Os 10 lugares mais quentes do mundo e um desabafo



Se como eu, você também está reclamando do calor em São Paulo-SP e em outras localidades da Região Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, deveria estar feliz que não mora no Death Valley (Vale da Morte). É eu sei, estou tentando ser otimista 🙂

Saiu uma lista dos 10 lugares mais quentes do mundo. É claro que os leitores deste blog já devem imaginar que o Death Valley está na lista :). Na verdade, definir qual é o lugar mais quente do planeta é uma tarefa complicada. É necessário ter observações, ou seja, é necessário ter instrumentos meteorológicos adequados e técnicos habilitados para manuseá-los. Agora vamos pensar no extenso Deserto do Saara. É impraticável ter estações meteorológicas em áreas muito remotas do deserto, já que sua instalação e manutenção seriam muito difíceis. Há locais na Terra tão inóspitos que impossibilitam qualquer atividade humana, até mesmo a atividade científica.

Mas vamos a lista.

  • Dallol, Etiópia: Dallol é considerado o local inabitado mais quente do mundo e registra médias de temperaturas máximas acima de 41°C.
  • Deserto Lut, Irã: temperaturas acima de 70,7 °C foram registradas no deserto iraniano (valores não confirmados oficialmente)
  • Tirat Tsvi, Israel: esta cidade, conhecida como o lugar mais quente da Ásia, já presenciou temperaturas acima de 53,9° C.
  • Ghadames, Líbia: neste local, a temperatura pode chegar a 55 ° C facilmente.
  • Wadi Halfa, Sudão: a cidade na fronteira do Sudão com o Egito já atingiu 52,8°C.
  • Timbuktu, Mali: a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C.
  • Queensland, Austrália: caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C. (valor não confirmado oficialmente e eu sinceramente acho que trata-se da temperatura do solo, ou seja, um termômetro é posicionado sobre o solo e a temperatura da superfície é medida)[2]
  • Turfan, China: esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
  • Kebili, Tunísia: esta cidade tunisiana já registrou 55º C.

Fonte: Terra

Nunca mais vou reclamar do calor! Só fiquei chateada que a reportagem não mencionou as datas dos recordes e os períodos das médias. Essas informações são essenciais, poxa!

[1] A reportagem do Terra tinha um erro neste tópico. Provavelmente quem editou a matéria não percebeu que o valor líbio (que era de 57,8°C, como mencionei aqui). Inclusive fiz um comentário no portal (espero que aceitem, rs):

Acho que vocês se equivocaram ao dizer que o valor de 57,8°C foi obtido em 14 de setembro. Na verdade, vocês fizeram uma grande mistura. Esse valor de 57,8°C foi registrado na Líbia em 13/09/1922, mas não é mais considerado recorde porque a Estação Meteorológica do local estava fora dos padrões. Falei sobre isso em meu blog (veja o link aqui).
Acontece que no último dia 14 de setembro, a OMM se pronunciou falando sobre o recorde líbio que deixou de ser recorde (tema do meu post). Por favor, tomem cuidado ao divulgar as informações, assim a credibilidade do portal fica abalada.

Inclusive este erro me deixou um pouco desconfiada dos demais valores. Por essa razão mencionei que alguns deles não são confirmados oficialmente. Eu sinceramente deixo aqui meu desabafo: jornalistas, escrevam sobre ciência com carinho, atenção e principalmente, com lógica. Por que razão o valor do Death Valley (56,7°C) seria recorde e um suposto valor de mais de 70°C no deserto do Irã não seria? Sabe, essas coisas irritam! E depois alguns portais vão questionar a veracidade das informações dadas pelos blogs … #desabafo

[2] Por algum tempo, existiu uma lenda de que era tão calor na Austrália que os ovos fritavam na rua. Mas não, isso não é possível.