TAG: Arrependimentos Literários



Amo responder tags! E essa semana já é a segunda tag que respondo.  Vi essa tag no Litteratura Mundi, da Letícia Valle. Conversei com a Sybylla e com o Sandro Moura, que toparam responder a tag!

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Fonte: Free Digital Photos

E já “marco” o Beto, do Habeas Mentem. Tinha falado com ele sobre essa tag semana passada, vamos ver se ele tem um tempinho pra responder também!

São 8 tópicos, é uma tag bem rapidinha. Vamos lá:

1. Qual livro você se arrependeu de comprar porque “logo depois” encontrou por um valor bem mais baixo?

Huum, acho que isso nunca me aconteceu assim de forma “absurda”. Por exemplo, o livro custava R$30,00 em uma livraria e R$10,00 na outra. Mas eu me arrependo de ter sido impulsiva ao comprar The Wind Through the Keyhole na versão pocket. Se eu tivesse esperado um pouco, a Objetiva/Suma teria lançado numa edição do mesmo tamanho da dos outro 7 livros da série A Torre Negra. Agora tenho um livro da série, em tamanho e formato diferente dos outros que eu tinha #frescuras.

2. Qual livro você se arrepende por não ter lido antes? 

Eu tinha bastante preconceito com livros direcionados para o público feminino. Descobri que o que me incomoda não são os livros, mas sim esse direcionamento. Quer dizer que um homem não pode ser romântico? Não pode viver uma história de paixão e romance? Não pode consumir esse tipo de literatura? É um gênero que sempre existiu (só pensarmos nas cantigas dos trovadores, que idealizavam a mulher perfeita). E pode ser construído/desconstruído a todo momento. Por exemplo, no livro Amor em Jogo, da Anaté Merger. No livro, as mulheres sentem prazer sexual. Nas histórias de paixão e amor do passado, isso era impensável. Então me arrependo do preconceito que eu tinha com esse tipo de livro, mas confesso que o preconceito era na verdade uma raiva que eu tinha do direcionamento. Hoje acredito que é possível ler livros assim e questionar, reconstruir.

3. Se arrependimento matasse, qual livro lido seria o responsável? 

Já li muito livro horrível, mas meu arrependimento mais recente é Genesis, an exonovella series. Até escrevi uma resenha sobre essa bomba.

4. Em relação ao mundo literário, do que mais se arrepende? 

Acho que me arrependo de ter ficado tanto tempo sem ler. Na época em que eu estudava para o vestibular, fazia estágio, etc, minha vida era muito corrida e eu poderia ter amenizado o stress com boas leituras. E eu acredito que eu poderia ter lido mais quando era mais jovem. Eu lia bastante, frequentava bibliotecas e tudo, mas quando olho para trás vejo que tinha muito tempo livre no passado! Eu poderia ter lindo mais.

5. Já se arrependeu por emprestar algum livro? 

Nunca, que eu me lembre. Eu já fiquei foi feliz de ter emprestado um livro tosquinho que ganhei e nunca mais voltou. A história é até engraçada: era um livro de auto-ajuda, algo como “100 dicas para ser feliz” ou qualquer coisa assim. Folheei o livro, percebi que ele era cheio de obviedades do tipo: “mude sua rotina” ou “tenha pensamentos positivos”. Daí a pessoa que me deu o livro de presente pediu o livro emprestado. Acabamos perdendo o contato e ela não me devolveu. Graças a Deus! rs

6. Qual autor você não se arrepende de ter dado uma chance? 

Stephen King. É um cara que admiro há muito tempo e que eu poderia ter dado uma de “cult” ou “metidinha a besta” e dizer: Ah, não vou ler sucessos comerciais. Se eu tivesse feito isso, me arrependeria.

7. Se você tivesse que escolher apenas um autor para ler pra sempre, escolheria sem arrependimentos… 

Mas gente, pra sempre? Acho que Stephen King. Tem bastante material pra ler, se assustar e rir.

8. Uma frase relacionada a esse sentimento:

“Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.”

Carlos Drummond de Andrade.