A “Cientista” Grávida – Dicas de economia na hora de comprar o enxoval (episódio 12)



Eu sei que teve o tornado em Xanxerê, Santa Catarina (ainda essa semana, teremos post). Sei que teve tromba d’água em Parintins. Sei que não estou escrevendo muito sobre meteorologia. Mas sei também que quem gosta do meu conteúdo, vai gostar das coisas que escrevo de modo geral. Se esse blog fosse apenas sobre meteorologia, 100% sobre meteorologia (sem nenhum toquezinho pessoal), não seria o meu blog. A meteorologia é parte de minha vida e agora ser mãe vai ocupar muito do que sou e estou muito feliz com isso.

O post de hoje vai ser sobre economia na hora de comprar o enxoval do bebê. Se você tem dúvidas sobre o que comprar, recomendo essa série de textos do Baby Center, com destaque para os seguintes textos:

Enxoval do bebê que nasce no calor;

– Enxoval do bebê que nasce no frio.

Esse negócio de frio/calor no Brasil é complicado, porque a maior parte do nosso país está bem perto da linha do Equador, com clima totalmente tropical. Na Região Nordeste (tenho um grande amigo que será papai em breve e é sergipano, não sei se posso falar quem é, porque não lembro de tê-lo visto divulgando nas redes sociais), muitas roupas de frio que algumas exageradas compram nos EUA não servem de nada (a não ser que o bebê viaje bastante). Eu sugiro usar o bom senso. Como sou daqui de São Paulo, sei que há alguns dias frios em junho (meu bebê vai nascer nesse mês). Por isso comprei (e ganhei) alguns macacões mais quentinhos.

Outra coisa: atente para a lista de itens solicitados pela maternidade. Acho que é um bom ponto de partida, porque serão as primeiras roupas que o bebê vai usar e portanto são prioridade na hora de comprar.

Observação: muito do que vou escrever nesse post provavelmente vai ser mais útil para quem mora em São Paulo e Região Metropolitana da cidade. Como eu moro na cidade e fiz a maioria de minhas compras por aqui, minhas dicas vão ser úteis para quem tem o mesmo perfil do que eu. Mas espero que o post ajude também leitoras de outras cidades e espero que motive outras blogueiras a escrever posts semelhantes.

Fonte: Free Digital Photos
Fonte: Free Digital Photos

Bom, alguns de vocês não sabem, mas reza a lenda que sou muito pão dura. Na verdade, não me considero “pão dura” no sentido exagerado da coisa, mas acho que sou muito econômica e gosto de equilibrar qualidade e preço. E foi pensando dessa forma que montei o enxoval do meu filho.

Lojas de usados

A primeira coisa é lembrar que os bebês crescem muito rapidamente e as roupas serão usadas por pouco tempo. Pensando nisso, talvez seja bacana procurar por roupas em brechós e sites de usados, como OLX e Mercado Livre. Se for optar por sites assim, sempre verifique a reputação do vendedor. Acredito que procurar por usados em sites especializados e brechós é uma atitude indicada para quem faz questão de roupinhas “de grife” e de ótima qualidade, como Carter’s.

Centros Populares – Brás e Rua Vicente de Carvalho, Praia Grande

Se você não se importa com grifes, pode procurar por centros populares de comércio. Como sou de São Paulo, recomendo MUITO que as gestantes conheçam a região do Brás. É indicado sair para procurar por volta do 5° ou do 6° mês, porque de um modo geral a gestante ainda está disposta. Quando fui ao Brás, estava quase no 6° mês. Escolhi um dia nublado, porque me sinto mais confortável para andar. Calhou que tive uma folga durante a semana, o que foi melhor ainda. Andar pelo Brás nos fins de semana pode ser um pouco mais difícil.

Os preços no Brás são ótimos. Com R$170,00,consegui comprar um kit de berço com partes externas 100% algodão (claro que o forro é manta acrílica).  Há muito body, mijãozinho, calças, macacõezinhos, etc por preços ótimos! Um mijãozinho de malha custa R$2,50, por exemplo. Sempre procure por roupinhas 100% algodão, mais indicadas.

A melhor maneira de ir até o Brás é de trem. Desça na estação de trem do Brás. Vá com roupa e calçados confortáveis, leve pouco dinheiro (a maioria das lojas aceita débito) e leve apenas o essencial. Infelizmente há elevado índice de roubos na região (batedores de carteira, situações assim). Assim que você sair da estação de trem e atravessar o Largo da Concórdia,  já vão entregar um monte de folhetos para você, com propagandas de lojas de bebê. A maioria das lojas fica na Rua Oriente e na Rua Maria Marcolina. Acho que entrei em quase todas. Indico também ir com uma listinha de compras, para facilitar a comparação dos preços.

A maioria das roupinhas do meu filho foi adquirida no Brás. Recomendo muito! Outras eu ganhei de presente e outras eu comprei em lojas de departamento do shopping, em promoções.

Se for ao Brás, não vá sozinha, pois tem que andar e carregar peso. Eu fui com meus pais e valeu bastante a pena pela companhia e pela ajuda.

Como costumo frequentar a Praia Grande, descobri uma rua de comércio popular muito boa e muito famosa na cidade, chamada Rua Vicente de Carvalho. Quase próximo a Av. Presidente Kennedy, há duas lojas de bebê bem grandes e com preços muito bons. Comprei babadores, cueiros (que ganhei de presente de minha mãe – ela incrementou com crochê, ficou lindo) e uma bolsa por lá. Inclusive a qualidade e até as marcas dos produtos são as mesmas do Brás, o que indica que são os mesmos distribuidores. Na Praia Grande é um pouquinho mais caro que o Brás, e claro, há menos variedade. Mas ainda vale a pena. Comprei algumas coisinhas nessas lojas e gostei bastante.

Shopping

Reparei que aqui em São Paulo, há poucas lojas especializadas para bebês nos shopping. E quando há, são roupinhas muito caras. Eu pessoalmente não recomendo. Em lojas de departamento, como C&A, muitas vezes há promoções. Há alguns meses comprei alguns bodies com personagens da Disney e paguei R$15,00 em cada. Mas lojas de departamento não são lojas indicadas para comprar o enxoval, porque você não encontra tudo o que precisa (toalhinha, roupa de cama, meias, etc). No máximo você encontra macacões e bodies.

Lojas Famosas e Feiras

Em São Paulo há redes de lojas muito famosas, como a Alô Bebê. A Alô Bebê é o tipo de loja em que você encontra TODO o enxoval: roupa, banheira, fralda, acessórios, etc. Desse modo, quem busca praticidade e não se importa em pagar um pouco mais caro (em comparação ao Brás, por exemplo), pode ir em lojas desse tipo.

Minha prima, Aline, certa vez comentou que foi na Alô Bebê que fica perto de seu trabalho. Ela foi lá para comprar um presente para alguém, algo assim. Ela me contou que observou uma gestante comprando todo o enxoval na loja: ela chegou lá com a listinha. A vendedora foi super simpática e pegou tudo o que ela precisava. Ou seja: muito prático! Se a mamãe está cansada, não tem tempo para ficar ‘batendo perna’, ou está com alguma limitação nos movimentos, lojas assim podem ser excelentes alternativas.

Há também a tradicional Feira da Gestante, Bebê e Criança. Ela acontece em vários locais do Brasil e em diversas épocas do ano. Fui na semana passada e minhas impressões são bem parecidas com a de lojas como Alô Bebê: praticidade e tudo no mesmo lugar. Além disso, a vantagem da feira é que tem praça de alimentação e local para descansar. O preço das coisas na Feira é mais em conta do que na Alô Bebê, de modo geral. Isso certamente acontece porque na feira há representantes de diversas lojas e representantes.

O que me CHOCOU na Feira é o valor do estacionamento: R$35,00, pelo menos na do Expo Imigrantes. Você pode ficar 12h na feira, mas ainda assim! Acho difícil ficar 12h por lá. E pagando esse valor, você não tem direito de sair e entrar na área do evento. Entrou, ficou. Achei o valor muito alto! Mas se você pretende comprar todo o enxoval no evento, vale a pena. Uma parte que achei legal é que na feira também há roupas para gestante. Tem muita coisa linda (preços meio salgados), mas se você precisa de roupas muito arrumadinhas para eventos e para trabalhar, vale a pena. Vale a pena também a oferta de lingeries para gestante e para o pós-parto, pois há muita variedade, qualidade ótima e bons preços.

Compras pela Internet

Há boas opções de compras pela internet, mas é necessário pesquisar bastante. Os preços podem variar muito. Por isso use sites como o BuscaPé para comparar preços e o Reclame Aqui para verificar a reputação da loja. Em geral, minha opinião é de que não vale muito a pena comprar itens do enxoval para o bebê pela internet. Claro que é uma praticidade, mas em geral os preços e a variedade não são muito bons, pelo menos nas lojas brasileiras. Há muita coisa diferente na internet, em sites como o Elo7 (que vende produtos de artesãos). Claro que produtos artesanais são em geral mais caros, mas é legal para quem quer comprar itens personalizados e para quem faz questão de valorizar o trabalho do artesão. Comprei as lembrancinhas da maternidade no Elo7 e não me arrependi: bom preço, bom atendimento e produtos lindos, bem acabados e excelentes.

Comprar no exterior?

Viajei antes de ficar grávida e como já planejava a gravidez, comprei algumas roupas muito boas e básicas na H&M. Se você vai viajar para algum país que tem H&M, recomendo que conheça a seção de roupas para gestantes. Há roupas lindas, básicas, com boa qualidade e preço ótimo. Comprei uma legging por 10 euros e eu a uso muito! Há até roupas de festa. Vi um “pretinho básico” muito bonito por lá.

Há quem compre roupas em Miami. Como nunca fui para os EUA, não sei dizer se vale a pena. Muita gente me disse que vale a pena, sobretudo se você faz questão de comprar roupas “de grife” para seus filhos. Essas roupas tem qualidade excelente, são diferentes de muita coisa que a gente vê por aqui. Meu irmão foi para os EUA no início da minha gestação e comprou bodies lindinhos e meias muito boas. E eu ganhei três macacões lindos da minha amiga Camila, que mora por lá. Os preços são muito bons, mas não deixe se sucumbir pela “tradição”. Vejo muita blogueira do universo “mommy” transformando a viagem de compras de enxoval em Miami quase em algo obrigatório. Não é bem por aí, por isso escrevo esse post.

Já me contaram que carrinhos e bebê-conforto tem um preço bom lá nos EUA. Mas sempre há o problema de transportá-los. As companhias aéreas não tratam nossa bagagem com carinho. Por isso embale-os bem e informe-se sobre o transporte (para evitar pagar por excesso de bagagem, muitas vezes o barato sai caro só pelo transporte).

E se eu não tenho dinheiro?

Todo mundo tem o direito de ser mamãe e infelizmente nem sempre as condições financeiras ajudam. Espero que meu post ajude mamães como eu, de famílias assalariadas. Mas infelizmente há mamães com situações financeiras muito difíceis, que envolvem dívidas, desemprego ou marginalização social.

Programas como Mãe Paulistana, que atende mães que estão fazendo pré-Natal pelo SUS. Além disso, muitas ONG’s tem parceria com Postos de Saúde. Outro dia assisti um trecho de uma palestra em um Posto de Saúde perto de casa e conheci o lido trabalho das Tricoteiras Solidárias. Elas fazem verdadeiras lindezas para bebês e idosos, em crochê e tricô e fazem doações. Se você tem esse talento e gostaria de participar do trabalho delas, conheça aqui.

Informe-se nas Unidades de Saúde onde você costuma buscar atendimento ou onde faz o pré-Natal. E há também grupos de doação no Facebook, basta procurar (se alguém precisar de indicação de um desses grupos, me avise).

Peça ajuda para familiares, amigos e vizinhos. Sabe aquela vizinha que já tem um bebê maiorzinho? Não custa nada perguntar se ela tem alguma coisa que já não serve mais. Pergunte, não tenha vergonha. Faça vaquinha em seu trabalho, organize um chá de fraldas bem simplesinho, contando com a ajuda da família e dos amigos. Converse com os membros de sua igreja, caso frequente alguma. Felizmente há muita gente boa ao nosso redor e normalmente as pessoas ajudam.

Talvez você se depare com gente grossa e infeliz, que vai dizer “ah, mas você é pobre e está grávida, que absurdo, etc”. Ignore. De verdade, esse tipo de gente não merece sua atenção. Há pessoas que só sabem julgar, não se colocam no lugar dos outros e adoram “se meter em assuntos onde não são chamados”. Ignore-os pelo seu bem e pelo bem de seu bebê.

Seja criativa com a decoração!

Uma coisa que descobri é que as lojas querem arrancar nosso dinheiro com coisas caras e de utilidade questionável, como kits de higiene. Vi kits de higiene por mais de R$200,00. Não consigo acreditar que uma garrafa térmica pequena, três potinhos de vidro/cerâmica e uma bandeja custem tudo isso. Você pode criar seu kit comprando itens separadamente e decorando conforme seu gosto.

Se você gosta de artesanato, pode fazer muitas coisas com feltro, ponto cruz, artesanato em MDF, etc. Há muitos moldes e dicas pela internet. Quando o quarto do meu filho ficar pronto, vou tentar postar algumas fotos para dar ideias.

Fazer a própria decoração, além de uma atitude econômica, é uma atitude terapêutica. Sabe quando a gente está estressada e com dores nas costas? O artesanato promove uma espécie de higiene mental. Vale a pena!

Se você sabe crochê, pode fazer incrementar coisas que você comprou, como em volta de cueiros, cobertores e paninhos de boca. Pode fazer também casaquinhos, toquinhas ou sapatinhos.  Acredito que essas ideias ajudam na economia e  nos deixam satisfeitas e empoderadas, porque é tão gostoso contar que foi você que fez  =)

Eu e meu menino =). Na foto, estou grávida de 26 semanas. Agora estou de quase 30 semanas!
Eu e meu menino =). Na foto, estou grávida de 26 semanas. Agora estou de quase 30 semanas!

Aproveitando a imagem acima, ainda vou escrever um post sobre roupas e gestação. Muitas vezes nem é preciso encher seu guarda-roupa com roupas para gestante. Vou dar alguns exemplos sobre como usar a criatividade =).

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Espero que minhas dicas e minha pequena experiência adquirida até agora ajude outras mamães. Se alguém tiver alguma dica ou alguma informação, poste nos comentários!

E acompanhem toda série A “Cientista” Grávida – A Série [minha saga pessoal rs]  aqui.