Tornado pelo satélite?É possível???

Claro que não! rs

É a primeira coisa que digo aos alunos quando assistem minha palestra. Como muitos confundem tornados com furacões, chamo logo a atenção para a diferença de tamanho entre os dois fenômenos.

No entanto, através das imagens de satélite podemos ver as áreas com tempestades. Usando as cartas sinópticas e os dados de radares meteorológicos, eles conseguem prever as regiões com maiores probabilidades de que uma tempestade desenvolva um tornado. As áreas de instabilidades com super-células de tempestade que deram origem ao  devastador tornado de Oklahoma podem ser vistas através das imagens de satélite:

Oklahoma_amo_2013140

Eu peguei a imagem acima do Earth Observatory, da NASA. Essa área em branco representa profundas nuvens Cumulonimbus (nuvens de tempestades). Chamamos a área de super-célula de tempestade porque áreas assim são associadas com tempo severo: chuva intensa, granizo, descargas elétricas, etc. A imagem foi obtida com o sensor MODIS do satélite Aqua da NASA. São imagens do canal visível (o que significa que são como fotografias). A imagem é de 20 de maio de 2013, no horário 19h40min GMT (hora local: 14h40min). Essa imagem é de instantes antes do tornado de Oklahoma acontecer.

A linha vermelha representa aquela região que mostrei no post sobre o tornado, divulgada pelo The New York Times:

tornado_locations

 

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos E.U.A., o tornado tinha aproximadamente 3km de largura e atingiu velocidades de até 320 km/h.  O Earth Observatory também divulgou um vídeo em time-lapse das imagens do satélite Aqua. As imagens são originalmente de 15min em 15min, das 10h45min (hora local) até 18h45min (hora local). Ou seja, compreendem o momento em que ocorreu o tornado. Podemos ver uma intensa nebulosidade cobrindo boa parte do meio-oeste dos E.U.A, dando condições para a ocorrência do fenômeno.

—–

Em desastres naturais, histórias de esperaça e superação sempre acontecem. Uma dessas histórias é a da Sra. Barbara Garcia. Moradora de Oklahoma, essa simpática senhora perdeu a casa no desastre. Ela visitava o local onde antes ficava sua casa. Um jornalista a entrevistava. Ela contava como perdeu tudo, que seu cachorrinho tinha sumido em meio a devastação, mas que ela tinha certeza que o encontraria. E qual não foi a surpresa da Sra. Garcia, da jornalista e do cinegrafista quando, no meio da entrevista, o cachorrinho aparecia:

Quem compartilhou a história acima foi a meteorologista Estael Sias. Ela viu aqui.

—–

E no site da NOAA encontrei a relação de tornados categoria F5 (os mais destrutivos, de acordo com a Escala Fujita), com data e região de ocorrência:

usf5tors

Cada número do mapa acima representa um tornado categoria F5 e a data de ocorrência. O tornado de Oklahoma (também chamado pela imprensa de supertornado) é o membro mais recente desta lista. Consulte a lista aqui.