É vergonhoso ser corrigido?



Na minha opinião, não!

Eu tinha um blog antigo, onde usava essa imagem com certa frequência rs.
Eu tinha um blog antigo, onde usava essa imagem com certa frequência rs.

Já cometi alguns erros aqui no blog e fiquei feliz quando me corrigiram. Significa que leram meu texto :). Sempre agradeço por terem corrigido o erro e claro, o corrijo no texto para que outros leitores vejam a versão correta. E vou contar uma coisa para vocês: provavelmente, esse blog foi fundamental para que eu aprendesse a receber de braços abertos uma crítica.

Vamos voltar no tempo, quando eu estava cursando o primeiro ano da faculdade. Eu era muito arrogante. Talvez por sempre ter sido a melhor aluna nas escolas eu estudei (convenhamos, na verdade, elas não cobravam tanto assim), achei que chegaria na faculdade arrasando. Foi quando vi que a peneira do vestibular realmente pega os melhores (com exceção de um ou outro exemplar, que a gente não consegue compreender como passou pelo crivo da Evolução).

Na faculdade, encontrei pessoas muito inteligentes (bem mais do que eu) e finalmente entendi uma coisa que eu já ouvia pessoas mais velhas do que eu dizendo há tempos: você não sabe nada. O que tem tudo a ver com a Teoria Bombardi da Bexiga (assim chamo porque foi meu amigo Rodrigo Bombardi o primeiro que ouvi dizer).

Quando você não sabe muita coisa, você é uma bexiga vazia. Sua pouca área de contato com o ambiente faz com que você acredite que saiba tudo. Daí você age com arrogância. Quando você sabe alguma coisa, é com a bexiga que vai enchendo. E a área de contato com o ambiente externo se amplia. Ou seja: você passa a ter noção da própria ignorância.

Quem passa pela faculdade e não aprende a ter noção da própria ignorância, não aprendeu nada. Era melhor que ficasse em casa vendo The Walking Dead, o tempo na faculdade foi inútil.

Percebo que algumas pessoas, quando vão me corrigir, ficam com ‘vergonha’. Ficam ‘cheias de dedos’, como diz o ditado popular. Bom, para me corrigir, não é obrigatório ter polidactilia. Basta dizer o que está errado, vou ver, talvez eu não entenda e você tenha que me explicar. Daí vou aprender, corrigir e todos ficarão felizes. Simples. Fico até constrangida quando alguém vem me corrigir “sem graça”. Eu sei que o erro pode ser idiota ou grosseiro, mas fazer o quê? Estão todos sujeitos. Só basta admitir e corrigir. É a atitude mais sensata a tomar. Não é vergonhoso, de forma alguma.

Sei que talvez você esteja lendo esse post e fique lembrando de inúmeras vezes que já se sentiu constrangido por ter errado algo. É a vida. Uma colega minha diz que só erra quem trabalha. Gosto muito dessa frase.