Primeiro post de 2015: leituras sobre o futuro e promessas



Bom dia!

Esse vai ser o primeiro post de 2015. Sei que é clichê, mas é verdadeiro: desejo a todos os meus leitores um Feliz Ano Novo.

Andei sumida nos últimos dias porque sempre me desorganizo no fim do ano. Como acabo viajando, acabo me desligando da internet e não arrumo tempo para programar posts. Por isso, desculpem!

O que espero para este ano:

– Uma gravidez tranquila (com mais posts da série A “Cientista” Grávida – A Série   – veja todos até agora aqui).

– Desejo ser uma pessoa melhor (e claro, me esforçar para isso).

– Desejo ter mais calma e mais paciência

– Desejo ser mais organizada.

– Desejo dar mais atenção para amigos e familiares

– Desejo deixar de visitar blogs inúteis (inúteis mesmo, não estou falando de blogs engraçados: rir faz bem).

– Não quero mais colaborar para que subcelebridades e pseudocientistas alcancem fama

– Não quer mais dar clique para quem não merece.

Isso é o que espero para mim no ano de 2015. Claro que desejo saúde e paz para todos os que amo, mas isso já é bem subentendido e básico, né? Desejo que você também alcance aquilo que deseja. Sempre coloque toda força, toda energia e toda fé em cima de seus projetos: eles saem ;).

Tenho alguns posts pela metade mas não prometo muita coisa nos próximos dias. Como tive recesso nos últimos dias, agora tenho muito trabalho acumulado (em casa, no escritório, etc).

E para deixar o post bonito e interessante (sem encheção de linguiça padrão), vejam só o que o meu amigo querido @silviogois (que deve estar morrendo de calor na Terra das Capivaras) me mostrou:

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O Silvio viu aqui.

Trata-se de uma lista de livros muito famosos que eu diria que são clássicos da ficção especulativa. Esses livros fizeram ‘previsões sobre o futuro’.  Ou será que eles influenciaram o futuro? Espero que ninguém tenha chegado aqui pensando que ia  falar de previsões astronômicas/borra-do-café/búzios/quiromancia/etc para 2015 :P.

A imaginação dos escritores de ficção especulativa é fantástica. Manipulação do DNA, celulares, popularização da internet, viagens espaciais, etc foram temas recorrentes em livros que foram escritos antes que esses avanços tecnológicos existissem. Fiquei muito feliz em ver na lista Julio Verne, um de meus escritores favoritos. E meu marido comprou a trilogia Neuromancer, de William Gibson. Preciso ler urgentemente =)

A lista também chamou a atenção para um ponto de Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), que não escrevi na resenha. Soma é uma droga liberada e legalizada, consumida em todas as horas do dia e por todas as “castas”, na história de Huxley. Essa droga serve para aquietar os ânimos, para deixar todo mundo feliz. Ora, não é o que acontece nos dias de hoje? A escritora e jornalista Eliane Brum já escreveu diversos textos em sua coluna sobre o uso indiscriminado de medicamentos antidepressivos. Hoje pouco se pensa na terapia: a medicação é a primeira opção. Esse texto, por exemplo, fala disso e é uma importante reflexão sobre a sociedade que vivemos.

Vejam, não quero advogar que ninguém tem que deixar de tomar antidepressivos por conta própria. O médico psiquiatra deve cuidar disso e deve conversar com o paciente a respeito. Só fico pensando no uso indiscriminado e nas razões que levam muitos médicos a receitá-los. Além disso, talvez tudo isso seja reflexo do mundo que vivemos. Parece que estamos nadando em um mar de angústia e ansiedade, em que todos querem uma solução/resposta rápida pra tudo. A gravidez me fez pensar na ansiedade.

A ansiedade parece que circula a vida da grávida como um tubarão. Quando a gente entra em uma loja de bebês (e há várias), parece que há solução para tudo. E as pessoas compram tudo, buscando soluções para problemas que ainda nem surgiram (e talvez nem surjam). Há mais de 30 anos, quando minha estava grávida, era possível saber o sexo do bebê apenas no momento em que ele nascia. Hoje há os ultrassons, que permitem saber o sexo do bebê por volta do 4° ou 5° mês. E ainda há um exame de sangue para sexagem fetal, onde é possível saber o sexo do bebê com menos de 2 meses de gravidez! E esse exame é relativamente caro e normalmente nem é coberto pelos convênios.

Embora eu fique impressionada com essas inovações tecnológicas, fico pensando na ansiedade que elas geram nas pessoas. Pensando bem e com muita lógica, não há muita necessidade (talvez nenhuma necessidade) de saber o sexo do bebê com tanta urgência.  Alguns argumentam que é para comprar o enxoval nas “cores certas” com antecedência. Sem querer discutir essa questão da “cor certa” (eu particularmente acho uma tolice), por que um bebê recém-nascido precisa de tanta coisa e de tanta urgência para ter coisas, adquirir bens? Por que temos esse hábito de estocar?

Bom, não quero chegar a conclusão nenhuma. Só estou compartilhando com vocês alguns pensamentos (e “viagens”) que surgiram enquanto eu lia esse interessante infograma enviado pelo Silvio.

E mais uma vez, um Feliz Ano Novo. Nunca devemos perder nossa capacidade de sonhar, imaginar e de refletir sobre a vida.