|

Junk journals: encontrando beleza no que é aparentemente banal

“Everybody knows that we live in a world
Where we don’t give beautiful things a second glance

[…]

Heaven only knows we live in a world
Where what we call beautiful is just something on sale”

Marillion – Beautiful

Quando consulto a definição da palavra banal, encontro: sem originalidade; comum, trivial, vulgar. Em um mundo com tantas informações que frequentemente são humanamente inadministráveis, muitas coisas passam por nós sem nos darmos conta. Caixas, embalagens em geral, rótulos e folhas secas são alguns exemplos de coisas consideradas banais. Tenho considerado que essa banalidade, muitas vezes, está só na superfície das coisas.

Fazer um junk journal é uma forma de olhar novamente ou olhar mais atentamente. Recibos antigos, livros antigos de receita, rótulos amarelados de Leite Moça que a avó guardou e tantas outras coisas podem compor algo novo e ressignificado.

Destaquei (na abertura do post) algumas colagens recentes em um junk journal que estou preenchendo atualmente. Uso muitos envelopes de chá, folhas de livros da pilha de descarte da biblioteca, botões, fitas, rendas, retalhos de tecidos e lembrancinhas que recebo de pen pals e amigas.

Eu gasto muito pouco nesse hobby, geralmente o que mais compro é cola. Às vezes acabo seduzida por algum papel diferente ou adesivo e acabo comprando, mas geralmente são coisas muito baratas. Eu tenho pesquisado sobre algumas ferramentas que quero comprar e citei algumas que utilizo frequentemente nesse post.

Esse hobby vem me ensinando a olhar para as coisas aparentemente banais com mais atenção. Também tem me ensinado a desacelerar. Se você está pensando em um hobby, recomendo esse texto com minhas reflexões sobre os benefícios que os hobbies podem trazer.

Posts Similares

Comente