O que eu faço quando cometo uma gafe?



Feito com o Canva

Ontem eu cometi uma gafe muito engraçada e depois fiquei pensando a respeito de como eu mudei a minha percepção e minha maneira de reagir diante de uma gafe ou mico, como preferirem.

A temporada de furacões no Atlântico e no Pacífico Ocidental começa agora no final de maio e vai até o final de outubro, aproximadamente. Os meteorologistas sabem disso porque depois de mais de 100 anos observando furacões nesses lugares (e nas últimas décadas, com a ajuda dos satélites), sabemos que o período do ano em que eles costumam ocorrer é este: final de maio até o final de outubro. Em outras palavras, a climatologia nos permite saber qual a época do ano mais chuvosa, mais seca, mais fria, mais quente, que há maior incidência de nevoeiro, maior incidência de frentes frias, maior incidência de furacões, etc. O estudo ao longo de vários anos nos permite obter médias que auxiliam no preparo e nos planos de contingência diante da maior probabilidade de situações extremas.

Pois bem, esse preâmbulo é para dizer que os olhos dos meteorologistas já estão voltados para o Golfo do México, local onde costumam ocorrer os furacões mais destrutivos. Os Estados Unidos contam com o NHC (National Hurricane Center), que é um centro de monitoramento voltado para identificar as áreas onde furacões podem se desenvolver e monitorá-los para alertar a população. Além disso, outros países banhados pelo Golfo do México também possuem seus próprios serviços meteorológicos nacionais que trabalham em conjunto com o NHC.

Dentro desse contexto, ontem compartilhei esse tweet:

Ou seja, assim como meus demais colegas de profissão, já estou de olho no Golfo do México. Eu estou tão maluca dos furacões que eu cometi uma gafe engraçadíssima: eu compartilhei o tweet a seguir achando que tratava-se da América do Norte (e por desatenção, li Atlântico no lugar de Pacífico):

Que erro mais bizarro e que enorme falta de atenção. Quem chamou minha atenção para o erro foi o Daniel  e claro, eu apaguei meu RT com o meu comentário.

Como vocês podem perceber, um erro bobo que denota falta de atenção e ansiedade em querer compartilhar uma informação com velocidade. Isso é bem perigoso, pois é dessa forma que a gente acaba acreditando em fake news e pior, compartilhando a informação falsa. Sempre tome muito cuidado:

  • Nunca leia apenas a manchete da matéria;
  • Atente para todos os detalhes do texto (leia mais sobre isso aqui);
  • Leve em consideração a credibilidade de quem compartilha a informação;
  • Preste MUITA atenção nas imagens para não passar vergonha como eu passei nessa ocasião.
  • Pense e repense sobre o conteúdo lido antes de compartilhá-lo.

No meu caso não foi uma fake news que compartilhei (mas poderia ter sido). Foi realmente uma falta de atenção!

Eu agradeci o Daniel por ter me avisado e ri bastante. Eu decidi falar sobre isso porque eu quero compartilhar uma vitória com vocês. Como muitos dos meus leitores já sabem, passei da curva dos 30 anos há algum tempo. E eu posso dizer com vocês que a maturidade é uma coisa maravilhosa: quando eu me comparo com a Samantha de uns 10 anos atrás, eu nem me reconheço. Hoje sou uma pessoa mais segura, mais madura, mais confiante e que sabe priorizar o que realmente vale a pena.

Se eu tivesse cometido a mesma gafe há uns 10 anos atrás, eu teria feito uma enorme tempestade em um copo d’água. Eu teria ficado sem graça, teria inclusive ignorado o Daniel e eu me sentiria super mal comigo mesma. Hoje olho para trás e penso na imaturidade desse comportamento. O bom é rir de si mesma e agradecer quem te corrige e te ensina com amizade e respeito. Fiquei rindo bastante dessa mulher maluquinha que enxergou uma América do Sul na Austrália e uma América do Norte na Ásia😅🤣. E o principal, fico muito orgulhosa dessa mulher maluquinha que aprendeu a rir de si mesma e que aprendeu a ser grata pela vida e pelo aprendizado.

Essas pequenas vitórias são maravilhosas. Conseguir olhar para dentro de mim e ter condições de fazer uma auto-análise para perceber o quanto melhorei é algo que me deixa tão feliz e por essa razão eu decidi escrever esse texto. E sempre desejando que você também seja grata por sua história e aprenda a olhar para trás não com arrependimento, mas sim com orgulho de quem se tornou.