Como seria o tamanho do disco solar em outros planetas?



A internet tem especificamente dois pontos fascinantes e eles são diametralmente opostos. Você pode encontrar pessoas muito diferentes de você, com estilos de vida e opiniões completamente diferentes. E a convivência com a diversidade, apesar de ser muito difícil, enriquece e nos ensina tolerância.

Mas você também encontra pessoas com opiniões e hobbies parecidos com os seus. E isso é muito bacana, porque foi assim que conheci o trabalho de muita gente. E foi assim inclusive que fiz novos amigos.

Estou falando tudo isso porque encontrei esse perfil no Twitter. É um perfil de divulgação científica da Colômbia. E recentemente eles tuitaram a seguinte imagem:

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Quem acompanha o blog sabe que eu adoro essas perspectivas de tamanho aparente dos astros. Num post antigo, falamos sobre como seria nossa visão aqui na Terra se a Lua fosse substituída por planetas do Sistema Solar. Clique aqui para ver. Em outro post na mesma linha, falei como seria se a Terra tivesse anéis (clique aqui para ver).

A diferença é que nesse post estamos falando de algo real: como é o Sol visto a partir de outros planetas. Observe que em Saturno, Urano e Netuno, o astro-rei quase que passaria desapercebido em meio as outras estrelas, para um observador mais desatento. Nesses planetas, o conceito de Dia/Noite não é marcante. Isso não significa que esses planetas não façam movimentos de rotação em torno do próprio eixo. Eles fazem sim, só que o Sol está muito distante para iluminar completamente o céu desses lugares, como faz nos planetas telúricos

Já nos planetas telúricos aqui do nosso Sistema Solar, dia e a noite são conceitos bem definidos. Bom, talvez com exceção de Mercúrio. Na verdade, Mercúrio é um caso a parte. Por muito tempo, acreditou-se que Mercúrio estivesse completamente “agarrado” gravitacionalmente ao Sol devido sua proximidade ao astro, como ocorre com a nossa Lua com relação ao nosso planeta. O que isso quer dizer? Apenas uma face de Mercúrio estaria voltada para o Sol enquanto a outra face permanecesse para sempre na escuridão. Isso resultaria em uma face escaldante e outra extremamente fria.

Só que observacionalmente, percebeu-se que Mercúrio completa 3 rotações a cada 2 translações. Simulações computacionais mostraram que muito provavelmente, no passado, Mercúrio realmente era “agarrado” ao Sol. Mas então veio um asteroide, acertou Mercúrio e tirou a estabilidade de seu movimento.

A Missão Messenger  tem estudado o planeta. O estudo de Mercúrio tem várias dificuldades, devido sua proximidade com o Sol.

Outro ponto que me chamou a atenção na imagem do tamanho do disco solar são as enormes distâncias no Sistema Solar o que é dramaticamente percebido na diferença de tamanho da visão do disco solar em Marte e em Júpiter. A verdade é que se você for escrever um livro sobre astronomia, vai ter uma enorme dificuldade de reproduzir as escalas de tamanho e distância dentro do Sistema Solar. Há alguns anos, me deparei com esse site que tenta ilustrar essas distâncias de forma muito simples.

E finalmente, observando a parte inferior da imagem, reparamos que há uma pequena nave, que serve para ilustrar como a forma que vemos um objeto é afetada dependendo de sua distância com relação ao Sol. Em Netuno, por exemplo, veríamos apenas uma silhueta da nave, sendo impossível distinguir qualquer idéia de cor.

Espero que tenham gostado do post. Estou tentando postar pelo menos 2x por semana, já é alguma coisa. Vou alternar entre Meteorologia, outras áreas do conhecimento, hobbies, etc e um pouco sobre a vida de mãe. Acho que todos esses temas atraem visitantes, mas a Meteorologia é sem dúvida o carro chefe do blog.

Sobre falar de maternidade, eu acabo falando muito mais sobre esse assunto no meu Instagram. Para quem quiser me seguir: @samanthaweather. E também é assim que vocês me encontram no Twitter.

Ah sim, repararam nas alterações do layout? Vocês gostaram?