Etiqueta na hora de visitar uma mamãe e seu recém-nascido



Pessoal, eu estava até comentando no Twitter: eu acho (sou beeem otimista, que fique claro) que estou conseguindo ajustar minha nova rotina. Aos pouquinhos, as coisas dão certo! Sempre acreditei nisso e carrego isso por toda minha vida.

Fonte: Free Digital Photos
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Pois bem, o texto de hoje é sobre etiqueta. É evidente que não sou nenhuma Gloria Kalil e estou super longe de ser minimamente elegante. Mas eu acredito que algumas coisas são na verdade questão de bom senso e empatia.

Espero que algumas pessoas que conheço pessoalmente e que eventualmente lerão esse texto não o tenham como uma indireta. Não é uma indireta para ninguém. São apenas observações pessoais e anotações de conversas que tive com outras mamães com filhos pequenos.

Outro dia li na Revista Crescer algumas regras de etiqueta. Acho que quem me falou delas foi a Esther, uma de minhas primas e grande amiga. As regras são ótimas e como podemos perceber, todas elas levam em consideração o bem estar e o conforto da mãe e do bebê. Acredito que essas regras são um bom começo para você que pretende visitar um bebê recém nascido e não tem ideia como se portar. Acredite, é fácil! Basta ter empatia, bom senso e desconfiômetro.

A partir dessas ótimas regas, faço algumas perguntinhas retóricas e honestas:

1. Você é íntimo dos pais da criança (principalmente da mãe)? Se não for, por que pretende visitá-los tão cedo?

2. Vamos ser honestos: você acha que a criança vai lembrar do seu rosto só porque você a visitou quando ela tinha uma semana de vida? A sua visita trará algum benefício para a criança ou serve para atender a sua própria curiosidade? A sua visita vai beneficiar a mãe de alguma maneira?

Observem que quando um bebê nasce, o círculo de amizades e familiares dos pais ficam enloquecidos. O enlouquecimento já começa quando a mulher está grávida. O enlouquecimento na verdade começa quando o casal decide unir-se (porque chegam as cobranças pelo bebê, em muitos casos). Todo mundo fica DOIDO por causa do bebê. Mas e a mãe? Quando nasce um bebê, também nasce uma mãe.

(E claro, nasce um pai também, mas vocês vão entender porque estou falando especificamente da mãe.)

Essa mãe está cansada. Passou por um parto, uma experiência muito marcante (que pode ter sido boa ou difícil), mas que é psicologicamente e fisicamente desgastante. Essa mãe, se for uma mulher vaidosa, está toda descabelada e com unhas que não viram uma manicure. Também está inchada, cansada, vive de camisola ou roupas de ficar em casa e ainda não está acostumada com o novo corpo. Também está tentando se adaptar com a amamentação. Não está dormindo direito. Em alguns casos (ou todos, em maior ou menor grau), está psicologicamente afetada, com mudanças de humor e alterações hormonais. Em casos mais severos, está com um quadro de depressão pós-parto. Uma conhecida de minha família apresentou sintomas de depressão pós-parto já na maternidade e já começou a ser medicada lá mesmo, só para vocês entenderem a gravidade do problema. Por isso, gente, empatia sempre!

A chegada de um novo integrante em uma família causa uma alteração na rotina da família. É necessária uma adaptação, caso contrário todos ficam loucos. Os pais precisam de espaço para alterar essa rotina e adaptar-se. Agora imagine que esse lar receba visitas a todo momento, um entra e sai frenético, tipo um McDonald’s. Gente, não dá, né? E todo mundo querendo pegar e ver o bebê. E o bebê dormindo, acorda. Fica agitado. E advinhem quem vai sofrer para fazer o bebê dormir direitinho? Papai e/ou mamãe.

Pessoal, essa mãe talvez não queira receber visitas indiscriminadamente. Talvez ela abra uma exceção bastante óbvia para os avós da criança, familiares mais próximos e amigos mais íntimos (que devem ter bom senso e seguir essas regrinhas que já mencionei). Outras mães não querem ver ninguém, pois preferem assim. Por isso: perguntem. Procurem saber qual o desejo da mãe, sosseguem o facho antes de sair querendo visitar o bebê sem antes saber.

Repetindo: esse post não é uma indireta para ninguém. Ele é apenas uma dica para leitores que eventualmente cheguem aqui, buscando esse tipo de informação. Tem um pouco de minha experiência no texto? Tem sim. Mas tudo bem, também não passei por nada dramático e que tenha me deixado com raiva. A proposta do texto é uma real reflexão sobre o assunto.