Links de sexta



Quando o Toshio me mandou isso pelo gtalk essa semana, eu sabia que iria abrir os Links de Sexta:

Fonte: xkcd
Fonte: xkcd

Filha: Mãe, por que o céu é azul?

Mãe: Espalhamento Rayleigh! Comprimentos de onda curtos são espalhados muito mais (proporcional a 1/λ4). Dessa forma, o comprimento de onda correspondente ao azul domina, porque é um comprimento de onda curto.

Filha: Oh, e então porque o céu não é violeta?

Mãe: Porque..errrr, bem….

[Meu hobby: ensinar perguntas complicadas para os filhos dos meus amigos cientistas].

Tá, ele me obrigou a escrever um post sobre isso :). Já falei do porquê do céu ser azul e do céu violeta em um episódio do Sliders.

Bom, mas vamos aos links da semana.

Curva de Rio: Texto sobre o relacionamento com pessoas. Sobre o que deixamos passar, porque corremos o dia todo. Escrito por mim no Atitude Terra.

Fim da civilização: água. Mais um texto em parceria com a Sybylla.

– Novos textos no Discurso Retórico

   -Rodrigo: Status quo

    -Samantha: O rebuliço causado pelas declarações de Ney Matogrosso

Quais os efeitos do vento sobre uma aeronave? Post do Monolito Numbus.

Trabalhar com amor x Trabalhar por amor. Entenda a diferença!

Um bocado de perguntas inconvenientes. Texto muito bom da Aline Valek.

As universidades brasileiras fecham os olhos para o racismo. Ótima reflexão, Giza. Infelizmente muitas pessoas acreditam que o racismo não existem no Brasil.

– Conheci um blog de moda diferente dos que já tinha lido. É o Oficina de Estilo. O blog já tem um tempo de estrada, mas conheci semana passada. Bom, deixa eu explicar porque recomendo e porque também não recomendo rs. Parece coisa de pessoa indecisa, mas vocês vão entender. O que gosto no Oficina de Estilo é que as autoras abordam sustentabilidade em diversos posts. Inclusive o blog já diz: substitua consumo por autoestima. O blog dá várias dicas sobre comprar com responsabilidade, sobre comprar peças boas e duráveis, etc. Por essa razão, o blog ganhou muitos pontos comigo. Mas o blog cai em velhos clichês irritantes: “use roupas para parecer magra”, “deixe partes magras do seu corpo a mostra”, “vista-se com feminilidade”, etc. E esse tipo de cagação de regra (perdoem meu francês) é muito chata e faz muito mal. Então recomendo com ressalvas!

– Agora vamos falar de blog 100% bom. Eu acho até que já falei do Lugar de Mulher. É um blog voltado para mulheres que não fala de dieta! Não é maravilhoso? Ontem mesmo eu estava na fila do supermercado e comecei a observar as revistas voltadas para o público feminino (eu já detesto essa separação, não posso gostar de eletrônica ou de astronomia?). Bom, essas tais revistas femininas falavam quase sempre de dieta ou de “melhorar a vida sexual” (claro, sempre pra agradar o homem). O Lugar de Mulher é um blog-revista que não fala de dieta. E dá várias dicas de como você sentir-se bem, para fazer sua auto-estima aumentar. Recomendo 100%.

– Outro dia, conversando com um colega que trabalha no Pará, ele dizia que as pessoas tendem a valorizar o que é de São Paulo, até mesmo no próprio Pará, onde deveriam valorizar o que é da terra.  Fiquei pensando no que ele disse. Eu não consigo “ver”, porque me encontro numa situação privilegiada. Mas comecei a pensar que essa ideia de que o eixo São Paulo-Rio é o umbigo do país é tão arraigada que dificulta que muitos percebam isso. Alguns, com o discurso de meritocracia na ponta da língua,  vão dizer que “não importa a origem, tem que ser bom”. Mas parece que alguns lugares valem mais do que os outros e isso é notado pelos próprios moradores do lugar. Estou falando tudo isso para falar do post da amiga Jarid Arraes: A luta das mulheres não acontece só no Sudeste. Nem preciso dizer que o texto é mais do que recomendado. Destaco um importante trecho:

É preciso lembrar que quem sofre misoginia, racismo, homofobia e transfobia não está somente no sudeste do Brasil, mas vive também em cidades do agreste e da caatinga, longe das gigantescas cidades que “nunca dormem”. Não é somente em São Paulo que se mata mendigo, nem apenas no Rio de Janeiro que há exploração sexual de menores. Isso é alarmante porque as vítimas desses crimes e suas lutas também são dignas do choque e da revolta da população. Mas quando os grupos ativistas de outros estados saem às ruas para protestar, levantam petições ou campanhas online, ou simplesmente pedem mobilização de militantes para espalhar a notícia, ficam a ver navios.

As mulheres nordestinas, sobretudo as que vivem em pequenas cidades do interior, são preteridas, esquecidas e excluídas dos locais de debate, quase nunca lembradas em mesas de discussão e deixadas de lado quando seus direitos são violados. Não é por acaso que regiões interioranas do Ceará possuem índices tão altos de feminicídio, pois as engrenagens não se movem em defesa dessas mulheres, que já não contam com aparatos do Estado e meios acessíveis na batalha por seus direitos.