Valentina Tereshkova: a primeira mulher no espaço!



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Recentemente a Sybylla escreveu um texto sobre falta de inspiração. Acredito que todo mundo que produz conteúdo para a internet já passou por isso. Eu já fiquei cerca de 1 semana sem escrever nada, porque não tinha tempo e porque não tinha ideias muito boas. Além disso sou bem crítica: as vezes até tenho uma ideia, mas não a considero boa o suficiente para escrever um post.

Bom, a conclusão é de que é melhor não se desesperar. Viva um dia de cada vez, leia bastante e escreva sobre aquilo que você realmente gosta, sente-se confortável escrevendo e conhece. Não pense em “agradar audiência”, porque quem gosta do conteúdo vai aparecer naturalmente. Bom, pelo menos acredito bastante nisso. Sabe, as vezes as ideias surgem sem você esperar. Por isso é bom manter a mente aberta para “prender” as ideias que ficam vagando por aí.

Hoje pela manhã vi esse tweet, fiquei curiosa e tive uma ideia para um post:

A fotografia que abre a postagem é de Valentina Tereshkova. Uma mulher pioneira. Ela foi a primeira mulher a ir para o espaço, em um voo que ocorreu entre 16 e 19 de junho de 1963. Quando pensamos em exploração espacial, acabamos nos focando na NASA e nos astronautas norte-americanos que tornaram-se celebridades. Mas não podemos nos esquecer das façanhas da então União Soviética nessa área.

A nave que realizou o voo histórico foi a Vostok VI. E olha que curioso: um dos objetivos da missão era justamente comparar os efeitos do voo espacial nos organismos do homem e da mulher. Valentina fez tudo aquilo que os outros comandantes de naves Vostok fizeram: tirou fotografias da Terra, teve controle manual da nave, etc. Suas fotografias foram importantes para identificar camadas de aerossol na atmosfera terrestre. Ou seja, suas contribuições ajudaram em muito o estudo de uma área da meteorologia, que é o estudo dos aerossóis.

Outra curiosidade interessante é que a nave Vostok VI foi lançada em conjunto com a nave Vostok V. Era para a nave Vostok V também ser comandada por uma mulher e para que as duas naves realizassem uma acoplagem no espaço. No entanto, mudaram os objetivos do projeto, mas ainda assim as naves Vostok V e Vostok VI trocaram mensagens de rádio no espaço (mesmo sem realizar a acoplagem).

Tereshkova pousou em uma área rural perto de Baevo, no Casaquistão. Foi ejetada da nave e desceu de pára-quedas, como eram os primeiros pousos dos cosmonautas soviéticos da Vostok. Fortes ventos quase a jogaram em um lago. Ela foi arrastada por alguns metros e machucou levemente o nariz. Pode-se dizer que o pouso foi um total sucesso.

A cosmonauta nasceu em 06 de março de 1937, por isso o tweet a respeito dela. Ou seja, recentemente foi seu aniversário de 78 anos! Atualmente, Tereshkova é deputada na Rússia, pelo mesmo partido de Putin. Tem uma filha e uma neta e é reconhecida na Rússia como importante celebridade. No local onde ela pousou, hoje há um parque e uma estátua, mas há outros monumentos em sua homenagem em diversos pontos da antiga União Soviética.

Monumento  em homenagem a Valentina Tereshkova
Monumento em homenagem a Valentina Tereshkova, no local onde ela pousou no Casaquistão. Vi aqui.

 Além da estátua, Tereshkova recebeu outras homenagens lindas. Seu sinal de chamada na Vostok VI, chamado “Chaika” (gaivota), tornou-se seu apelido entre os soviéticos. Ela possui uma cratera na Lua com seu nome, e o asteróide 1671 Chaika foi batizado dessa forma em sua homenagem. E o fato de ela ser atualmente uma parlamentar, significa que ela ainda possui muito prestígio e popularidade entre o povo de seu país.

Acredito que histórias de mulheres pioneiras como Tereshkova devem ser espalhadas por aí, para que sirvam de exemplo e motivação para outras garotas. A Sybylla fala muito (e muito bem) sobre representatividade. Nós mulheres precisamos de representatividade. Hoje pela manhã eu via uma notícia sobre a investigação da Operação Lava Jato e observei que o Congresso possui maioria masculina. Claro que eu já tinha observado isso antes, mas conforme você vai se aprofundando mais sobre o feminismo, melhor você vai observando essas discrepâncias. Esses homens (muitos provenientes de classe média alta, brancos e de meia idade) não conhecem as políticas das quais as mulheres e as minorias precisam. Eles não sabem do que precisamos!

Precisamos de representatividade na política, na literatura (protagonistas e escritoras!) e nas artes de um modo geral, etc. Por isso a Sybylla e outras feministas mais atuantes do que eu falam tanto em representatividade e em valorizar o trabalho das mulheres.

Parabéns, Valentina Tereshkova ! E que sua história continue ganhando notoriedade e servindo de exemplos para mulheres de todo o mundo.