as frases são de outros autores.

O plágio da vez foi removido, porque a Jaqueline e a Bárbara reclamaram no perfil do Instagram em questão. Se está na internet, não é domínio público! Muito simples. Até imagens obtidas em bancos de imagens pedem para que a referência seja feita. Antes de usar qualquer material de terceiros, raciocine, reflita, converse com o autor e não cometa nenhuma gafe ou crime.

 

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Mimos da promoção de Natal do Na Provence

Posted by on 6-abr-2015 in Blog, Lifestyle | 0 comments

Isso mesmo, vocês não leram errado: promoção de Natal. Eu ganhei alguns prêmios na promoção de Natal do Na Provence e eles só chegaram em minha casa no finalzinho de Março. Claro que não é culpa da Anaté: ela postou os prêmios em Janeiro! É que nossos Correios demoram muito para entregar qualquer coisa. Eu estava vendo uns videos da Cacau Schwarz e ela reclamava da mesma coisa: quando mandamos do Brasil para a Europa, chega rapidinho. Quando o contrário acontece, a demora costuma ser frequente.

Enfim, o importante é que os presentinhos chegaram \o/. E eu fiquei muito feliz! São mimos da região de Provença, idílica região turística da França. O turismo de Provença envolve boa gastronomia, paisagens maravilhosas, produtos locais com sabores e aromas especiais, etc. Quem quiser conhecer sobre a região, deve começar pelo site Na Provence. E se você gosta de literatura, que tal ler os livros da Anaté Merger, ambientados na região? Já resenhei dois deles:

- Sagrados;

- Amor em Jogo.

Mas agora vamos falar dos presentes que recebi na promoção de Natal. Foi uma agenda maravilhosa com reproduções das pinturas de Pierre Pellet. As pinturas retratam pontos turísticos divinos de Provença. A agenda é linda, super bem diagramada e charmosa.

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No kit, também veio um calendário com fotos de Provença, que já decora minha cozinha. Outro mimo de cozinha do kit foi uma bandejinha linda, charmosíssima para tomar aquele chá com bolo ou biscoito de fim de tarde. Sabe quando você está sozinha em casa, lendo ou vendo seu seriado favorito? Então, nessas horas você também merece um mimo. E eu faço questão de colocar meu chá na minha caneca favorita e colocá-lo nessa bandejinha linda :)

Também ganhei um caderninho de anotações. Esse vai ter que esperar até que meu bloquinho em uso acabe. Eu tenho o costume de sempre ter um bloquinho ou caderininho na bolsa, que uso em meu trabalho, em meu trabalho aqui no blog e para anotações do dia a dia. Muitas ideias de posts tenho enquanto estou no ônibus, por exemplo. Daí anoto para não esquecer ;)

Obrigada, Anaté! Estou empolgada assim porque os brindes são lindos e são de uma blogueira que acompanho. Sempre me inscrevo em concursos dos blogs ou canais que acompanho, mas não sou muito sortuda. Mas eu comecei 2015 com muita sorte e ganhei minha primeira promoção!

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Já estou pensando em fazer um sorteio novo aqui no Meteorópole. Ainda não sei bem o que sortear e como sortear, mas estou com bastante vontade!

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5 filmes ganhadores do Oscar da minha vida!

Posted by on 2-abr-2015 in Blog, Feminismo, Filmes | 0 comments

A Sybylla viu essa tag aqui, falou que ia responder e me sugeriu. E eu adorei, claro!

Quem não gosta de filmes? O gênero preferido pode variar, mas com certeza muita gente gosta de assistir filmes nas horas livres.

Antes de responder essa tag, preciso admitir: sou cafona. E ser cafona não é algo ruim, como muitos pensam. Vou convencer vocês. Por exemplo, observem a seguinte imagem, que será foco de análise:

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Agora imaginem que toda a produção da vida desse sujeito fosse essa foto. Vamos imaginar que ele nunca tivesse falado as besteiras que ele falou, que ele nunca tivesse sido apenas mais um pastor da teologia da prosperidade, cantor, parlamentar homofóbico, etc. Vamos imaginar que a ÚNICA COISA DA VIDA DELE fosse essa imagem kitsch. Isso não seria legal? Poxa, eu seria fã dele e essa imagem figuraria em minha Área de Trabalho por alguns dias.

Essa revelação sobre minha vida vai ajudar a explicar algumas respostas dessa tag. Mas o que é essa tag, afinal? São 5 categorias:

1. Melhor Filme:

2. Melhor Diretor:

3. Melhor Trilha Sonora:

4. Melhor Figurino:

5. Melhor Animação:

Vou então responder cada uma dessas categorias, de acordo com minhas preferências. Tenho certeza que o Academy Awards nunca vai me chamar pra avaliar nada depois de minhas respostas. A propósito, ouvi dizer que para ajudar na escolha do Oscar, parece que você tem que ter sido indicado, o que não é ou será exatamente meu caso rs.

Vamos!

1. Melhor Filme: 

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Essa foi a categoria mais difícil, tive que fazer uma lista e ir excluindo. Escolhi Labirinto (1986), porque sou fã de David Bowie e porque foi o primeiro filme que lembro ter assistido (ou seja, que assisti e lembro da história direitinho). Assisti pela primeira vez aos 7 anos, mas assisti novamente outras vezes quando mais velha. O filme me marcou bastante, pela atuação de Bowie e pelo formato de “quest”, que depois me seduziu.

2. Melhor Diretor: Clint Eastwood

Um cara que é um ator não muito bom (embora eu adore o eterno Pistoleiro Sem Nome), mas é um excelente diretor. É um filme maravilhoso atrás do outro. Eu adoro Sobre Meninos e Lobos (2003), Million Dollar Baby (2004) e A Troca (2008). São roteiros excelentes, com direção muito boa. Seus filmes foram premiados em diversas categorias do Oscar. Ele conseguiu escalar um time de ótimos atores em dramas cujos finais surpreendem. Destaque para o papel interpretado por Angelina Jolie em A Troca: na trama, ela é uma mulher que sofre com a corrupção policial, com o desencorajamento e com o desempoderamento, uma vez que ela fica afirmando várias vezes que aquele não é o filho dela, mas as pessoas não acreditam no que ela fala. Vejo A Troca como um filme que gera muitas discussões sobre o feminismo.

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3. Melhor Trilha Sonora: Flash Gordon (1980)

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Eu disse para vocês que provaria minha cafonice rs. Eu adoro esse filme, principalmente porque a trilha sonora é toda do Queen, uma de minhas bandas favoritas. E adorei o que eles fizeram com o herói Flash Gordon. Nos quadrinhos da década de 1930, ele é um astronauta inteligente e charmoso, aquele estereótipo de herói que fazia as mulheres suspirarem. Em Flash Gordon (1980), Flash Gordon é um jogador de futebol americano meio burrinho, que acaba sendo atraído para a aventura espacial por estar no lugar errado na hora certa. Em Flash Gordon (1980), diferente dos quadrinhos da década de 1930, as mulheres tem um papel bem dominante. Destaque para as atuações de Ornella Muti (Princesa Aura) e Mariangela Melato (General Kala). E claro, tem o magnífico Max Von Sydow no papel de Ming the Merciless. Todo drama e exagero das cenas, que são muito coloridas e um tanto kitsch, são decorados pela música maravilhosa do Queen.

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4. Melhor Figurino: Pecado Original (2001) e A Casa dos Espíritos (1993).

Essa categoria também foi muito difícil, mas pensei em dois filmes em que lembro ter pensado: quero o figurino das protagonistas. Roupas do final do século XIX sempre me atrairam e Angelina Jolie está totalmente sexy em Pecado Original. Não é a melhor performance da atriz, mas o erotismo e a tensão entre ela e seu par romântico, Antonio Banderas, chama a atenção. Angelina está linda com o figurino!

E A Casa Dos Espíritos nos oferece um passeio pela moda da década de 1920 até a década de 1970. Adoro todas as fases e Meryl Streep está deslumbrante, tanto visualmente quanto em sua atuação. Essa mulher não conhece a palavra mediocridade!

8

 

5. Melhor Animação: Up – Altas Aventuras

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Nunca chorei tanto assistindo um desenho. Chorei no começo, quando meu priminho disse:

- Calma tia Samantha, as partes tristes vão acabar!

A animação é uma gracinha. Ela me ensinou que nunca devemos achar que é tarde demais para sonhar, para curar feridas antigas e para fazer novos amigos. Lição clichezinha talvez, mas é linda!

 ***

Bom, essas são minhas respostas. Eu tenho certeza que se um dia eu voltar a responder essa tag, vou dar outras respostas. Adoro ver filmes e apesar de ser fã de ficção científica, admiro muito outros gêneros. Um drama bem feito, com personagens bem estruturados e com diversas facetas, por exemplo, chama minha atenção. Sendo assim, minha opinião sobre essas escolhas sempre vai mudar :)

Se você gostou da tag, sinta-se marcado! Responda e não esqueça de me avisar =)

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