Nuvens Cumulus no céu durante o eclipse solar anular
Ontem fomos observar o eclipse solar anular. Aqui em Minas Gerais o ápice do eclipse ocorreu por volta das 16h50min, mas exatamente nesse horário o disco solar foi encoberto por nuvens Cumulus. Bom, ao menos conseguimos ver parte do espetáculo.

Na imagem acima observamos o eclipse através do método de projeção. Esse método consiste em fazer um furinho em um papelão. Em seguida, basta centralizar esse furinho com o disco solar e então projetar a sombra em um anteparo, como uma parede branca ou uma folha de papel (que foi como fizemos).
Só que eu também comprei vidro de máscara de soldador na tonalidade 14! Esse é o método seguro para olhar diretamente para o sol. Eu fiz um teste, colocando esse vidro na frente da câmera de meu celular e obtive a foto a seguir:

A foto realmente não ficou boa, porque o vidro refletiu parte da luz e criou essa mancha verde brilhante no centro da imagem. O eclipse pode ser visto acima da mancha brilhante, onde vemos o disco solar com um pedacinho faltando.
Observe que a imagem projetada (Método 1) sai invertida. Isso ocorre porque a luz se propaga de maneira retilínea. Talvez você já tenha ouvido falar do experimento da câmara escura, que comprova a trajetória retilínea da luz e demonstra a mesma inversão da imagem que observei ao projetar o eclipse. Você pode fazer esse experimento com ou sem eclipse e eu vou deixar alguns links que o explicam:
Enquanto eu observava o eclipse usando esses dois métodos, eu descansava meus olhos olhando para leste e pude observar essa incrível linha de nuvens Cumulus. Essas nuvens depois se espalharam bastante e eu não consegui ver o eclipse até o final. Eu poderia estar com raiva delas, mas meu amor pelas nuvenzinhas é maior.

Quem estava em alguns estados da Região Norte e da Região Nordeste pode ver o eclipse anular completo, de modo que apenas um anel de sol restou no ápice do fenômeno. Lá no Rio Grande do Norte a observação foi espetacular e há vários registros belíssimos.
