Segundo complexo eólico da Bahia será inaugurado em 2013

Em julho, fiz uma viagem por algumas cidades do sertão baiano e pude ver alguns geradores eólicos. Como eu estava extremamente cansada, não tive a presença de espírito de fotografá-los para mostrá-los a vocês.

Eu sou bastante crítica a respeito da repercussão deste tipo de energia. A eficiência é razoavelmente pequena, é apenas uma fonte secundária de energia, mas a idéia da ‘energia eólica’ é sempre vendida como uma grande solução para os problemas de falta de energia. Claro que a ideia é interessante, principalmente porque pode gerar energia para uso local, evitando assim que grandes áreas sejam inutilizadas para implantação de torres de transmissão. No entanto, repito: a eficiência é pequena, ela altera o ecossistema, já que não existe matriz energética santa. A pretensa santidade da energia eólica virou piada por parte do espirituoso e conceituado cientista James Lovelock, que afirmou em um de seus livros que as pessoas curvavam-se diante do gerador eólico como se fosse uma espécie de cruz santa dos tempos modernos.

Além disso, os geradores eólicos não funcionam sempre, já que seu combustível não sopra initerruptamente. Há regiões que ventam bastante (e a região do sertão baiano onde estão instalados reunem esta característica), mas o vento não é initerrupto.

Bom, aqueles geradores que vi em minha viagem consistiam apenas no primeiro complexo eólico da Bahia. Vi hoje a notícia de que mais um complexo eólico será inaugurado em 2013.

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Minha pergunta é: não é estranho que essa notícia (que é de hoje) apareça quando ainda estamos discutindo o apagão do último sábado? A Região Nordeste não foi atingida pelo apagão desta vez, mas será que um leitor mais desavisado não vai imaginar que a energia eólica é uma solução para esse tipo de problema?