Aprendendo a ser mãe: Respeito às outras mães



Bom dia, pessoal! Seja qual for o dia e o horário que você estiver lendo esse post =)

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Vou começar uma série aqui no blog, com o objetivo de trocar experiências com outras mães, pais e cuidadores em geral. O objetivo dos blogs é esse mesmo, na minha opinião: a troca. Infelizmente alguns produtores de conteúdo esqueceram-se disso e ficam querendo impor suas “verdades”. E foi isso que me motivou a escrever hoje.

No post de hoje vou falar sobre respeito com outras mães.

As únicas “Verdades Absolutas” que conheço são as leis e teorias científicas. Elas funcionam em qualquer lugar do universo conhecido. E ainda coloquei entre aspas porque pode ser que algum cientista consiga evidências que provem o contrário. E então outros cientistas vão verificar isso, refazer os mesmos experimentos, etc. Como já disse outras vezes aqui no blog, o conhecimento científico não é consequência das descobertas solitárias de um cientista maluco em um porão. É um esforço conjunto, por isso falamos em comunidade científica.

E porque estou dizendo isso?  Quando falamos de comportamento humano, é difícil pensarmos em padrão, em Verdade Absoluta. Exceto por duas coisas valiosas: Amor e Respeito. Nosso comportamento envolve tantos fatores, que acredito que nem seja possível mencionar todos. Mas o Amor e consequentemente o Respeito devem estar presentes em todas relações.

Sendo assim, gostaria de entender porque tanta gente gosta de ditar regras de comportamento. E muitas vezes, além da grosseria de ditar regras, o fazem sem nenhuma consideração e amor ao próximo.

Confesso que já escrevi muitos textos com essa tônica radical e falhei, pois fui arrogante em acreditar (mesmo que subconcientemente) que “minha verdade” é “Verdade Absoluta”. E vejo tantos discursos dessa mesma forma! Religiosos tentando provar que “a verdade deles” é Absoluta, por exemplo.

E depois que adentrei nesse universo da maternidade, observei que algumas “talimães” tentam provar que sua verdade é a Absoluta.

[Quem inventou o termo talimãe? Será que foi a Barbrinha?]

Eu gosto muito de ler textos sobre maternidade, pois acredito que isso me ajuda a aprender a ser mãe. Confesso que meu maior aprendizado é a minha própria mãe, mas claro que há coisas que posso buscar pela internet para aprimorar esse saber. E nessas buscas encontrei muita bizarrice científica (homeopatia pediátrica, astrologia para ditar a melhor data da cesárea, parto normal a qualquer preço com profissionais não qualificados, etc) e muita bizarrice comportamental.

E nessas de bizarrice comportamental, minha conclusão é que para algumas mães, você só é “boa mãe” se cumprir alguns requisitos especiais, tais como:

– adotar cama compartilhada;

– ter parto natural humanizado com doula em casa;

– usar sling;

– deixar de trabalhar e dedicar-se integralmente a criança;

– amamentar com leite materno.

Esse movimento ganhou certa força e tenho a impressão que foi muito “copiado” de blogs norte-americanos. Esperem, não estou dizendo que todas as coisas mencionadas acima são erradas, não é esse o ponto! Até porque na lista há coisas muito boas. O que quero dizer é que elas não são o único modelo certo. E infelizmente tem gente por aí que prega que são, com uma veemência que deixaria que deixaria o Bispo Valdemiro com inveja rs.

Sinceramente acho que todo mundo tem o direito de falar o que quiser. Mas deve haver responsabilidade no que se diz. Acredito que a gente tem o dever de ser ponderada em alguns assuntos e um assunto tão delicado como maternidade é um desses. Claro que é perfeitamente possível compreender que um blog é uma ferramenta de opinião pessoal, mas atualmente virou muito mais do que isso. Virou negócio, blogueiros tornaram-se “webcelebridades” e como a fama vem algumas responsabilidades maiores naquilo que se fala (eu acho).

Fico sempre pensando em uma mãe sensível, que talvez tenha desenvolvido uma depressão pós parto porque teve uma cesárea (pois ficou idealizando um parto natural em casa com doula e música clássica). Entendam, não é uma discussão do “melhor tipo de parto”. É uma discussão sobre idealização e acredito que a Internet tem sido um importante combustível nisso. E a vida, nem sempre sai como planejamos. O que não significa que ela não pode ser boa =). Ou seja, cara leitora: o que te faz uma boa mãe é o amor e o respeito que você tem pelo seu filho. E apenas isso! E existem MUITAS ou INFINITAS formas de agir com amor e respeito. Depende da realidade de cada um. 

Além disso, falta maturidade e tolerância. A gente também tem que entender que o outro tem o total direito de ter opiniões contrárias, mesmo que você não concorde com elas. Esperem, não estou aqui falando de crimes. Por exemplo, ninguém tem o direito de ter uma opinião racista ou um discurso de ódio. Mas isso é outra história, assunto para um outro post.

Por mais “blogs de conversa de pracinha“! Blogs leves, que realmente pretendem fomentar a troca de experiências. Por pessoas mais leves!