Valeu a pena cursar Meteorologia?

 

É bastante provável que a pergunta valha para profissionais de qualquer área, para pessoas que se graduaram nas mais diversas áreas. Cortesia de Shutterstock

Uma moça muito simpática entrou em contato comigo pelo Instagram perguntando sobre o curso de Bacharelado em Meteorologia. Essa moça é bem jovem e está pensando em cursar meteorologia, então ela está pesquisando bastante. Eu encorajo bastante esse tipo de pesquisa, pois o vestibular vai nortear toda a sua vida profissional (pelo menos na maioria dos casos). Claro que precisamos entender que nada é definitivo. Eu conheço pessoas que mudaram de profissão aos 40 anos: uma conhecida minha era psicóloga e na casa dos 40 anos, começou a cursar meteorologia. Hoje ela trabalha na área de Meteorologia.

Além da possibilidade corajosa de mudar radicalmente de profissão, sempre é possível fazer uma especialização ou um curso em uma área correlata a de sua formação original. Uma amiga geóloga trabalha atualmente em empresas privadas de consultoria, porém descobriu que sua vocação é a área acadêmica. Voltou para a Universidade para fazer Mestrado e pretende fazer Doutorado.

Apesar dessas possibilidades, observo que a primeira graduação vai ser provavelmente a mais determinante nesse processo. E a escolha sobre qual carreira seguir sempre é bastante complicada, principalmente porque é feita sob muita pressão e em uma idade na qual muitos ainda não se sentem seguros para esse grande passo.

Eu já devo ter mencionado isso em outros posts, mas eu prestei na verdade Física. Acabei indo parar na Meteorologia (era minha segunda opção na inscrição do vestibular) e decidi dar uma chance ao curso. Mas eu não preenchi essa segunda opção ao acaso. Eu pesquisei e conversei com professores. Mas sendo totalmente honesta com meus leitores, eu não tinha idéia de como seria o mercado de trabalho. Eu sabia o conteúdo do curso, mas não sabia onde eu poderia trabalhar. Eu só fui aprender isso ao longo do curso. E sendo também honesta com vocês, o curso de Bacharelado em Meteorologia do IAG-USP (pelo menos na minha época) não focava tanto no mercado de trabalho, focava mais na academia. Não me lembro de nenhuma ocasião em que organizaram eventos onde pudéssemos conhecer meteorologistas que trabalhassem fora da Academia, principalmente da iniciativa privada. Eu soube que recentemente o IAG-USP teve maior preocupação com isso, e eventos de integração entre alunos e empresas foram organizados.

O curso de Meteorologia foi muito difícil, eu me entreguei por 4 anos ao Bacharelado e por mais 2 anos ao Mestrado. Eu me entreguei mesmo. Deixei de lado minha saúde (espiritual, mental, física e social). Até minha família foi negligenciada. A entrega valeu a pena? Fazendo um balanço geral, valeu. Minha família sempre me apoiou. E não falo aqui de apoio financeiro, já que a graduação na USP é gratuita e os livros estão disponíveis na internet ou na biblioteca. Falo realmente de apoio moral!

Algumas pessoas acham que apenas pessoas ricas podem estudar na USP.  Eu estudei em escola pública a vida toda, consegui uma bolsa parcial em um cursinho (que paguei com o dinheiro de um estágio que fazia) e claro que provavelmente tive que estudar muito mais do que quem tinha estudado em escola particular.  Minha família é de classe média baixa, porém felizmente um almoço no restaurante universitário e os passes escolares eles podiam comprar (e depois consegui bolsa de Iniciação Científica). Minhas roupas eram roupas simples do Brás (local de comércio popular aqui de São Paulo) e eu não ia a festas ou fazia passeios caros.

Graças a essa entrega, conquistei bolsas de pesquisa e oportunidades de trabalho. Talvez alguns podem dizer que eu tive sorte, talvez até certo ponto sim, mas assumir isso completamente seria injusto comigo. Eu realmente me dediquei para chegar até aqui.

Minhas expectativas foram atendidas? Não sou uma pessoa de criar muitas expectativas ou pelo menos na época em que comecei a estudar eu não as criava tanto.  Deixei acontecer e as coisas deram certo. Com o passar dos anos, minhas definições de sucesso foram mudando. E hoje vejo que sucesso é um conceito amplo, que tem pouca relação com sucesso financeiro e acúmulo de riquezas. Claro que ganhar dinheiro é bom, não me leve a mal, não estou sendo hipócrita ou fazendo voto de pobreza. Mas dinheiro não pode ser o único objetivo de vida, não acho que uma ambição desmedida por bens materiais seja saudável.

Como meteorologia, consegui emprego. Consegui reconhecimento, consegui realizar sonhos. Claro que tem dias que me chateio com meu trabalho ou me pergunto se deveria estar fazendo outra coisa, como qualquer outro profissional de qualquer outra área. E nesse sentido, posso responder a seguinte pergunta:

Se fosse pensar nisso hoje, prestaria meteorologia novamente?

E a minha resposta é NÃO. Eu já tenho mais de 30 anos e eu me descobri ao longo dos anos. Entendi melhor quem sou, hoje sei que sou boa em outras áreas. Inclusive um de meus objetivos a médio prazo é trabalhar em uma dessas áreas, quem sabe. O que tem a ver com o que abordei no anteriormente no texto: nunca é tarde para recomeçar e mudar de profissão.

Conto um pouco mais sobre minha trajetória profissional nessa entrevista.

Opiniões de outros colegas

Como eu sei que eu tenho uma natureza bastante otimista e esperançosa (sou praticamente a Pollyanna), decidi pedir as opiniões pessoais de alguns colegas e amigos de profissão. Para ficar mais fácil, vou ‘numerar’ meus conhecidos como meteorologista 1, 2, 3, etc. Não vou dar nomes de pessoas e empresas na maioria dos casos, como vocês vão notar.

Acredito que com a opinião de outras pessoas, quem chegar nesse post pois está pensando em cursar meteorologia, pode ter mais ferramentas para tomar sua decisão e pode conhecer mais sobre o mercado de trabalho atual. Detalhe: o mercado de trabalho muda muito, dependendo do cenário econômico do país e do mundo. Então se você ler isso daqui alguns meses ou daqui alguns anos, talvez as coisas sejam completamente diferentes.

O profissional da Meteorologia em geral precisa analisar muitos dados, sejam elas observados ou modelados. Cortesia de Shutterstock

Os colegas ouvidos em minha pesquisa tem entre 8 e 12 anos de formados e tem entre 28 e 34 anos, aproximadamente.

Opinião do Meteorologista 1:

Eu recebi a opinião dele em áudio e eu vou destacar os pontos chave. Esse meteorologista trabalha em um aeroporto e é funcionário público, trabalhando na área de previsão do tempo voltada para aeroportos. Ele já trabalhou em empresas privadas que prestam consultoria para emissoras de rádio e TV e que fazem parte do processo de previsão do tempo.

Os pontos destacados pelo Meteorologista 1 são:

  • Gosta do trabalho pois tem um bom salário, que possibilita viver bem e manter seus hobbies.
  • Gosta da dinâmica do trabalho em escala (em diferentes períodos do dia)
  • Não cursaria Meteorologia novamente, pois ele se considera privilegiado em suas conquistas e observa que o cenário do mercado de trabalho (principalmente o atual) não é bom, principalmente no tocante aos salários. Porém ele sabe que essa sua observação atual só foi possível graças ao seu conhecimento e vivência no mercado de trabalho (esse colega é formado há mais de 10 anos).

Um ponto de vista interessante no pensamento desse meu colega é que ele diz não acreditar no “se você quer, você consegue”. Meu colega considera que ao longo do caminho profissional (que começa enquanto você está cursando a graduação), você vai encontrando muitas dificuldades e nem sempre você consegue aquilo que quer.

Ele me disse que se fosse hoje, talvez teria prestado Engenharia ou teria feito cursos na área de mergulho, um de seus hobbies, especializando-se nessa área e transformando-a em um ‘ganha pão’.

Opinião do Meteorologista 2:

O Meteorologista 2 fez iniciação científica, mestrado e doutorado. Acabou deixando a Academia e hoje trabalha em uma instituição financeira privada e está fazendo uma especialização nessa área. Vou reproduzir o depoimento dele com algumas observações minha, entre parênteses:

Vou dar a minha opinião: se fosse para escolher uma profissão hoje eu faria estatística, um estatístico não sofre para conseguir uma vaga, pois todo mundo precisa de estatísticos. (…) Com a meteorologia não é assim. A maior parte das pessoas (que não são meteorologistas) não sabe o que é e o que se aprende. O curso de meteorologia que fiz foi é puramente acadêmico, com deficiências graves em matérias mais aplicadas. A gente deveria ter saído com mais prática. Ninguém sabe direito climatologia e estatística, que são coisas elementares (e me arrisco a dizer que parte não sabe nem o básico de termodinâmica e dinâmica da atmosfera). O curso te dá um conhecimento muito avançado em análise de dados, acho que nós somos únicos em análises dados no espaço e no tempo (a gente aprende programar também, o que é um adicional).  Mas infelizmente ninguém reconhece isso. O campo de trabalho é pífio. Não concordo com vocês sobre as maravilhas da energia (sobre meteorologistas que trabalham no setor de energia, vou falar deles daqui a pouco), pois se vocês contarem quantos colegas trabalham do seu lado e quantos são meteorologistas, vão ver que o número é ridículo. O mercado de trabalho é limitadíssimo e com pouco investimento. Parte faz pós-grafuação porque não tem opção e o Governo paga para espírito indígena afastar frente fria (sobre os absurdos pseudocientíficos da Fundação Cacique Cobra Coral). Eu até hoje não recebi nenhuma resposta de nenhuma empresa de meteorologia, apesar de ter mandado currículos (…).

Esse colega ainda mencionou sobre algo grave: algumas empresas contratam engenheiros para realizar trabalhos de meteorologistas. Isso é sério, já que as duas profissões são regulamentadas pelo CREA e possuem atribuições completamente diferentes. E claro, essa atitude desmotiva os meteorologistas.

Opinião do Meteorologista 3:

Esse colega disse que resumidamente, valeu cursar meteorologia porque ele se diverte com seu trabalho. As vezes surgem alguns desafios em seu dia a dia em que ele precisa resolver problemas de programação e redes de computador, ou seja,  ele acaba se desligando da meteorologia em certas funções de seu trabalho.

Esse colega em questão faz Doutorado e trabalha em um projeto de monitoramento do tempo que envolve diversas instituições.

Opinião do Meteorologista 4:

Uma profissional que trabalha no setor de energia elétrica, numa empresa privada. Como no caso anterior, coloquei algumas observações que auxiliam na compreensão entre parênteses:

(…), eu acho que valeu… acho que o curso deu uma base forte o suficiente pra gente aprender qualquer coisa rápido e com mais facilidade que outras pessoas. Mas também achei que foi necessário se reinventar pra poder ganhar dinheiro e conseguir sustentar. Não digo ficar rica, mas ter mais portas abertas. (..), cada dia que passa eu percebo que nós nos tornamos profissionais “desejáveis “, meio que o sonho de consumo de muita empresa (da área de energia, ela se refere). Um meteorologista que sabe mexer com preço de energia e sabe rodar os modelos.  Até onde eu sei, só tem 3 no mercado que sabem fazer isso. Então, pra mim, valeu a pena. Eu só gostaria que nosso curso tivesse nos ensinado mais. Eu aprendi muito mais de tempo e clima depois que comecei a trabalhar com energia. E confesso que ainda sofro com coisas que já deveriam estar enraizadas na gente, que deveríamos ter saído da faculdade com essas coisas na ponta da língua.

Essa colega ainda ressalta que o mercado de energia tem seus desafios, porém os profissionais da Meteorologia que ela conhece que se aventuraram para esse ramo não se arrependem. Essa colega mesmo já recebeu, recentemente, ligações  de head hunters. Ela se sente valorizada como profissional onde está trabalhando atualmente.

A colega também pontua que ter feito mestrado a ajudou, pois hoje considera que escreve muito melhor e atribui isso ao mestrado. Embora seu mestrado não seja na mesma área em que ela atua profissionalmente, ela considera esse ponto positivo.

Ela também parece concordar com sua orientadora de Mestrado, que acha que o ideal é o aluno terminar a graduação e enfrentar o mercado de trabalho. Anos depois, com mais experiência profissional ele pode fazer um mestrado mais focado no que o mercado precisa.

Opinião do Meteorologista 5:

Profissional que também trabalha na área de Energia Elétrica, assim como a Meteorologista 4:

Eu não sei se eu faria novamente, são tantas dificuldades que tive e todas as coisas que não aprendi que se tivesse feito Engenharia, teria mais oportunidade de crescer. Eu e a Meteorologista 4 demos sorte de estarmos trabalhando com Meteorologia em uma empresa de energia (mentira, não é sorte, vocês duas são inteligentes e dedicadas). Fui contratada para fazer a previsão de chuva e consequentemente, a previsão no preço de energia. Mesmo assim, tenho que ficar provando meu valor dentro da empresa, mostrando a importância da previsão do tempo e do clima (…)

Essa colega gosta muito de decoração e disse que se fosse hoje, talvez prestasse Arquitetura.

Opinião do Meteorologista 6:

Atualmente trabalha com programação e recebeu uma proposta profissional para mudar de país, ainda na área de programação.

Se fosse hoje, não faria mesmo. Mas uma coisa boa de ter terminado a graduação e o mestrado na USP (não digo que foi pela Meteo) é que abriu portas para entrevistas e para adiantar minha carreira. O inferno de estudar na USP também ajudou em aprender coisas rapidamente. A parte muito ruim é que a parte computacional é pífia, estatística é pior ainda. Então para conseguir adiantar minha carreira tive que continuar estudando feito louco (e mesmo assim não tive base para passar no processo seletivo de grandes empresas da área). Demorei anos me remoendo por não ter ido pro IME-USP, fazer computação. Minha vida teria sido BEM mais fácil (tendo a base sólida em computação, etc).

O colega também pontuou que não se arrepende de ter feito a graduação e o mestrado, pois abriram portas para ele. No entanto, como ele optou pela parte de programação, considera que teve que suar muito mais do que outros profissionais que tiveram formações específicas nessa área.

Opinião do Meteorologista 7:

Atualmente ele trabalha com energia eólica.

Concordo com a Meteorologista 4. O curso dá uma base sólida de física e matemática para nos metermos em empregos fora dos padrões de meteorologia. Em bancos, por exemplo. O fato de termos muitas vezes que nos virar sozinhos nos cursos de graduação nos permite aprender qualquer coisa com mais facilidade. A base de programação também abre portas em muitos lugares, como TI, por exemplo. O setor de energia tem absorvido muitos meteorologistas, para atuar em diversas áreas, graças a essa nossa diversidade e capacidade adquiridas ao longo do curso. Entre outras coisas, o setor de energia precisa de gente que entenda de climatologia, sinótica, programação (…).

Esse colega disse que prestaria meteorologia novamente, se fosse prestar vestibular atualmente. Ele também mencionou que os funcionários da empresa em que ele trabalha não sabiam que meteorologistas possuíam registro no CREA e preciso informar isso para conseguir receber o piso salarial.

Ele também considera a hipótese de cursar Física ou Química, se fosse prestar vestibular hoje, pela realização pessoal que o conhecimento nessas áreas proporciona.

Opinião do Meteorologista 8:

O próximo depoimento é de um profissional já conhecido aqui do blog. É o Vinícius, do Monolito Nimbus. Para saber com o que ele trabalha, veja seu guestpost:

Valeu muito ter estudado Meteorologia, não só pelos conhecimentos que ganhei de áreas correlatas, mas também por conhecer mais sobre os comportamentos da atmosfera que nos afetam todos os dias. Inclusive, conceitos como umidade do ar, temperatura, vento… estão envolvidos em fenômenos do cotidiano que vão desde como desembaçar o vidro do carro até em como se proteger durante uma tempestade.
Formei em Física, mas metade das disciplinas (Física, Matemática e computação) das grades curriculares dos dois cursos são iguais, e as disciplinas optativas eu escolhi as obrigatórias da grade de Meteorologia. Fiz iniciação científica em Meteorologia e depois fiz o mestrado em Meteorologia. Então foi muito para a minha formação juntar os conhecimentos das duas áreas.
Se eu tivesse que escolher, faria tudo de novo – talvez fizesse mais disciplinas da área de modelagem atmosférica.

Achei interessante colher a opinião do Vinícius porque ele não fez Bacharelado em Meteorologia. Ele é um Físico que foi se interessando pela área desde a graduação. Acredito que é também uma opção interessante e mostra que nossos interesses podem ir mudando e serem moldados ao longo da graduação e ao longo da vida profissional.

Claro que tecnicamente, o Vinícius não é meteorologista. Ele é um físico que através da Iniciação Científica e do Mestrado, acabou se especializando e entrando para a área de Meteorologia. Para atuar profissionalmente como meteorologista (fazer previsão do tempo, assinar boletins, etc) ele precisaria ser formado em Meteorologia (ou seja, ter feito a graduação, o bacharelado em Meteorologia). Entretanto, o Vinícius pode dar aulas de meteorologia e realizar pesquisas acadêmicas sem nenhum impedimento ou restrição. Eu conheço várias pessoas que tem uma trajetória profissional parecida com a do Vinícius. Conheço outros físicos, geógrafos, matemáticos, químicos, etc que hoje atuam como acadêmicos e docentes da área de Meteorologia. Só que como o Vinícius mencionou, a grade curricular (disciplinas, matérias) dos cursos de Bacharelado em Meteorologia e Física tem muitos pontos em comum, principalmente nos dois primeiros anos. Então é relativamente fácil para que um Bacharel em Física possa também ser Bacharel em Meteorologia, caso assim ele queira. Ele terá que estudar por mais 2 anos, para cursar as disciplinas faltantes.

Conclusão

Muitos colegas concordam que uma graduação na USP muda nossa maneira de pensar. Em geral, ao longo da graduação, o aluno aprende a estudar, aprende a correr atrás da informação. Não é por acaso que a USP é tão bem conceituada em tantos rankings. Claro que o mesmo fenômeno ocorre com estudantes de outras Universidades também muito boas, que sigam essa mesma filosofia. Em outras palavras, o fato de muitas vezes “se ferrar” ou  “tomar nabo” (usando o jargão uspiano da minha época) nos ajuda a crescer.

A Iniciação Científica e o Mestrado também ajudam, pois com eles melhoramos nossa escrita científica. Isso é importante, já que com essa habilidade aprendemos a escrever bons relatórios.

As opiniões aqui expressas (de 1 a 8) são opiniões diversas, de amigos e colegas meus que narram suas próprias experiências. Cada indivíduo vai ter uma experiência durante a graduação e após dela, dependendo de suas expectativas e de outros fatores (talento, força de vontade, etc).

Sobre a necessidade de se reinventar para conquistar o mercado de trabalho, citada por alguns colegas, acredito que essa é uma habilidade que deve estar presente em profissionais de qualquer área. Fazer novos cursos, aprender coisas novas (na internet há uma infinidade de opções para isso) e manter o foco e a esperança são necessidades.

Links de outros posts que podem responder sua pergunta sobre a profissão de Meteorologista