Henrietta Lacks: como uma fazendeira pobre ajudou a ciência sem ter ciência



Meu marido me marcou nessa publicação da excelente fanpage I fucking love science e trata-se de uma história que eu já conhecia, mas que vale a pena compartilhar. É uma história bem triste, mas com um impressionante desfecho.

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Traduzindo o texto da imagem:

Em 1951, uma trabalhadora rural chamada Henrietta Lacks doou, sem conhecimento, suas células para a ciência. Elas se tornaram a primeira “linhagem de células imortais” e tem sido usadas em diversas aplicações, desde o desenvolvimento de vacinas para a poliomielite até clonagem. A partir de culturas celulares, os cientistas “cultivaram” cerca de 20 toneladas dessas células, chamadas hoje de células HeLa (em alusão ao nome da doadora) e elas estão envolvidas em quase 11000 patentes.

No livro “A Vida Imortal de Henrietta Lacks”, de Rebecca Skloot e lançado no Brasil pela Companhia de Letras, a história de Henrietta é contada.

Ela era lavradora de tabaco e mãe de cinco filhos. Aos 30 anos, ela começou a sentir um caroço na altura do útero, mas no início não contou para ninguém. Depois de algum tempo, Henrietta foi diagnosticada com um tumor cervical. O tumor produzia metástases de maneira muito mais rápida que qualquer outro tumor. Ela morreu pouco tempo depois, em decorrência do câncer, com a doença espalhada por todo corpo. As células do tumor continuaram sendo cultivadas em laboratório e hoje são usadas por todo o mundo.

Essas células foram levadas ao espaço, são usadas em pesquisas contra o câncer e contra a AIDS, são utilizadas em estudos dos efeitos da radiação e em estudos genéticos. Estima-se que a quantidade de células HeLa existentes nos laboratórios de todo o mundo supere o número de células de Henrietta em vida!

 

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P.S.: Post publicitário