Como eu me viro? – Vida de dona de casa, mãe, profissional…



Olá pessoal, no post de hoje vou falar um pouquinho de minha rotina como dona de casa, mãe e profissional no mercado de trabalho.

Bom, sou mãe há apenas 3 meses e por essa razão, estou de licença maternidade. É muito difícil cuidar de um bebê tão novinho e outras mães já me disseram que a cada fase da vida da criança, há uma nova dificultade.  Entretanto, se você gosta de crianças e sonhava em ser mãe (como é meu caso nos dois pontos!), certamente vai buscar forças para conseguir!

A licença maternidade, na minha opinião, é para que a mãe cuide de sua recuperação e da saúde e do bem estar do bebê. O período de licença vai de 3 a 6 meses, dependendo da empresa. Na minha opinião, esse tempo é ridículo! A OMS recomenda que a amamentação exclusiva ocorra até os 6 meses de idade da criança e que até seus 2 anos, o leite materno seja oferecido em conjunto com outros alimentos. Acredito que a licença maternidade deveria ser de 1 ano. Além disso, a licença paternidade é mais ridícula ainda. Se eu não me engano, é de apenas 1 semana. Fruto de uma sociedade machista, que aos poucos está mudando, mas que ainda não entendeu totalmente que o pai pode e deve participar da vida do filho desde a maternidade.

Nesse período em que estou de licença, foco meus esforços todos em meu filho, como deve ser! Desde o final da gravidez não sei o que é dormir 8h seguidas, rs. Tiro forças não sei da onde, acho que é Deus me ajudando, só pode!

Eu não tenho empregada doméstica e nem diarista. Eu até poderia ter uma diarista, mas não conheço nenhuma. E falando a verdade: também nunca fui atrás. Acho que é porque não estou acostumada com isso.

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Cresci em um bairro pobre da periferia. Minha mãe é dona de casa, nunca tivemos empregada. Tivemos alguns pedreiros e azulejistas trabalhando em casa, mas no fim de semana, meu pai sempre participava do trabalho. Pintura e instalação elétrica, além de outros trabalhos da casa, sempre eram feitos pelo meu pai. Desde pequenos, meu irmão e eu sempre ajudamos nossos pais.

Ou seja, a ideia de uma diarista trabalhando aqui é estranha para mim. Acho que não me sentiria confortável, pelos motivos mencionados acima.

O que faço então, já que o Joaquim toma quase todo meu tempo? Relaxo e aproveito meu filho.

Não sou a maluca da limpeza, tento deixar tudo mais ou menos organizado e meu marido faz muita coisa por aqui também (como acho que deve ser). Minha mãe vem alguns fins de semana e também dá uma mão. Meu irmão também já me ajudou. E desse jeito, vamos nos virando.

Sobre ser “maluca da limpeza”, não recrimino ninguém,. Entendo esse comportamento de muitas mulheres. Nós somos educadas desde pequenas a sermos organizadas e ‘limpinhas’. Quando uma menina é mais desleixadinha, logo dizem: “como você é porca, parece moleque”. Ou seja, a sociedade atrela feminilidade a limpeza. Claro que um ambiente limpo e organizado faz bem e todos merecem isso, mas acredito que temos que buscar um equilíbrio para não deixar a necessidade da faxina nos consumir.

E o que eu vou fazer quando voltar a trabalhar? Ainda não sei. Colocarei meu filho em uma escolinha, claro. Mas com relação a limpeza da casa, deduzo que terei menos trabalho, já que a casa sem ninguém suja menos. E meu marido vai continuar fazendo as tarefas também, então vai dar tudo certo.

Acredito que cada um sabe de suas necessidades e claro, talvez você realmente precise de uma diarista. Eu só quero contar para você,que tem o mesmo perfil que o meu, que é possível sim viver sem diarista. Só que você tem que ter uma conversa séria com seu companheiro ou companheira. E várias mulheres fazem isso, muitas infelizmente acabam se sacrificando (devido a ausência do companheiro). E nós, que somos mães de menino, temos que lembrar que a igualdade começa na criação. Ensine seu filho ou filha a ajudar em casa, incentive-os a aprender tarefas domésticas e pequenos reparos. Vejo tanto adolescente folgado que fico indignada, sei que os pais querem cercar os filhos de conforto, mas há limites até para isso.

E assim vou me virando… quando eu voltar a trabalhar fora de casa, conto para vocês como estará sendo minha rotina.