Por que produzo conteúdo para a internet?



Estive um pouco desanimada e fiquei pensando em todos os “7×1” dessa vida de produção de conteúdo para a Internet. Plágio de imagens, de textos, ofensas, comentários grosseiros, etc. E olha que meu blog, canal do Youtube (que está super desatualizado rs) e redes sociais nem são tão procurados assim. Quero dizer, não sou “famosa” na internet, nem perto disso. Fico imaginando a quantidade de ofensas que grandes produtores de conteúdo recebem diariamente.

Confira minhas reclamações sobre plágio: aqui, aqui e aqui.

Fonte: Free Digital Photos
Fonte: Free Digital Photos

Vejam, eu sou a favor de críticas. Se você tiver uma crítica construtiva de verdade, faça um comentário gentil e dependendo do caso, de maneira privada. Na minha modesta opinião, é a forma mais elegante de conduzir uma crítica. Há alguns meses uma youtuber famosa fez blackface. Ela não sabia que era ofensivo, não viu maldade na atitude e ao invés de tentar ensinar para ela que não era algo legal, muitos começaram a xingá-la. Como a gente espera que o mundo seja um lugar melhor, com pessoas mais amorosas e tolerantes, se você se comporta assim ao exortar alguém em questões tão delicadas?

Enfim, fiquei pensando nessas questões mencionadas acima e cheguei a um autoquestionamento: eu produzo conteúdo na internet para quê? Qual o meu propósito? Acho que cheguei a algumas respostas preliminares.

Voltando ao passado

Desde criança, sempre fui alguém que adorou livros. Eu gostava muito de ler enciclopédias. Na época, meu pai comprou a Enciclopédia Ilustrada do Estudante, da Globo. E anteriormente minha mãe havia comprado 4 livros de uma série chamada Pesquisar e Saber. Eu adorava folhear aqueles livros, lendo sobre tudo! Eu tinha uma sede doida por adquirir cultura geral. Na época, eu era pré-adolescente e a internet ainda não era algo popular, só fomos assinar um provedor cerca de 3 anos depois. Eu também amava bibliotecas, passava as ‘aulas vagas’ na biblioteca da escola.

Também nessa época, nós comprávamos a Folha de São Paulo aos domingos. Colecionávamos fascículos de um Atlas Mundial e de livros de pesquisas. Passei a me interessar muito por Geografia e Ciências da Terra.

Eu gostava de copiar os desenhos, mapas e textos dos livros que eu tinha e fazia uma espécie de “novo livro”, que na verdade era um caderno com todas essas pesquisas que eu fazia. Eu não tinha muita ideia de como pesquisas eram feitas, então eu simplesmente copiava os textos :). Eu tinha apenas 11 ou 12 anos, não sabia o que era plágio hehehe (diferentemente de alguns adultos com nível superior que já plagiaram meus textos e se fazem de ignorantes).

A internet chegou, meu pai me deu um CD da Enciclopédia Barsa e outro da Encarta. Eu comecei a aprender inglês e ficava bastante tempo lendo os verbetes. E confesso que ainda hoje, na Wikipedia, me perco lendo uma série de temas variados. Começo lendo sobre o Himalaia e termino lendo qualquer coisa sobre famílias reais européias. É meu jeitinho :).

Esse panorama todo só me faz concluir uma coisa: eu nasci para produzir conteúdo! Não estou dizendo que eu sou especialista nisso ou que o conteúdo que produzo é a fina flor da internet. Só quero dizer que eu gosto bastante de escrever e gosto de me comunicar dessa forma. Tanto que eu não me entendo muito bem gravando vídeos para o Youtube. Fico insatisfeita com minha imagem, não sei editar vídeos. Eu poderia aprender a editar, claro. Mas vejo que as pessoas gastam muito tempo editando vídeos e acredito que escrever é mais fácil para mim. Há dias que a escrita flui bastante naturalmente, mesmo quando preciso pesquisar bastante para escrever sobre um tema mais difícil da Meteorologia.

E por me interessar por tantos temas, percebi ao longo desses anos blogando que é impossível me ater somente à Meteorologia. Pode ser o assunto principal do blog, até porque é minha profissão e estou há mais de 10 anos atuando nela. Só que eu gosto de escrever sobre as coisas que aprecio, momentos da minha vida, sobre livros que leio e filmes que assisti. Então meus leitores tem essa “salada” que é esse blog =). Espero estar fazendo pelo menos uma saladinha saudável, com produtos bem selecionados.

Conclusão

Ou seja, escrever é realmente parte das coisas que gosto de fazer. Apesar das grosserias, dos plágios (vou continuar perturbando e denunciando todo mundo que me plagiar ou que plagiar pessoas que acompanho) e de todos os dissabores que muitas vezes experimentamos na Internet, vou continuar produzindo conteúdo. Não vou me deixar abater, pois pelo blog e através de minhas redes sociais conheci pessoas incríveis. Se eu colocar em uma balança, as pessoas incríveis estão vencendo os trolls e plagiadores.

E não é assim a vida? Vamos desistir de viver, curtir, trabalhar e aproveitar a vida por conta de algumas pedras no sapato? De forma alguma! Na minha opinião como cristã, temos que orar por essas pessoas (veja bem, deixando muito claro para quem não tem religião, ser cristã não faz de mim grande coisa). Não, não vale a pena ficar praguejando e muito menos desejar o mal para quem entrava seus caminhos. Afaste-se e ore. Melhor assim! Não significa que eu vou deixar de denunciar atitudes erradas que prejudicam minha produção de conteúdo. Vou denunciar sempre e vou tomar minhas providências. Mas não quero que essas coisas me deixem abatida! Quero ser encorajada por cada mensagem carinhosa que recebo de professoras e alunos que encontraram no meu blog aquilo que precisavam para suas pesquisas e por cada amigo e parceiro com as mesmas afinidades que encontrei através do blog.

Espero que esse texto encoraje você que está passando por algo parecido =)