Lancheira da criança entre 18 e 24 meses



A hora do lanche, a hora mais feliz! Uma oportunidade para a criança se integrar com os amiguinhos e aprender a cuidar das próprias coisinhas. Cortesia de Shutterstock

O post de hoje não vai ser uma orientação nutricional ou algo assim. Se você tem dúvidas sobre como e o que seu filho deve comer, procure uma nutricionista bem recomentada. Ela vai te orientar sobre uma alimentação balanceada, seguindo as necessidades de seu filho. Por exemplo, se seu filho tem algum tipo de alergia, apenas o médico especialista e a nutricionista poderão te ajudar. Claro que sempre é bom ler e buscar boas informações, para trabalhar como aliada dos profissionais e para compreender melhor as orientações deles. No entanto, jamais substitua uma consulta num profissional de verdade pelo Dr. Google.

Acredito que usar o bom senso sempre é importante. Se você é uma pessoa bem informada, não vai ter dificuldades para usar o bom senso. Confie em você! E o que vou falar hoje é sobre como eu organizo a lancheira do meu filho. Não sou dona da verdade e nem tenho um guia definitivo para isso, mas ao longo dos últimos meses aprendi algumas coisinhas.

Meu filho não tem nenhuma alergia alimentar (pelo menos até agora nada foi diagnosticado) e minha família não tem nenhuma regra especial de dieta (relativa a religião, por exemplo). Também não sou nenhuma radical ortoréxica. O que tento é oferecer alimentos variados, de maneira mais ou menos balanceada. Também não me importo de mandar algo industrializado, desde que eu leia bem o rótulo e avalie a escolha na hora de comprar.

Lembrando que sou uma mãe que trabalha fora, então vou prezar também pela praticidade. Claro que eu tento aliar a praticidade e os hábitos saudáveis e sempre que possível e me sobra um tempinho, meu marido faz pão ou eu faço um bolo, por exemplo, que irão na lancheira do pequeno.

Hora das compras

Semanalmente faço compras dos itens que irão na lancheira. Eles são:

Frutas: escolho pera, uva, maçã, salada mista, banana, mamão, manga, pêssego… Bom, aqui vai dos hábitos de cada um, mas é sempre bom variar. Compre em pequenas quantidades, para não estragar e desperdiçar dinheiro. Com algumas dessas frutas, também faço sucos naturais.

Clique aqui para saber quais são as frutas, verduras e legumes de cada estação.

Sucos de caixinha: eu procuro sucos sem adição de conservantes e corantes, preferencialmente aqueles que só contam com o açúcar da fruta. Tenho comprado da marca Native, Liv, Su Fresh 100% Suco, etc. Sempre leio o rótulo, ver. Também compro aqueles sucos integrais de uva vez ou outra, até porque eu adoro esses sucos e eles são muito bons para a saúde.

A nutricionista Karla Vilaça ainda lembra que suco nada mais é do que fruta e água. Por isso, os outros ingredientes “intrusos” que estão nos rótulos devem ser evitados. Mas nem por isso a bebida não pode ser doce. “Há marcas que usam o suco de maçã para adoçar outras bebidas, como o suco de uva”, cita Karla. Assim, o produto continua saudável, sem

Fonte: Saúde – iG @ http://saude.ig.com.br/alimentacao/2015-10-20/como-escolher-o-melhor-suco-de-caixinha.html

Petit Suisse: Sim, meu filho come. E come desses industrializados sim! Ele não tem nenhum problema de saúde, não apresentou nenhuma alergia e mando sem nenhum peso na consciência. É claro que não mando todos os dias. Normalmente mando uma vez por semana, mais ou menos. Inclusive há opções caseiras de petit suisse (veja um exemplo aqui). É muito importante saber se a escola conta com sistema de refrigeração para guardar esses alimentos. Por mais que a lancheira seja térmica e bem vedada, certos alimentos podem se deteriorar em dias quentes.

Pães e bolos: Como mencionei anteriormente, tentamos fazer pães e bolos quando possível. Quando não é possível, compro pão estilo bisnaguinha (gosto muito da marca Nutrella), pão de queijo e bolinhos (gosto da marca Suavipan). Mais uma vez, sempre olho o rótulo e avalio se o produto é bom.

Como monto a lancheira?

Essa orientação vai depender muito da escolinha, da idade da criança, de quanto tempo a criança fica na escolinha e de outras refeições e alimentos que são oferecidos pela própria escolinha.

Normalmente, o que orientam é colocar:

  • 1 bebida (suco)
  • 1 produto lácteo
  • 1 porção de frutas
  • 1 porção de carboidrato

Meu filho ainda é muito pequeno (19 meses) e eu percebi que com ele funciona se eu coloco:

  • 1 bebida (200ml de suco). Ele consegue beber bem o suco na caixinha (faz uma pequena melequinha as vezes, mas tudo bem). Quando mando suco extraído em casa, procuro mandar sucos de frutas que demoram mais para oxidar. Suco de limão e laranja, por exemplo, não dá muito certo. Mas suco de manga, mamão e melancia, por outro lado, funcionam muito bem.
  • 1 bisnaguinha (eu coloco requeijão, queijo, geléia, manteiga ou nutella), um bolinho (ou um quadradinho de bolo, se for bolo feito em casa), um pãozinho de queijo ou alguns biscoitos (cookies integrais, biscoito maisena, etc)
  • 1 porção de frutas (coloco picadas em um potinho bem fechado, com exceção se a fruta do dia for banana) ou 1 potinho de petit suisse

Conversando com as professoras da escola e observando, entendi que na idade do meu filho ele ainda está se acostumando com o ritual de lanchar. Ele fica todo orgulhoso e feliz com sua lancheirinha. Precisamos lembrar que alimentar-se é algo que nós, seres humanos, fazemos em grupo. Nós interagimos uns com os outros enquanto comemos. E isso é delicioso, faz parte de todo o processo de sociabilização. Daqui algum tempo, meu filho vai começar a contar o que o coleguinha leva para a escola. Eventualmente haverá comparações e eu quero estar preparada para isso, cedendo quando isso for possível e dizendo não quando for algo absurdo demais e muito longe daquilo que acreditamos.

Dicas adicionais (em imagens)

Estou postando algumas imagens para inspirar mamães e papais. Leiam as legendas das imagens, onde coloco algumas opiniões.

Uma dica legal para crianças maiores, que já comem mais, são esses lanches bonitinhos. A mamãe pode usar a criatividade, o que é muito legal. Estou vendo algumas fotos e estou me inspirando para começar a criar coisas parecidas. Cortesia de Shutterstock
Uma possibilidade bacana é inserir um mix de castanhas na lancheira da criança. Meu filho ainda é muito pequeno, não tem os molares ainda, mas é uma ideia que pretendo adotar no futuro. Cenoura cortada em tirinhas também são uma ideia interessante (há também a cenoura baby, mas ela é bem mais cara).  Cortesia de Shutterstock
Oferecer frutas e líquidos é sempre importante. Converse com a escola e veja se lhe estão oferecendo água com bastante frequência. Cortesia de Shutterstock
Existem diversas maneiras de mandar o lanche para a escola. Atualmente, existem “kits” que consistem na mochila de rodinhas para o material escolar e na lancheira térmica para o lanche, sempre seguindo a mesma padronagem e apresentando o mesmo personagem favorito da criança.
Dependendo da idade da criança, o lanche pode ser enviado até mesmo em potes plásticos e embalagens de papel craft, que a criança pode colocar dentro da mochila.
Cortesia de Shutterstock

 

Concluindo

É preciso lembrar que algumas escolas oferecem a opção de elas mesmas darem o lanche, mediante ao pagamento mensal dos pais. Então cabe aos pais decidir o que é melhor, dentro daquilo que cabe no orçamento doméstico e no tempo disponível.

Pessoalmente, acho que os pais tem que se esforçar um pouquinho, dentro da rotina corrida, para eles mesmos prepararem os lanches dos filhos. Acho que para a criança tem um significado importante saber que alguém da família (normalmente a mamãe) mandou um lanche gostoso para ela aproveitar na escola.

Além disso,  algumas escolas sugerem um cardápio semanal de lanches para os pais prepararem. Acho interessante, pois esse cardápio ajuda os pais a se organizarem, normalmente eles são elaborados por nutricionistas e dessa maneira as crianças todas terão lanches muito parecidos em cada um dos dias da semana.

É preciso entender também que a alimentação tem um importante fator cultural. Algumas famílias, por motivos religiosos ou outros, não consomem carne ou derivados do leite, por exemplo. Isso tem que ser respeitado pela escola e pensado na hora de elaborar os cardápios.

Aconselho aos pais a fugirem da ortorexia. Hoje em dia, com tantas informações sobre alimentação saudável, é comum ver gente obcecada de maneira pouco saudável com o assunto. Há pessoas que são extremamente radicais. Eu não dou balas ou pirulitos para o meu filho. Mas ele come um pedacinho de bolo recheado em aniversários, por exemplo. Quero que ele entenda que doces podem ser consumidos de vez em quando, em ocasiões festivas. Eu pessoalmente não vejo problema nisso. Prefiro fugir de radicalismos, porém sempre oferecendo alimentos de qualidade, pensando também na praticidade e sem me preocupar com regras rígidas. Ficando em paz e compreendendo que um danoninho de vez em quando não vai deixar meu filho doente.

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