Transição verão-outono



[testimonial company=”Juiz de Fora-MG” author=”Renan Tristão “] “ Transição verão-outono: A primeira foto é do dia 01/04 e tínhamos céu claro e 30°C. A segunda é do dia 10/04 e a máxima não passou dos 21°C com chuva fraca o dia todo. Repare na grossa camada de Stratus” [/testimonial]

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No post de hoje, temos uma dupla de fotos. Quando recebi o e-mail do Renan vi que não faria sentido colocar essas duas fotos em posts separados, porque elas se complementam. O Renan chamou a atenção para algo muito interessante: a transição do outono. O outono em boa parte da Região Sudeste é caracterizado por ser um período de transição entre a estação chuvosa e a seca. A temperatura vai caindo ao longo dos dias. Começamos a ter dias bem quentes e muito secos e manhãs (bem cedinho, no finzinho da madrugada) com nevoeiro. A amplitude térmica desses dias secos e muito ensolarados em geral é bem grande. Sabe aqueles dias em que a gente sai de casa com casaco e precisa tirá-lo por volta do meio-dia? Então, isso significa que a diferença entre a temperatura mínima (que ocorre pela manhã) e a máxima (que ocorre por volta das 14h) é bem grande.

Por outro lado, há dias de outono em que a passagem de uma frente fria ou uma área de instabilidade deixam o dia todo muito nublado. As temperaturas máximas ficam em torno dos 20°C (ou menores). Nesses dias, sentimos frio o dia todo! A umidade relativa alta e a nebulosidade faz com que a sensação térmica seja de mais frio. E a gente tem vontade de ficar recolhido em casa, lendo e vendo filmes.

Acho que já comentei aqui no blog, mas o escritor norte-americano Douglas Preston, em um de seus livros (O monstro de Florença), disse que os bons escritores são ingleses porque por lá os dias são tão nublados que as pessoas ficam em casa. Como ficar recolhido o tempo todo em casa deve deixar todo mundo entediado (e no passado nem tinha TV ), as pessoas liam e escreviam. Já em Florença, os dias ensolarados possibilitam que belas paisagens sejam valorizadas. As cores são mais vivas, inspirando os grandes gênios da pintura que viveram por lá.

Você concorda?