Falando de clima e falando de história da moda: uma abordagem bem superficial e um tanto leiga

Hoje vamos falar de moda e clima e nada como um agradável look de verão para nos inspirar. Cortesia de Shutterstock

Hoje vou retomar um texto que eu comecei a escrever faz 7 anos. Exatamente: esse texto ficou em meus arquivos por todo esse tempo. Então decidi retomá-lo, reescrevendo alguns pontos e refazendo algumas pesquisas sobre o tema.

Você já mexeu em algum texto antigo de sua própria autoria? É incrível como mudamos nossa forma de escrever, como mudamos nossas referências e opiniões. É uma sensação curiosa. Eu escrevo aqui no Meteorópole desde 2011 e observo que eu deveria re-escrever vários posts. De fato, revisito vários assuntos frequentemente, porque mudo de opinião ou adquiro mais informação sobre aquele determinado assunto.

Quando decidi escrever sobre a influência do clima na moda, entendi que seria um desafio. Apesar de história da moda ser um assunto que me atrai, não sou especialista na área.

Por outro lado, eu sou especialista em tempo e em clima. Entendam, ser especialista em algo está muito longe de saber tudo sobre aquele assunto.  Quer dizer que eu sei bastante, mas acho que é impossível esgotar qualquer área do conhecimento.

Depois de fazer essas considerações, vamos participar comigo nessa breve viagem entre a história da moda e história do clima.

Diferença entre tempo e clima

Para prosseguir no texto, acho importante que esteja bem clara a diferença entre tempo e clima. E eu tratei disso nesse post, porém vou resumir rapidamente.

Quando falamos em tempo (ou previsão do tempo), estamos falando das condições meteorológicas de um determinado momento e de um determinado local (do instante atual ou das condições do próximo sábado, por exemplo).

Por outro lado, quando falamos de clima, estamos falando principalmente de valor médios ou das descrições médias das condições meteorológicas de um local. Por exemplo, é dizer qual a época mais chuvosa ou mais seca de uma localidade e informar o quanto chove em média. Ou dizer qual a época mais fria ou mais quente e usar valores médios de temperatura para ilustrar.

Para mais detalhes sobre esse tema, leia esse post.

Biometeorologia e sociedade

Biometeorologia é uma divisão da meteorologia que estuda como as condições meteorológicas interferem nos seres vivos e vice-versa. Um dia eu pretendo escrever mais sobre o assunto. Eu tive um ótimo professor na faculdade, apaixonado pelo tema e muito culto e conhecedor de outras áreas do conhecimento. Esse professor certa vez comentou que a forma de vestir das pessoas, ao longo dos séculos, sofreu influência do clima também.

É claro que a maneira de vestir tem também outras influências. A emancipação das mulheres teve um papel importante nisso. Antes nós estávamos mais a mercê da opinião dos homens. O líder religioso, o pai, o irmão e o marido da mulher determinavam como ela deveria se comportar na sociedade e é evidente que o vestuário tem a ver com isso. A forma com que vestimos mostra um pouco como nos expressamos e as mulheres em geral não tinham o direito de se expressar. Basta lembrarmos que as mulheres não podiam participar da vida pública: não podiam votar e só podiam realizar alguns tipos de trabalho. Bom, nem preciso falar o quanto a sociedade melhorou e o quanto as conquistas femininas ao longo dos anos permitiram que muitas de nós tivéssemos uma vida mais livre e muito mais cheia de possibilidades. É claro que muito ainda precisa ser feito, mas devemos ser gratas por todas as mulheres pioneiras que lutaram para que pudéssemos estudar, trabalhar, vestir a roupa que quisermos, etc.

Começando a brincadeira: clima e moda

Vou começar minha brincadeira em forma análise com este gráfico de temperatura:

Figura 1: Esse gráfico corresponde a média de temperaturas de várias medidas em várias localidades, desde 1880. A maior parte dessas localidades que constituíram essa média é na Europa.{x}

Para os eventuais negacionistas da ciência que lerem esse post, antes quero que vocês leiam esse texto a respeito do consenso da comunidade científica sobre as causas do aquecimento global. E quero lembrá-los que esse post não é sobre o aquecimento global, embora o gráfico acima (Figura 1) deixe bem claro que a temperatura média anual tem aumentado (o gráfico da Figura 1 foi feito usando medições principalmente em localidades na Europa). Outro fato que observamos na Figura 1 é que esse aumeto não foi regular: houve bastante flutuação, como notamos pela linha vermelha. Em outras palavras, houve anos mais quentes e anos mais frios, porém apesar das flutuações, é possível notar que houve um aumento médio ao longo dos anos.

Na minha ‘viagem pela história’, vou usar gravuras, fotos e pinturas. A maior parte das imagens retratam principalmente o cotidiano do Reino Unido.  Escolhi este país porque em 1880 (início do gráfico) era bastante urbanizado e há muitas imagens disponíveis pela internet.

Vamos começar pelo final do século XIX. A Inglaterra vivia o final da Era Vitoriana. As pinturas foram retiradas daqui.

 

A London Crossing Sweeper and Flower Girl 1884 – Augustus Mulready

Piccadilly Circus at Night 1893 – Ernest Dudley Heath

O que reparo nas figuras que encontrei da Era Vitoriana, principalmente com relação à aristocracia é que as golas são altas e bem cheias. Os vestidos também tem muito volume. Espartilhos ainda são muito utilizados, para dar uma forma feminina e sensualidade (já que a pele é bem escondido pelas roupas).

Panoramic Fashion Plate – Peterson’s 1873 {x}

Podemos claramente concluir que esse tipo de vestimenta, com todos esses acessórios, é quente. Não é prática de ser vestida. Hoje em dia, com o aumento da temperatura e com as mais variadas atividades que uma mulher pode desempenhar, não é nada confortável ou prática.

Agora vamos ao início do século XX, que na história inglesa é chamada de Era Eduardiana (Edwardian Era). A primeira coisa que chama a atenção é que as saias perderam seus volumes.

Ainda usavam corsets{ x} o que foi rapidamente se transformando ao longo dos primeiros anos do século XX. A imagem acima é de 1903. Lembram da cena de Titanic que a Rose está muito revoltada por ter que usar um corset? Acho que aquela cena é bem interessante, porque talvez fosse o pensamento de várias mulheres jovens da época.

Acima, parecem desenhos feitos por modistas {x}, também do início do século XX, antes da Primeira Guerra. Os tecidos parecem bem mais leves e as saias sem dúvida perderam o volume. Os decotes também chamaram a atenção, principalmente esse decote retangular que foi muito sucesso na época.

 Vocês tem a impressão de que as roupas estão ficando mais “leves”, ou mais “fresquinhas”. Eu tenho essa impressão. Claro que a gente precisa levar em conta as transformações na sociedade, pois as mulheres foram conquistando cada vez mais independência. Além disso, as técnicas de fabricação de tecidos e confecção também fora melhorando. Mas nada tira da minha cabeça que o aumento das temperaturas médias foi de certo modo responsável pelas transformações que ainda estão por vir nessa nossa viagem.

Cena de Titanic {x}. Saia com pouco volume. O naufrágio ocorreu em 1912 (um pouquinho depois da Era Eduardiana, que teve fim em 1910).

Em 1914, tivemos a Primeira Guerra Mundial. A guerra ocorreu entre 1914 e 1918. Não vou entrar em detalhes desse período, mas eu quero chamar a atenção para a roupa no início da guerra:

Essa imagem é de 1915-1916. {x}

Uma figura conhecida na “moda” dessa época era Irene Castle. Ela e seu marido eram muito conhecidos em salões de baile. Achei algumas imagens dela de 1916. Irene era norte-americana, uma figura conhecida pelos festeiros da época. Apesar e ter vivido nos EUA, achei relevante colocar fotos dela também:

Roupa de inverno de Irene Castle

Roupa inspirada em um estilo militar. Ou seja, o cenário de Primeira Guerra Mundial influenciou na moda, de alguma maneira. E vemos isso até hoje. Nos anos 90, por exemplo, roupas camufladas ou em verde militar fizeram parte do guarda-roupa de diversas pessoas. E vira e mexe essa tendência reaparece, basta um estilista famoso voltar a usar essas referências.

Roupa de Verão. Irene circulava pela região de Nova York e estados vizinhos, onde o inverno é bem quente. Em julho, a temperatura média máxima pode chegar até a 30°C. Sendo assim, por que essa blusa de manga comprida? Bem, minha dedução é que na época não era tão quente como nos dias de hoje. Claro, volto a pontuar que a sociedade também era muito diferente.

E depois da guerra, ou melhor dizendo, no Período Entre Guerras? As mulheres começaram a por as perninhas pra fora…

A imagem acima é de 1926 {x}

Eu me lembro de uma novelinha fofa da Globo que eu adorava. Chamava O Cravo e a Rosa, inspirada na peça The Taming of the Shrew (A Megera Domada), de Shakespeare. A adaptação foi feita de modo que a história da novela passava-se em São Paulo na década de 20. E claro, o que era vestido aqui  (principalmente pela elite) era inspirado no que era vestido no exterior. E ainda hoje não é assim?

Croqui do figurino de Catarina (interpretada por Adriana Esteves, na novela O Cravo e a Rosa). {x}

O que eu reparava na novela eram os cabelos mais curtos e os braços de fora, que inclusive podem ter a ver com a natureza rebelde da personagem. É provável que as jovens mais a frente de seu tempo vestiam-se  assim. As saias também eram mais curtas, se comparadas aos períodos anteriores. Certamente no esboço acima, algumas coisas devem ser levadas em consideração:

– É ficção, portanto há uma certa liberdade para criar novas peças;

– Supondo que as peças seguiram fielmente aos modelos da época: devemos lembrar que o clima do Brasil é totalmente diferente do da Europa. Porém, o verão europeu também é bem quente. O que me faz supor que em alguns lugares da Europa, talvez na França, roupas parecidas com essas fossem utilizadas no verão.

Essa mulher com cara de rica é a Rainha da Bélgica Elisabeth Gabriele of Bavaria (1920). Lembro me bem que na novela O Cravo e a Rosa a Catarina usava algumas roupas muito parecidas com essa em ocasiões festivas. {x}

A atriz Louise Brooks, em 1927{x}. Esse modelo de chapéu era bem popular na época.

Os atores Mary Pickford e Douglas Fairbanks no início da década de 20. Na foto, Mary Pickford usa uma estola de peles. Louise Brooks também usa algo de peles em seu casaco. {x}

Mary Pickford, ao lado de seu Oscar em 1929 (casaco de pele na cadeira)

E a década de 30 chegou. Nas minhas pesquisas, acabei encontrando um artigo da Wikipedia falando apenas da moda entre 1930-1945. Como entre 1939-1944 ocorreu a Segunda Guerra Mundial, falarei exclusivamente da década de 30. Nas fotos anteriores, ressaltei o uso da pele.  Casacos de pele eram itens que garantiam status e eram extremamente úteis, se considerarmos que a temperatura média era mais baixa (como vimos na evolução mostrada no gráfico no começo do post) do que nos dias atuais. Além disso, não havia opções sintéticas eficientes para aquecer o corpo no inverno.

Mae West em 1933. Super casaco de pele!

Então, quando vejo imagens como as de Mary Pickford ou Mae West usando casacos de pele, acho absolutamente normal, elegante e compreensível. Por outro lado, acho completamente abominável ver uma personalidade da atualidade usando um casaco de pele, pois além de haver opções sintéticas que garantem aquecimento e elegância, a humanidade está se conscientizando da importância de respeitar e preservar os animais.

 

 

Essa é Mary Pickford e o presidente americano Herbert Hoover em 1931. Eu gosto dessa foto porque adoro esse tipo de sapato que Mary está usando: T-strap, pois repare como a parte onde está a fivela lembra a letra T. Esse sapato é um clássico e tenho certeza que se formos em alguma loja de sapatos femininos hoje encontraremos um sapato com a fivela desse jeito (ou ao menos uma releitura desse jeito).

Em 1939 chegou a Segunda Guera Mundial. E quero lembrar uma coisa: eu estou tentando traçar um paralelo entre o aumento da temperatura e a mudança da forma de vestir-se. Só que mais uma vez preciso ressaltar que outras coisas devem ser levadas em consideração, como por exemplo (na minha opinião):

– As próprias guerras mundiais: as mulheres começaram a desempenhar outras funções, então as roupas precisavam ser mais práticas. Além disso, durante a guerra a indústria fica focada nesse assunto. E roupa para civis não devia ser prioridade, imagino eu.

– A liberação feminina e a conquista de direitos. É inegável que nosso papel na sociedade mudou muito ao longo dos anos.

Ou seja, as mudanças climáticas não são um fator único e isolado. Além disso, esse blog é de uma meteorologista que gosta de história e de moda. Logo, o viés é inegável. E é um blog, onde posso viajar e teorizar o tanto que eu quiser. Ou seja, não é e nem pretende ser um trabalho acadêmico. Como eu disse antes, é uma simples viagem com lindas fotos e ilustrações.

Na guerra o que valia era a economia. Além disso, os EUA que antes eram totalmente influenciados pelo o que era vestido na Europa, acabaram criando seus próprios desenhos no período da guerra. E não devemos nos esquecer, lá das aulas de história, que os EUA saíram como grande potência depois da Segunda Guerra. Quero dizer que a partir de 1945 passarei a mostrar muito mais imagens  e fotos dos EUA do que da Inglaterra (e sem querer eu já estava fazendo isso, falando dos atores de Hollywood da década de 20/30).

Gente, olha a mulherada trabalhando fora de casa! A foto acima é de 1943 e é em uma empresa canadense da época. Trabalhar fora com aqueles saiões do início do século gigantescos não seria nada prático.  Adoro a elegância dos trajes, essas saias são lindas. Tem mulher ali nos fundos da fotografia mostrando OS JOELHOS. Imagine como isso seria impensável no início do século. O cabelo curto também veio para ficar: mais prático, com penteados bem menos elaborados que aqueles da Era Eduardiana, por exemplo.

Rita Hayworth (1941). Compare com a foto de Mary Pickford ao lado de seu Oscar em 1929 e com a foto do decote da personagem Rose em Titanic (1911). O que quero chamar a atenção é para o aumento do decote: os ombros ficaram totalmente nus, num modelo muito sexy e lindo.

Adorei essa foto: dois trabalhadores em uma empresa americana de aviação (1942). Os dois de calça e a camisa da mulher é totalmente inspirada na versão masculina. Foto linda, que mostra um processo de igualdade de oportunidades que só cresce ao longo dos anos.

 Após a Segunda Guerra Mundial, a emancipação só foi aumentando. E as roupas foram ficando mais fresquinhas e mais ousadas:

Ilustração de 1947 {x}. O decote muito parecido ao da Rita Hayworth.

Ilustração de 1948 {x}

Olha esse livro de paper dolls da década de 40! {x}

Nos anos 50 é impossível não falar em nomes como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn, que influenciaram muito o estilo.

Mulher nos EUA usando um vestido com essa gola cruzada, muita influência de Marilyn Monroe (1956).{x}

Audrey Hepburn (1953).

Engraçado que toda vez que eu penso em Audrey Hepburn e Grace Kelly penso nas meninas boazinhas, aquelas que toda mamãe gostaria de ter como filha ou nora. Marilyn por outro lado representa a ousadia, a liberdade. Eu admiro os dois estilos, acredito que todos esses ícones ajudaram a moldar muito do comportamento feminino de nossa época.

Achei a ilustração acima nesse site. A roupa é bem típica da época: cintura marcada e parte de baixo com bastante volume.

Na década de 1960 surgiu a minissaia. Os britânicos que pareciam ter menos influência retornaram, com muita influência na música e na cultura pop em geral. Twiggy era o ícone da moda e as minissaias passaram a ser o sonho de muitas moças. Muitas compravam e usavam a minissaia “escondidas” dos pais, porque ainda era considerada algo escandaloso.

O poder de escolher o que vai vestir eu diria que é um marco nas conquistas das mulheres ocidentais. Infelizmente muitas mulheres ainda estão presas e não podem fazer essa escolha, por razões religiosas e/ou familiares. Mas de um modo geral, no mundo ocidental as mulheres podem escolher usar uma minissaia, se assim desejarem.

Brigitte Bardot

 

Twiggy

Vestidos do final dos anos 1960 {x}

Imagem linda de um catálogo de moda de 1960. Os vestidos mais curtos e o colorido chamam a atenção {x}.

 

Eu tenho a impressão que na década de 1970 a moda e os costumes no ocidente passaram a receber muita influência do oriente. O budismo e o hinduísmo se popularizaram no ocidente. Os pensamentos de paz e pedidos pelos fins dos conflitos armados ficaram lado a lado com essas filosofias orientais. O movimento hippie ditou muito a moda da época, com o uso de franjas, cabelos naturais e  pouca maquiagem;.

Minissaia com franjas (década de 1970). Fonte: Wikimedia Commons

Como o post ficou muito longo, nem vou continuar com mais imagens. Mas vocês sabem, ao longo dos anos 1980, 1990 e anos 2000, a minissaia ficou cada vez mais populares. Shorts cada vez mais curtos também ficaram populares. Hoje em dia é comum vermos jovens caminhando de shorts curtos na cidade e nos shoppings (antes era mais comum apenas nas praias). Se usar minissaia ou do shorts é elegante ou não, acho que é questão de preferência pessoal. A questão aqui é concluir que hoje as mulheres podem escolher o que usar, pois a sociedade mudou bastante e devemos gratidão as pioneiras. Quando Leila Diniz resolveu usar um biquíni na praia enquanto estava grávida, o que parece uma simples escolha particular, abriu as portas para que outras mulheres pudessem fazer o mesmo: pudessem ser felizes, curtir a gravidez na praia e não se importar com os julgamentos alheios.

Mas além das mudanças na sociedade, acredito que a elevação nas temperaturas médias deram uma forcinha para a redução do tamanho das saias e dos shorts. No mais, acho que esse post foi uma oportunidade para compartilhar com vocês várias imagens lindas que encontrei em minhas pesquisas.

Recentemente, vi uma excelente animação mostrando as mudanças nas temperaturas médias em vários países do mundo, para o período entre 1900-2016. Veja a animação em questão abaixo:


Os dados que compuseram a imagem acima são do NASA GISS Surface Temperature Analysis (GISTEMP), dados que fazem um compilado de informações do mundo todo. As barras indicam anomalia de temperatura e quando ficam em tom de azul, indicam anomalia negativa (temperatura abaixo da média) e quando ficam em tons de laranja e vermelho indicam anomalia positiva (temperatura acima da média). Observe que conforme os anos vão avançando, a temperatura média vai ficando cada vez mais acima da média (dominam as cores laranja e vermelha). Para mais informações sobre a animação, clique aqui.

Sabe aquelas pessoas do contra que falam que a saia da Fulana é tão curta que parece um cinto? Então, se a temperatura média do planeta continuar subindo assim, acho que vamos ter algo parecido.

Links que valem a pena, sobre esse assunto:

– Recomendo essa seleção de imagens.

– Esse site também é muito bom.

– Costume Galery.

– Moda da década de 40.

– Joguinho online muito legal: vestir a bonequina com roupas dos anos 50.

Vintage Dancer – 1960’s

1970’s in western fashion