Calendário do Advento – Dia #4 – A história do Papai Noel



Muitos estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada em um bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. A história conta que ele era um homem extremamente generoso que ajudava os mais necessitados, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés de suas casas. Nicolau foi canonizado pela Igreja Católica e hoje é conhecido como São Nicolau.

São Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. Por isso, também é conhecido como São Nicolau de Bari. Como seu falecimento foi muito próximo a data do Natal, acabaram associando sua figura ao Natal. Tornou-se uma figura lendária em boa parte da Europa, como um bispo velhinho que distribuía prendas no Natal.

São Nicolau de Bari, padroeiro da Rússia e da Grécia. Fonte: Wikipedia.
São Nicolau de Bari, padroeiro da Rússia e da Grécia. Fonte: Wikipedia.

O atual Papai Noel (ou Pai Natal, como chamado pelos portugueses) é geralmente retratado como um velhinho rechonchudo com as tradicionais roupas vermelhas e brancas que todos nós conhecemos. Essa imagem se popularizou na América do Norte no século XX, devido à influência da Coca Cola que fez propagandas com a imagem de São Nicolau trajando roupas vermelhas. Essa imagem se reforçou e praticamente se consolidou com as propagandas, músicas, filmes, etc e é assim que as crianças de hoje enxergam o bom velhinho.

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Conforme a lenda, Papai Noel mora no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Para os americanos, ele mora no Pólo Norte e essa é a versão mais popular dentre os brasileiros.  Para os britânicos, normalmente se diz que ele mora na Lapônia, Finlândia. As lendas falam que Papai Noel vive com sua esposa, Mamãe Noel, com elfos ajudantes e com renas voadoras. Normalmente é dito que ele possui uma lista com os nomes das crianças que se comportaram bem ao longo do ano, de modo que as presenteia de acordo com seu comportamento. As bem comportadas, ganham brinquedos ou doces. Os atentadinhos, ganham carvão.

Controvérsia no meio cristão

Essa discussão não é nova, na verdade. Há bastante tempo existe uma controvérsia no meio cristão: deve-se ou não ensinar as crianças a acreditarem em Papai Noel? Alguns dizem que a crença no Papai Noel desvia as crianças em aprenderem sobre o verdadeiro propósito do Natal, que é o nascimento do nosso Salvador.

Outros críticos, não necessariamente cristãos, comentam que o Papai Noel é um símbolo do consumismo e da comercialização do Natal. Há aqueles que argumentam que é antiético ensinar sobre o Papai Noel, pois trata-se de uma mentira. E também há quem diga que o Papai Noel (com suas roupas de frio típicas) não tem a ver com as suas realidades locais.

Para os pais cristãos, recomendo a leitura desse texto, que faz os pais refletirem e meditarem se devem ou não inserir a figura do Papai Noel em suas comemorações natalinas. Não é um texto que fornece uma resposta pronta, acho que cabe a cada pessoa avaliar sua vida e pedir a direção do Espírito Santo. Gostei em especial desse trecho:

Isso não significa que devamos completamente excluir o Papai Noel das comemorações natalinas. As crianças ainda podem participar da “brincadeira”, mesmo se souberem que não é real. Elas podem fazer listas, sentar no colo dele no shopping e preparar biscoitos e leite na véspera de Natal. Isso não vai roubar-lhes a alegria da estação, e dá aos pais a oportunidade de contar a seus filhos sobre as qualidades piedosas do verdadeiro São Nicolau, o qual dedicou a sua vida a servir os outros e fez-se um exemplo vivo de Jesus Cristo.

Nunca tinha pensado nisso. Acredito que é legal inserir a história exemplar de São Nicolau nas conversas em família sobre o Natal. A origem da figura do bom velhinho é muito bonita, mostra a preocupação com os mais pobres e o dom da caridade e do amor.

 

 
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