René Auberjonois – Pintor

Esse post foi inspirado por uma postagem da fanpage do Habeas Mentem (essa aqui). Para quem não conhece, Habeas Mentem é o blog do meu querido Beto. Um blog de opinião, literatura, ficção científica e tudo que aparecer na mente brilhante do autor.

Bom, vou reproduzir a foto da postagem:

10625123_589920224470764_4392451618965195361_n

 

Esse é o ator René Auberjonois, conhecidíssimo por ter dado vida ao Odo, o querido metamorfo de Star Trek – DS9. O ator segura a máscara que ele usava para compor o personagem. De acordo com meu pai (toda minha família contribui para o blog), Odo foi separado de Skaf no nascimento:

O que pouca gente sabe é que René Auberjonois é neto de um pintor chamado René Auberjonois. O que muda é o nome do meio: o ator, chama-se René Murat Auberjonois. O pintor, chama-se René Victor Auberjonois. E é do pintor Auberjonois que quero falar nesse post.

Portrait de l' Artiste - René Victor Auberjonois (auto-retrato feito pelo pintor). Fonte: Wikimedia Commons

Portrait de l’ Artiste – René Victor Auberjonois (auto-retrato). Fonte: Wikimedia Commons

Em seu auto-retrato, Aubjeronois realçou suas maças do rosto, avermelhadas. Ele está em uma posição analítica, observando uma obra em execução, provavelmente, já que seu material de trabalho está em suas mãos. Auberjonois nasceu na Suiça, em 1872 e morreu 1957. É considerado um pintor pós-impressionista, expressão artística que surgiu no final do século XIX. Não sei a data desse auto-retrato, mas o artista parece bem mais jovem do que no auto-retrato abaixo, de 1929:

Outro auto-retrato de Auberjonois. (1929)

Outro auto-retrato de Auberjonois. (1929)

Auberjonois era de uma família rica e influente. Estudou na Kensington School of Art, na Inglaterra, e na École de Beaux-Arts, em Paris. Casou-se duas vezes, mas divorciou-se nas duas ocasiões. Ele não conseguia conciliar seu trabalho com vida pessoal. De um de seus casamentos, nasceu Fernand, que tornou-se um importante jornalista nos Estados Unidos e veio a ser pai do ator René Auberjonois. Seu trabalho tornou-se mais reconhecido pelo público na década de 1940, período em que viveu problemas de saúde e insatisfações com seu próprio trabalho. Na década de 1980, Fernand escreveu uma biografia sobre o pai.

De acordo com a ArtCyclopedia, a maioria dos trabalhos de Auberjonois encontram-se em museus da Suiça. Há trabalhos sendo leiloados também, como o lindo “Italiana na Fonte”. Essa mulher guarda angústias e segredos.

Italienne à la Fontaine. (1931). René Auberjonois

Italienne à la Fontaine. (1931). René Auberjonois

Se eu tivesse dinheiro, muito dinheiro, investiria em obras de arte. Não com o objetivo de ter uma coleção particular, acho que eu organizaria um museu. Adoro ler sobre arte e visitar museus. Por isso que de vez em quando vocês vem posts sobre arte aqui no Meteorópole =).

Leia mais em: