Resenha do conto: A Formiga Elétrica, de Philip K. Dick



Já falei que estamos com a febre PKD lá em casa (falei dessa febre nesse post). Enquanto meu marido lê e xinga O homem do castelo alto, fui ler o conto A Formiga Elétrica, indicado por um simpático funcionário da livraria.

Se você quiser ler A Formiga Elétrica, um conto bem curto, pode baixá-la aqui. Eu li pelo Kindle, essa versão está boa para ler nesse e-reader. Pelo Kindle, marcou 29 páginas.

Bom, vou escrever as exatas palavras ditas pelo funcionário da livraria:

– É a história de um homem que acorda em um hospital e percebe que a mão está amputada. A partir daí… bom, não conto mais.

Então fiquei pensando que seria algo Trilogia Bourne ou John Doe (aquele seriado com o bonitão Dominique Purcell). Sinceramente achei que o cara ficaria encafifado, tentando entender como perdeu a mão. Bom, já sendo bem aberta e correndo o risco de revelar o enredo mais do que eu deveria: essa não é a trama central. Aparentemente, perder um membro não é um grande problema no mundo onde vive Garson Poole (o sujeito que perde a mão), há tecnologia para criar uma nova mão que substitui perfeitamente a perdida. E essa tecnologia é bem conhecida, quero dizer, não parece ser uma técnica experimental ou algo assim. Como em Eu, Robô (filme maravilhoso com o Will Smith, baseado na coletânea de contos de título homônimo escrita por Isaac Asimov).

A questão central do conto é o que Garson Poole descobre no hospital. Perder um membro fez com que ele descobrisse algo fantástico sobre sua própria existência. Estou falando de algo muito maior do que uma simples epifania. Não, ele não descobre com o acidente que “deve viver cada dia como se fosse o último”. Ele descobre algo sobre sua natureza.

Depois que ele faz essa descoberta, ele começa a fazer experiências consigo mesmo. Ele quer levar as consequências de sua descoberta ao ápice, quer fazer todo tipo de experimento possível.

Eu PRECISO parar por aqui.  Mas devo dizer que o conto tem características de metafísica. E ele nos faz questionarmos nossa própria realidade.

Já disse que preciso parar por aqui rs. Se eu continuar, meus leitores irão desparecer.

Wasmannia

P.S. nadavê (ou não): A imagem acima é de uma formiga de fogo ou formiga elétrica, nativa da América Central e da América do Sul. Acabei conhecendo essa bonitinha quando fazia uma busca sobre o conto de PKD. Fonte: Wikimedia Commons