Atlas eólico do Estado de São Paulo



Quem me conhece, sabe que minha opinião sobre enegia eólica suscita amor e ódio. Concordo com a opinião de que não existe energia santa: qualquer maneira de gerar energia vai prejudicar o ambiente, em menor ou maior grau. Fiz curso técnico em Eletrotécnica e eu tinha um ótimo professor que sempre levantava essa questão. Ele pedia para que mencionássemos qualquer tipo de ‘energia limpa’ e ele nos diria seus pontos negativos. A energia solar, por exemplo, é tida como uma energia limpa. Mas para fazer os painéis responsáveis pelo efeito fotovoltaico, são necessários recursos naturais.

Mas voltando ao caso da energia eólica. Para instalar os aerogeradores, é necessário muitas vezes desmatar pequenas áreas. Além disso, algumas pesquisas e observações sugerem que os aerogeradores prejudicam os pássaros, destroem paisagens, fazem barulho e alteram o clima local. Além disso, o vento é um recurso não constante, o que significa que a instalação de aerogeradores deve ser feita em locais previamente estudados, já que os equipamentos são muito caros e para o investimento valer a pena, é necessário fazer um estudo prévio.

O Estado de São Paulo conta com um mapa gratuito de potencial eólico, fornecido pela Secretaria de Energia. O mapa aponta que as regiões de Campinas, Sorocaba e Bauru são as mais promissoras para a implantação de aerogeradores. Consulte o mapa aqui.

A energia eólica e a energia solar são exemplos de matrizes energéticas que podem diminuir a sobrecarga do sistema principal. Além disso, normalmente fornecem energia localmente (para fazendas, residências individuais ou pequenas vilas), o que faz com que os custos e os impactos relacionados com a implantação de sistemas de transmssão (torres de transmissão, cabos, protetores de descargas atmosféricas, etc) sejam bem menores.