Raios ascendentes

Recentemente, foi noticiado que os primeiros raios ascendentes foram registrados no Brasil.  Para a realização de tal façanha, foram utilizadas câmeras bastante sofisticadas, que permitiam uma gravação quatro mil quadros por segundo. Assim, a imagem pode ser cuidadosamente analisada e a origem do raio pode ser bem traçada, permitindo um estudo mais aprimorado.

Esse estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Num intervalo de apenas 20 minutos, foram registrados quatro raios ascendentes no Pico do Jaraguá, local onde as pesquisas estavam sendo dirigidas.

De acordo com a matéria, para se ter uma noção comparativa, no Empire State Building,  ocorrem em média 26 raios ascendentes por ano. A grande maioria dos raios (99%) é nuvem solo, ou seja, raios que se originam nas nuvens e chegam ao chão. Apenas 1% dos raios é ascendente – partem de algo na superfície. Aparentemente, há uma maior probabilidade de ocorrência de raios ascendentes. Eles são comuns em grandes construções, torres de telecomunicação ou pára-raios de edifícios muito altos. Essa pesquisa conduzida pelo INPE pode ajudar a prever a ocorrência deste fenômeno, que pode ser bastante destrutivo para as estruturas onde ocorre.

Veja abaixo a reportagem com imagens deste interessante fenômeno:

Falei sobre os raios descendentes (os mais comuns) e um pouco sobre relâmpagos e trovões neste post.

Visite a página do Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE. A página possui informações em tempo real sobre a ocorrência de raios, possui textos para pesquisas escolares e curiosidades sobre o assunto.