Meteorologistas não estudam tsunamis e nem terremotos.

Xilogravura do século XIX, do artista japonês Katsushika Hokusai. Essa gravura na verdade não é a original. Foi uma cópia feita na década de 30. A Xilogravura chama-se A Grande Onda de Kanagawa. Leia mais informações aqui.

Xilogravura do século XIX, do artista japonês Katsushika Hokusai. Essa gravura na verdade não é a original. Foi uma cópia feita na década de 30. A Xilogravura chama-se A Grande Onda de Kanagawa. Leia mais informações aqui.

Certa vez,  houve um terremoto de magnitude 8,9 na costa do Japão  [leia aqui sobre magnitude de terremotos]. E esse terremoto gerou um Tsunami [leia aqui sobre Tsunamis]. Quando terremotos acontecem, são grandes destaques na mídia. Normalmente, quem comenta a notícia na TV é a mesma reporter responsável pela apresentação da Previsão do Tempo. Essa profissional também acaba dando notícias relacionadas à astronomia, como eclipses ou novas descobertas científicas.

Muita gente ainda acha que tsunamis tem algo a ver com a meteorologia. É uma pergunta que ouço com muita frequência nas palestras. Talvez muita gente não saiba a real causa dos tsunamis, por isso fazem a pergunta. A resposta é: não. Meteorologistas não estudam os tsunamis porque eles não ocorrem na atmosfera, ocorrem na litosfera.

 Tsunamis são provocados pelos terremotos, quando esses acontecem no leito oceânico. Não gosto de dar muitos detalhes sobre o assunto porque não é a minha área. Geólogos e oceanógrafos normalmente estudam tsunamis.

O tremor ocorre na parte da placa litosférica onde fica o oceano. A fluidez da água permite que o tremor gera ondas enormes. A palavra tsunami, em japonês significa “onda de porto”. Talvez porque venha para porto (e destrua o porto…rs). Não sei exatamente a lógica do idioma. Normalmente a imprensa diz que significa “onda grande” em japonês, mas não parece que seja isso. Um outro nome dado ao fenômeno é mais claro: maremoto.

O maremoto da reportagem que abre essa postagem, infelizmente causou muitas mortes. Talvez alguns se lembrem dos problemas na usina de Fukushima, que teve sua integridade física alterada, houve vazamento de radiação e uma área ao redor foi evacuada. Esse episódio trata-se do sismo mais forte que atingiu o Japão nos últimos 140 anos.

Não há como evitar terremotos ou tsunamis. As placas litosféricas ainda estão se acomodando, se movimentam, e liberam energia. Atualmente as áreas onde ocorre mais movimento das placas já são mapeadas e em muitos países há planos de evacuação de emergência.

Sempre que há notícias de terremotos, um detalha que sempre me chama a atenção é a confusão que andam fazendo sobre magnitude e intensidade. A Magnitude é medida pela Escala Richter e está relacionada com a quantidade de energia liberada em um terremoto. O valor refere-se ao epicentro do terremoto. Já a intensidade é o grau de destruição do terremoto. Esse pode variar. Em localidades mais próximas do epicentro, claro que a intensidade terá sido maior. Em localidades mais distantes, é menor.

Animação ilustrando a propagação dos tsunamis, no terremonto do Oceano Índico de 2004. Fonte: NOAA/Wikimedia Commons

Animação ilustrando a propagação dos tsunamis, no terremonto do Oceano Índico de 2004. Fonte: NOAA/Wikimedia Commons

P.S.: Esse post foi baseado no post de um blog que não atualizo mais. Na verdade, ele não está mais no ar, mas ainda possuo os arquivos. Fiquei reparando como eu era extremamente pedante há poucos anos atrás e ainda devo ser :(. Editei o post, tirei partes desnecessárias e o tornei mais informativo. Espero que vocês tenham gostado e desculpe-me se em algum momento alguém já se sentiu ofendido por algo que escrevi.