O Furacão Sandy – Comunitexto



O furacão que deixou 43 vítimas fatais nos Estados Unidos e uma no Canadá originou-se na região do Caribe. Classificado inicialmente como categoria um, produziu ventos de 150 quilômetros por hora e afetou áreas da Jamaica, de Cuba e Haiti, provocando ao menos 67 mortes.

Outros  números do Sandy podem ser vistos aqui.

Ao tocar o solo no Sudeste de Nova Jersey na noite de segunda-feira, dia 29 de outubro, causou inundações, pane no sistema elétrico que deixou 8 milhões de imóveis no escuro, interrupção no sistema de transporte e no funcionamento de usinas, e diversos outros danos.

Depois de passar pelos EUA, Sandy perdeu a força e foi reclassificado como ciclone extra-tropical. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, continua movendo-se devagar sobre a Pensilvânia e deve seguir para o norte em direção ao oeste do estado de Nova York e ao Canadá.

Segundo a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA), instituto responsável pelo monitoramento climático nos EUA, Sandy faz parte da temporada de furacões no Oceano Atlântico, que teve início em 1º de junho e deve se encerrar em 30 de novembro. O fenômeno é o 10º furacão na região e a 18ª tempestade tropical do ano.

Como este furacão se originou

De acordo com o livro Climatologia Fácil, da autora Ercília Torres Steinke, os furacões tem inicio em regiões de baixa pressão atmosférica, normalmente sobre as águas quentes dos oceanos tropicais, como o mar caribenho.

O vapor d’água produzido nestas regiões vai se condensando e com o calor latente, a força dos ventos se intensifica. Quando o centro de baixa pressão se fortalece e os ventos atingem velocidade de aproximadamente 119km/h, ocorre um furacão. Uma vez formado, o centro do redemoinho de ventos forma um olho, que corresponde a uma área de céu limpo no centro da tempestade.

Você também pode ler sobre a formação de furacões neste link aqui do Meteorópole.

A transformação em ciclone extra-tropical

Ao tocar o continente, o calor e a umidade necessários para manter a força do furacão se dissipam. Quando o Sandy chegou ao Canadá, encontrou com uma frente fria, que fez com que ele adquirisse características de ciclone extra-tropical. Ciclones extra-tropicais são aqueles muito comuns na costa da Região Sul do Brasil. Acompanham as frentes frias, trazem muito vento e ressaca.

Diferente do furacão, o ciclone extra-tropical – apesar de ter forma espiral – não se desloca em formato de círculo, não tem um “olho” e tem o centro frio. Leia sobre as diferenças entre os dois fenômenos aqui.

Porque o nome Sandy?

No livro Climatologia Fácil, existe uma explicação simples: Todos os furacões são batizados antecipadamente, com nomes masculinos ou femininos retirados de uma lista que será utilizada até 2016 para aqueles que atingirem o Atlântico Norte. Quando um furacão está se formando, a lista é consultada e, de acordo com a letra inicial, os especialistas podem saber qual o número correspondente e quantos furacões ocorreram naquele ano.

Quando um destes fenômenos é extremamente devastador, o nome é retirado da lista. Atualmente, já foram retirados 67 nomes e, ao que tudo indica, Sandy também deverá sair. Leia mais sobre nomes de furacões aqui.

Fontes: Revista Veja, Comunitexto, Meteorópole e livro Climatologia Fácil.

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