Mulheres na ciência – Barbara McClintock



No primeiro Mulheres na Ciência, falei de Myra Adele Logan, uma importante médica, pioneira em cirurgia cardíaca.

Nesse post, vou falar de outra norte-americana, Barbara McClintock. Barbara foi uma das tantas pessoas injustiçadas no meio científico. Ela foi uma pioneira em genética: descobriu a transposição genética. Sua descoberta só foi aceita 20 anos depois.

Na escola, eu pelo menos ouvi muito falar em Gregor Mendel e Thomas Morgan como importantes figuras da genética. A verdade é que Barbara é um grande nome nesse tema, ao lado desses dois homens, e infelizmente nunca tinha ouvido falar dela na escola.

barbara

Foi uma criança prodígio: entrou na escola aos 3 anos e sempre foi muito independente. Seus pais iriam dar-lhe o nome de Eleanor, nome que consideraram delicado demais para a forte personalidade de Barbara, que ela já demonstrava ainda enquanto criança.

Barbara era ainda uma aluna de graduação da Cornell University quando decidiu assistir uma aula de genética. Esse tema chamou sua atenção, fazendo com que ela se tornasse um grande nome no tema. Ela conquistou seu PhD em 1927 e então dedicou sua vida ao estudo da genética. Conseguiu bolsas de pesquisa e trabalhou em Cornell, na Universidade do Missouri, na California Insitute of Technology e no Botanical Institute de Freiburg, na Alemanha.

Após realizar pesquisas em todas essas instituições, em 1941 Barbara conseguiu uma vaga no Departamento de Genética da Carnegie Institution de Washington, localizada em Cold Spring Harbor, Long Island, Nova York. Ela estudou os genes de uma espécie de milho, quando descobriu evidências de que os genes poderiam se mover durante o cruzamento. Descobriu também que certos genes poderiam ativar ou desativar certas características físicas. Claro que não vou abordar esse tema a fundo, porque meu conhecimento em genética é muitíssimo limitado, mas pelo que li resumidamente aqui, foi o que entendi. Se alguém da área ler esse texto, correções são super bem-vindas!

Continuando. A descoberta de Barbara era contrária ao pensamento científico vigente na época, pois os pesquisadores acreditavam que os genes eram mais estáveis. Sendo assim, não deram muita importância à descoberta de Barbara, mas ela continuou conquistando reconhecimento em sua carreira. Em 1945, ela foi eleita a primeira presidenta da Sociedade de Genética Americana (Genetics Society of America) e em 1971, o então presidente norte-americano Richard Nixon a condecorou com a Medalha Nacional de Ciência. Em 1983, ela foi a primeira mulher a ganhar sozinha um Prêmio Nobel de Medicina.

Barbara faleceu em 1992 e infelizmente fala-se muito pouco de seu trabalho nas aulas de genética. Espero que os professores passem a falar dela quando tratarem do tema.