Deixei meu filho na escolinha. E agora?

Olá pessoal, tudo bem?

Eu não escrevo aqui no blog há mais de um mês. Eu me sinto um pouco chateada por deixar o blog tanto tempo abandonado, mas eu precisava disso. Eu estava cansada e queria me dedicar a organizar minha vida, a rotina de minha casa e de minha família, pois começo a trabalhar em poucos dias! Isso mesmo, depois de quase 8 meses em casa, agora vou voltar a minha vida profissional. Estou um pouco ansiosa e um pouco preocupada, mas com fé em Deus vai dar tudo certo.

Eu também estava desmotivada com o blog, com esse “mundinho da internet” em geral. Eu recuperei minhas forças no Instagram (sigam: @samanthaweather). Eu encontrei uma rede de mães muito bacana por lá, retomei o contato com antigas conhecidas que estão virando amigas e estamos nos apoiando e nos ajudando.

Sim gente, eu vou continuar falando sobre meteorologia no blog, principalmente porque eu trabalho com isso e foi por essa razão que o blog surgiu. Mas também falarei de minha experiência como mãe. O blog é uma extensão do meu pequeno e humilde universo, é natural que eu fale sobre as coisas que me cercam.

E nessa retomada, vou falar sobre filho na escolinha.

Eu não pretendo dar um roteiro sobre como escolher a melhor escolinha/creche/berçário, pois no Baby Center já há um texto muito bacana sobre esse assunto (veja aqui). O que vou falar aqui é da minha experiência pessoal, dos meus medos e dúvidas. Eu imagino que outras mães tenham passado ou estejam passando por isso.

Talvez você já tenha ouvido:

Coitadinho, tão pequenininho e na escola?

Coitadinho por quê?

Eu já não gosto do termo coitadinho, porque remete a um “sofrimento”, a algo “horrível, penoso, doloroso”. E ir para a escola não pode ser considerado algo assim! As crianças fazem amigos, aprendem noções de socialização e aprendem a dividir na escola. Sei que meu filho só tem 7 meses, mas em 4 dias de escolinha o menino já voltou diferente e mais calmo. Isso mesmo, eu já notei que a escolinha está sendo boa para ele.

Fonte: Free Digital Photos

Fonte: Free Digital Photos

Além disso, eu preciso trabalhar. Não apenas eu, mas muitas mães! Além da questão financeira, o trabalho traz satisfação pessoal. O dinheiro é sim importante! Experimente ficar sem, rs. O empoderamento financeiro, a independência financeira é algo muito importante para a mulher de hoje. Aposto que você sabe de histórias de mulheres que queriam se separar de seus companheiros, mas não o fizeram porque tinham medo de passar necessidades. Se você tem dinheiro, você é mais livre. Deixando discussões econômicas a parte, isso é verdade. A independência financeira é muito importante. Lutei muitos anos da minha vida para conquistá-la e não posso abrir mão dela. Não sei o que a vida me reserva no futuro, mas no momento é o que tenho e sou grata por isso. Vejam bem, não estou dizendo que depender financeiramente de outra pessoa é algo horrível. Cada um sabe de suas necessidades e do grau de confiança de seu relacionamento.

Prosseguindo, eu estava completamente insegura em deixar meu filho na escolinha. E confesso que ainda estou, sinto saudades do meu filho. E tem aqueles medos de toda mãe, porque não é você que está cuidando. Entretanto, estou passando a confiar mais nas funcionárias do berçário, são mulheres profissionais, amorosas e acolhedoras. Uma delas inclusive disse que a adaptação é mais da mãe do que da criança, hahahaha. E é verdade. No primeiro dia fiquei perdida, meu companheiro me levou para dar uma volta e até postei um pouco sobre isso no Instagram.

Mas a insegurança está passando e eu estou ficando mais forte. Agradeço tanto a Deus e as pessoas que estão me apoiando e me dizendo palavras amigas e encorajadoras nessa transição! Sem esse apoio, eu teria muitas dificuldades.

Infelizmente a gente não pode se blindar de comentários maldosos ou ignorantes. Eu sei, eu sei: se as pessoas simplesmente ficassem quietas e não falassem sobre coisas das quais não viveram ou desconhecem, o mundo seria mais harmonioso. Mas essa utopia não existe. Dê atenção para as pessoas que te querem bem, que te dizem palavras de apoio e carinho. Se você ouvir algo ridículo, ignore. Busque uma força no seu interior. Uma amiga inclusive me sugeriu buscar uma terapia. No momento estou me virando bem bem, mas não desconsiderei essa opção. Essa amiga passou pela mesma situação que estou vivendo e a terapia a ajudou bastante.

A verdade é que a mulher é muito julgada. E muitas vezes, nossos algozes são outras mulheres. Isso é lamentável. Somos julgadas pela nossa aparência (ontem mesmo comentaram duas vezes que eu dei uma engordadinha). Somos julgadas pelas nossas decisões. Nossas vidas sexuais são motivo de debate e até nossa maneira de ser mãe é julgada. Um apelo para as mulheres que estão lendo esse texto: quebrem esse círculo vicioso de julgamento. Ofereça amparo e compreensão. O mundo já é muito hostil com a gente. O mercado de trabalho já é muito hostil com as mães. Se não cuidarmos umas das outras, a situação fica ainda mais difícil. E cuidar se traduz em compreender e não julgar.

Seu eu ficasse em casa cuidando do meu filho, eu seria julgada também. Iriam dizer que “eu não faço nada”, como se cuidar de uma casa e de uma criança não fosse fazer nada. As pessoas que julgam, em sua grande maioria, são ignorantes no assunto. E por serem ignorantes é que a gente tem que desconsiderar mesmo. Repare, se a pessoa tem conhecimento de causa de verdade, ela vai ter outra postura. Ela vai trocar ideias, informações, vai rolar uma conversa produtiva. Quem não sabe das coisas e não consegue ficar quieto, eventualmente vai disparar como uma metralhadora e vai acabar ferindo alguém.

Ah sim, estou tentando gravar alguns vídeos no Youtube. E eu falei sobre minha experiência em vídeo também:

Espero com esse post apoiar você que está nesse momento de difícil transição, que é o de colocar seu filho na escola (independentemente da idade). Consulte seu coração e veja suas necessidades. Você, melhor do que ninguém, sabe o que é melhor para o seu filho e para a sua vida. Não permita que outras pessoas te julguem ou rotulem. Um grande abraço e fique registrada a minha solidariedade.