Como estudar?

Esta é uma pergunta bem difícil de responder, já que cada um tem uma técnica para isso. Além disso, cada mente aprende de forma diferente. Há pessoas que precisam ler um texto apenas uma vez para absorver seu conteúdo. No entanto, há outras que precisam ler várias vezes e grifar partes importantes.

Também há a questão de estudar para disciplinas diferentes, algo que os vestibulandos certamente fazem esta época do ano. Há disciplinas que exigem a resolução de muitos exercícios para fixar o conteúdo. E infelizmente em muitos tópicos é necessário criar uma receita mental indicando como resolver um determinado exercício. Sim, você aprende de tanto repetir e fazer execícios semelhantes. É assim que o ensino de matemática é feito na maioria das escolas e é assim que funciona.

Não sou especialista em educação e o que escreverei aqui não passa de opinião: eu não acredito em fórmula mágica. Há diversas técnicas e métodos mas todas as técnicas e métodos que de fato funcionam passam pelo ESFORÇO e pela DEDICAÇÃO. Não há segredo. Não acredito em técnicas de aprendizado divertido ou de aprenda brincando, sobretudo em momentos tão sérios de nossa vida como vestibular ou provas da faculdade. Não acredito em soluções lúdicas para adultos.

Recentemente eu escrevi um texto sobre o assunto no blog da Bárbara, contando um pouquinho de minha experiência como estudante. Hoje eu vi um vídeo do @izzynobre falando sobre aquelas fichas de estudo, onde a gente escreve os tópicos mais importantes para estudá-los mais facilmente e fixá-los na memória:

Eu costumava (e ainda costumo) usar este método. A diferença é que não uso estes cartões (que normalmente são vendidos em grandes papelarias). Eu usava papéis de rascunho, normalmente distribuidos nas bibliotecas. São aquelas folhas A4 com impressões erradas, com um dos versos ainda em branco. Eu normalmente cortava essas folhas e organizava meu conteúdo nelas. A vantagem: você pode estudar no ônibus, no metrô, na rede do quintal, etc. É que muitas vezes levar o seu livro ou seus cadernos para esses lugares é um pouco inviável, então suas anotações servem como livro.

Além disso, acreditem em mim: você estuda enquanto prepara as anotações. Enquanto você escreve, seu cérebro de alguma forma já vai fixando. Experimente escrever com suas próprias palavras, evite copiar do livro.

Eu sei que muitos podem argumentar que os cartões ‘oficiais’ para fazer essas fichas possuem essa furação no meio e podem ser catalogados (gente, existe furador, né?) e que eles são mais grossinhos e por essa razão não amassam e deixam as coisas com um aspecto mais organizado. Bom, vai de cada um.

Eu também tenho a impressão que o método das fichas não funciona em disciplinas de exatas, aquelas que você de fato precisa sentar em uma cadeira e resolver muitos exercícios. Eu conheço pessoas que gostam de ‘ver’ a resolução dos exercícios e repassá-la mentalmente. Essa técnica não funciona muito comigo, eu preciso por a mão na massa e resolver. Inclusive eu costumava ‘criar’ novos exercícios, supondo situações em que o conteúdo apresentado pelo professor pudesse ser cobrado em uma prova. Ou seja, o método das fichas só funcionava em disciplinas que exigiam muita leitura, com conteúdo bem descritivo, normalmente relacionadas a humanas e biológicas. No curso de Meteorologia, há disciplinas bem descritivas como Meteorológica Sinótica e Climatologia. Eu usei muito o método das fichas nesses casos, desenhando esboços de mapas a mão livre e apontando os climas de cada uma das regiões, por exemplo.

Para finalizar, eu simplesmente não comprava os tais cartões bonitinhos por motivo de falta de dinheiro, pãodurismo e sustentabilidade. No entanto, a falta deles não me prejudicou. Mas, pode ser que o papel bonitinho seja um estímulo. O uso de canetas coloridas também pode ser. Acho que cada um precisa aprender como seu próprio cérebro gosta das coisas e você só consegue isso experimentando.