Apresentando o Abrigo Meteorológico



Lembram que contei  da apresentação para o Grupo de Escoteiros Primeiro de Brownsea? Pois então, na fanpage deles há fotos da apresentação. Aproveite também para conhecer um pouco mais sobre o Movimento Escoteiro. Quando eu tiver um filho ou filha, pretendo apresentar-lhe o Movimento. Achei muito interessante, pois ajuda a desenvolver habilidades e valores muito importantes no desenvolvimento de um indivíduo.

Pois bem, a Rosângela, participante do movimento e orientadora das crianças, tirou essa foto bem legal. Ignorem meu bico de pato. rs. Do lado esquerdo da foto, está Aurélio, chefe escoteiro da criançadinha e marido da Rosângela (o filho deles também faz parte do grupo).

10609574_822625804445019_5558773269389370330_nComo eu já tinha contado em outro post, são crianças muito atentas, educadas e muito interessadas em ciência. Adorei conhecê-los.

Agora vamos ao que estou fazendo na foto: estou apresentando o Abrigo Meteorológico.

Falei sobre o abrigo meteorológico em diversos posts do blog. No principal deles, quando falo sobre os termômetros de rua*, falo um pouco sobre essa “casinha”.

Como o próprio nome sugere, o abrigo meteorológico é uma casinha mesmo. Uma foto fechada de um abrigo meteorológico deixa isso bem claro:

Abrigo da Estação Meteorológica do IAG-USP. Foto tirada por funcionários do local.
Abrigo da Estação Meteorológica do IAG-USP. Foto tirada por funcionários do local.

O Abrigo Meteorológico é uma das medidas sugeridas pela Organização Meteorológica Mundial (World Meteorological Organization) para padronizar as observações meteorológicas. Vocês já devem ter ouvido falar em “temperatura medida na sombra”, quando leem um texto sobre recordes de temperatura máxima. Pois bem, essa tal “sombra” é o abrigo meteorológico. Ele fica a cerca de 1,20m do solo, é todo pintado de branco e possui venezianas em todas as faces. Na face Sul (aqui para o Hemisfério Sul), temos uma abertura (uma portinha). Desse modo, o Sol nunca incide diretamente sobre o interior do abrigo. Se estivéssemos no Hemisfério Norte, a portinha estaria na face Norte do abrigo.

Abrigo meteorológico aberto. Vários instrumentos em seu interior, incluindo alguns termômetros. Foto: funcionários da Estação Meteorológica do IAG-USP
Abrigo meteorológico aberto. Vários instrumentos em seu interior, incluindo alguns termômetros. Foto: funcionários da Estação Meteorológica do IAG-USP

Isso é feito para padronizar a medida de temperatura e umidade relativa. Dessa maneira, em qualquer Estação Meteorológica padronizada pela OMM (ou WMO), teremos a medida de temperatura feita da mesma maneira. Fica mais fácil para comparar e remove boa parte dos efeitos da “sensação térmica” ou da “sensação de calor”.  Quando falei da confiabilidade dos termômetros de rua, falei sobre o abrigo. Termômetros de rua servem como referencial para quem está passando na rua e quer ter uma ideia da sensação de frio ou calor que está sentindo (supondo que estejam funcionando corretamente). No entanto, os termômetros de rua não servem para fins científicos. Para tal, a medida precisa obrigatoriamente ser feita no interior de um abrigo meteorológico (usando sensores digitais ou termômetros comuns de mercúrio, arranjados em um psicrômetro – para então calcular a umidade relativa).

 

Adorei essa foto: olha o pequeno super curioso com o que tem dentro do Abrigo Meteorológico :).
Adorei essa foto: olha o pequeno super curioso com o que tem dentro do Abrigo Meteorológico :).

Curiosidade de artesanato: Repare que estou usando o mesmo cachecol dessa outra foto. Acontece que minha mãe e eu estávamos com a febre da lã de bolinha. É muito fácil fazer esse cachecol. É aquele ponto comum do tricô (acho que chama-se ponto meia) e cada bolinha da lã vai corresponder a um ponto. Com apenas um novelo é possível fazer um cachecol. O cachecol não fica “fechadinho”, mas fica bem quentinho. E essas bolinhas tem um toque bem gostoso :).

[*] Esse post foi alvo de um problema recente que tive. Um importante portal de notícias da Região Sul se inspirou muito fortemente nesse post. A inspiração foi tão forte que havia parágrafos inteiros copiados de meu texto original. Eu fiquei revoltada, xinguei muito no Twitter (meme eterno), reclamei por e-mail e pelo Facebook. Até que colocaram meu nome dos créditos. A internet já está velha e ainda tem gente que acha que conteúdo na internet simplesmente não tem dono e portanto qualquer um pode se apropriar. Não é assim! Seja justo, honrado e educado: coloque a fonte. E nunca copie um texto inteiro. Faça uma referência ao texto e coloque um link. É o correto a se fazer. Infelizmente aqui no Brasil trabalho escolar significa cópia da enciclopédia (isso no meu tempo, quando copiávamos a mão, hoje temos a Wikipedia). Acho que essa cultura da cópia persiste na vida profissional de muitas pessoas, é realmente lamentável e eu fico terrivelmente desgastada quando fazem isso com um texto meu. Por outro lado, quando a cópia acontece significa que o trabalho é bom. Fico lisonjeada, mas prefiro minha parte em créditos e em dinheiro.