Ficção Científica e Pseudociência: clichês e temas recorrentes – Parte 6



Hoje vamos falar de átomos, dentre outras coisas. Seriam eles mini sistemas solares? Cortesia de Shutterstock

Vamos continuar nossa série de clichê e temas recorrentes em que a ficção científica e a pseudociência se misturam. Antes de ler esse post, confira as partes anteriores:

Sim gente, isso virou uma novela! Mas não tem problema, pois a cada vez que escrevo sobre o assunto eu me lembro de tantas coisas legais e revisito minhas anotações que fico ainda mais apaixonada por ficção especulativa. Essa série é inspirada nessa lista, mas eu optei por quebrá-la e desse modo os posts ficariam menores e eu poderia explorar melhor cada tema.

Hoje vamos falar de seres humanos como animais de estimação, o Sistema Solar como uma espécie de “pequeno átomo” e vamos falar também de “poderes psíquicos”. Quando comecei a me aventurar pelo assunto, eu não imaginaria que teríamos 7 posts (sim, porque eu considero que houve um ‘post n°O’). No entanto, é provável que ainda tenhamos pelo menos mais dois posts sobre o assunto.

Sem enrolação, vamos começar!

Seres humanos como “bichinhos de estimação”: Se houvesse criaturas em outros planetas em um estágio de desenvolvimento muito mais avançado que o nosso (ideia muito comum na ficção científica), talvez essas criaturas não nos considerassem inteligente ou civilizadas. Talvez elas pudessem ver em nós bichinhos de estimação, como criaturas dignas de serem expostas em zoológicos ou até como alimento 😱. Um dos pioneiros nessa ideia foi Charles Fort, que viveu no início do século XX e foi um dos precursores do realismo fantástico.

Nosso sistema solar como um átomo gigante ou o átomo como um pequeno sistema solar: Se formos pensar, essa ideia de perspectiva de tamanho na ficção científica não é algo novo. No século XVIII, Voltaire escreveu Micromégas, em que essa questão do tamanho e da mudança de perspectiva é tratada de maneira muito interessante e direta. Entretanto, essa ideia de que o sistema solar poderia ser um átomo gigante ou de que um átomo poderia ser um pequeno sistema solar tem a ver com a era pré-quântica, em que o conhecimento sobre o átomo era basicamente o modelo de Bohr. Em 1913, o físico dinamarquês Niels Bohr criou um modelo atômico que é mencionado até os dias atuais no ensino de ciência nas escolas. Nesse modelo, o átomo é um núcleo pequeno carregado positivamente com os elétrons “orbitando” esse núcleo. Observem que até usei a palavra orbitando, entre aspas. Com o modelo de Bohr, é muito fácil fazer uma associação entre o modelo atômico e o Sistema Solar. Ocorre que atualmente o modelo de Bohr é conhecido como algo muito simplório, e fala-se em uma nuvem de elétrons em torno do núcleo. Na verdade, com a física quântica, sabemos que um elétron pode ter a probabilidade finita de estar em qualquer lugar, até mesmo no próprio núcleo. Não vou dar muitos detalhes sobre isso, pois entra em um terreno que conheço muito superficialmente, que é a física quântica.

Modelo atômico de Bohr. Fonte: Mundo Educação

 

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Acreditem, essa série ainda não terminou. Porém, eu prometo que a parte 7 será a última! Eu irei publicá-la na próxima sexta-feira.

Essa série é baseada em experiência pessoal com ficção científica, porém essa lista  está sendo de grande ajuda para elaborar os posts.