Retrato do ar na Terra



Nos primórdios do Meteorópole (faz 1 ano e parece que foi ontem!) eu contei para vocês qual era a composição da atmosfera. Sabemos que o ar está em constante movimento e isso faz com que partículas sejam carregadas. Além disso, o homem insere substâncias na atmosfera através de suas atividades industriais, pecuária, agricultura e transportes.

E recentemente, a NASA divulgou uma imagem de alta definição com os principais aerossóis de nossa atmosfera:  poeira, fumaça e sal marinho. Veja abaixo:

 

Legenda: Poeira (em vermelho), levantada da superfície pelo vento; de sal marinho (azul), em sua grande parte carregado por ciclones; de fumaça (verde) produzida por incêndios; e de partículas de sulfato (branco), emitidas por vulcões e combustíveis fósseis. Clique aqui para ver em alta definição.

Essa imagem foi criada por pesquisadores do NASA Center for Climate Simulation at Goddard Space Flight Center, sediado em Maryland, EUA. A imagem foi criada usando simulações numéricas (o computador usado para essa finalidade chama-se Discover*). Para fazer esta simulação, foram usadas observações locais de aerossóis e dados meteorológicos, principalmente dados do vento, o principal responsável pelo transporte dessas particulas. O modelo computacional que criou esta imagem chama-se Goddard Earth Observing System Model, Version 5 (GEOS-5) e pode fazer previsões do tempo em resoluções de 10 a 3,5km, de acordo com informações do Daily Mail. O ‘retrato’ acima foi feito usando uma resolução de 10km! Levando em consideração que esta é uma simulação de todo o planeta, significa que estamos trabalhando com uma definição altíssima. Para vocês terem uma idéia, apenas cidade de São Paulo tem uma distância Leste-Oeste aproximada de 65km!

De acordo com os cientistas da NASA, o estudo dos aerossóis possibilitam uma melhor compreensão de seu papel na previsão do tempo. Depois de grandes erupções vulcânicas, há muitas evidências que os aerossóis foram responsáveis pelo resfriamento da Terra (veja aqui e aqui).

* Em ambientes científicos, é muito comum batizar os computadores. Eu já trabalhei em um computador chamado Luke 🙂