Denuncie os crimes que ocorrem na internet!

Quando comecei a usar a internet eu tinha uns 16 anos e a conexão era discada. Isso significa que tinhamos que ‘ligar para um número de telefone’, usando um discador instalado no computador. A conexão era feita e o telefone de casa ficava ocupado. Tínhamos que pagar pelo provedor (que fornecia o tal ‘número de telefone’) e pagar pelos pulsos gastos na ligação.

Como durante a madrugada e fins de semana (sábados após as 14h) as ligações eram mais baratas, normalmente a maioria das pessoas acessava a internet nesses horários. A internet era bem diferente. Existia bem menos conteúdo.O conteúdo em português era bem escasso e era muito difícil fazer uma pesquisa escolar usando a internet. Não existia Wikipedia. Muitas marcas e pessoas famosas sequer tinham um website. Redes sociais? Não existiam. Youtube? Eu chego a rir, duvido que a conexão da época suportaria o carregamento dos vídeos. A própria estrutura das páginas era diferente. Não tinha Flash, Java Script, etc.

Criei meu primeiro site em 2000, se não me engano. Foi no extinto serviço Geocities. Era um site sobre uma viagem que fiz para a gruta da Pratinha. Fazer o upload das imagens era algo muito difícil, levava tempo demais. Depois criei um outro blog sobre RPG, artes e literatura. Tudo era bem diferente. Depois criei alguns blogs, aprendi algumas coisas novas e apenas em 2011 criei o Meteorópole. Puxa! Doze anos depois de criar meu primeiro website.

Agora preciso contar para vocês o que senti quando meu pai decidiu instalar a internet em casa. Eu queria há muito tempo, mas era caro. Na época, meu pai comprava a Revista do CD-Rom, da Editora Europa. E junto com a revista vinha uma revistinha menor, com dicas de sites. Isso parece absurdo agora (já que temos o Google), mas na época era assim que funcionava. E cada site vinha com uma descrição e uma imagem.  Lembro que fiquei fascinada quando vi uma dessas descrições, falando sobre o site do Museu do Louvre. Eu pensei: “Poxa, com a internet podemos viajar pelo mundo”. Eu comecei a fazer um curso de inglês naquela época e eu estava morrendo de vontade de treinar, de ler textos em inglês, de conversar com pessoas de outros paises, etc. Eu vi na internet muito potencial para aprender. E ficava encantada com todo site que entrava, ficava encantada com o mundo novo e cheio de coisas novas para aprender. E não é o que temos hoje, de maneira aprimorada? Cursos à distância, sites de universidades (com várias apostilas e indicações de materiais), cursos semi-presenciais, possibilidade de entrar em contato com um profissional (através de seu blog ou e-mail), grandes projetos educacionais como a Wikipedia, possibilidade de baixar livros em pdf, vídeos educativos no Youtube,  etc. A internet é um mundo cheio de possibilidades para aprender.

É claro que a internet possui outras infinitas possibilidades: entretenimento, comodidades (serviços bancários, emissão de documentos, etc), oportunidades de trabalho, etc. E todas essas possibilidades são maravilhosas. Tenho certeza que no futuro inventarão tantas outras possibilidades para a internet. Certamente vão aprimorar a internet e criar coisas que eu não consigo vislumbrar. Eu sou bastante positivista e acho que mais coisas boas e interessantes vão surgir.

Por outro lado, quero mencionar o lado ruim da internet. Não vou falar de hackers/crackers, vírus, golpes, spam, etc. Vou falar de algo que considero pior que tudo isso: a disseminação do ódio. Sim, gente. Há pessoas que aproveitam essa via rápida de informação (era dessa maneira que os jornalistas se referiam à internet nos anos 90…rs) para disseminar o ódio e para promover todo tipo de preconceito e pensamento ignorante. Recentemente vi de perto o caso de uma adolescente que fez comentários racistas horríveis em duas redes sociais. E ela não foi a única. Há algum tempo, uma moça fez comentários contra nordestinos em uma rede social e foi punida pela sociedade e também criminalmente.

Esse tipo de comentário e de pensamento gera uma espécie de turba. Alguns concordam com esses absurdos, sabe? E disseminam mais ódio, mais ódio é gerado. Eu acredito que assim como a gentileza gera gentileza, o ódio também gera mais ódio.  Por isso, gente, quero finalizar esse post com a seguinte dica: viu alguma página com conteúdo criminoso? Denuncie. As denuncias podem ser feitas na Safernet ou na página da Polícia Federal. Evite xingar ou ofender o criminoso. Isso não leva a nada e não vai mudar a conduta criminosa. Denuncie, peça para seus amigos denunciarem também.