Tufão Bopha deixa mais de 200 mortos nas Filipinas.

Conforme previsto, o tufão Bopha chegou a ilha de Mindanao, nas Filipinas, na madrugada de 4 de dezembro de 2012. Conhecido pelos filipinos como Pablo, a tempestade já causou mais de 200 mortos, além de mais de 30 feridos, de acordo com o Philippine Daily Inquirer e com informações da Globo News. As informações sobre vítimas ainda são desencontradas e infelizmente o número deve subir.

A imagem que ilustra esse post é do canal infra-vermelho do satélite Suomi NPP e foi obtida por volta da 1h12min do horário local em 4 de dezembro (que corresponde a 17h12min UTC do dia 03 de dezembro). Imagens de canais infra-vermelho de satélites são ótimas para ver a nebulosidade durante a noite, já que o canal infravermelho capta a emissão de temperatura das nuvens. É uma tecnologia muito semelhante a dos óculos de visão noturna, muito populares em filmes de guerra e combate. Usando programas de computador adequados para filtrar as imagens recebidas, as imagens infravermelho possibilitam, além da visualização de nuvens, a visualização de luzes da cidade, emissões de gases, Auroras, incêndios e reflexo da luz da Lua.

O tufão Bopha manteve-se um tufão intenso quando chegou a Mindanao e manteve seu olho (centro sem nebulosidade) e o formato espiralado característicos sobre a parte leste da ilha. William Straka, pesquisador do Cooperative Institute for Meteorological Satellite Studies da University of Wisconsin–Madison, estimou que a tempestade pode ter um alcance de mais de 1600 km. Na noite de 4 de dezembro, a U.S. Navy’s Joint Typhoon Warning Center (JTWC) informou que os ventos associados a tempestede alcançaram velocidade máxima de 175km/h e rajadas de até 215km/h. Apesar de ter perdido um pouco de sua força ao chegar ao continente, Bopha ainda é uma tempestade muito forte. A JTWC previu que a trajetória da tempestade continue na direção oeste-noroeste, passando pelo sul das Filipinas e pelo sul do Mar da China. Sendo assim, os alertas continuam para essas regiões.

Com informações do EO/NASA.