Gomphrena globosa: a florzinha rasteira muito simpática
Você mora num lugar com estação seca e chuvosa bem definida e tem um cantinho onde o Sol bate o ano inteiro e quer plantar alguma coisinha bonita lá? Pois então, eu acho que posso ter uma dica. Acompanhem-me.

Depois de mais de 3 meses de isolamento social, as temidas férias escolares chegaram. Apenas 15 dias de férias, mas o suficiente para deixar meu filho mais velho muito frustrado. Ele queria poder viajar, visitar os avós e a situação que estamos vivendo não permite que mentes minimamente esclarecidas cogitem essas possibilidades.
Sendo assim, remediamos a situação: resolvemos que vamos fazer passeios aqui por perto, em praças e parques, sempre observando todos os cuidados de distanciamento social e higiene pessoal. Observando bem o movimento ao redor, sempre buscando áreas mais afastadas de outras pessoas e usando o bom senso, o que é muito importante.
Fomos soltar pipa duas vezes numa área que é um grande descampado bem típico de cerrado. Como há ocupação humana por perto, a área está parcialmente coberta de brita, pois alguns veículos passam pelo local. Como faz algum tempo que não passam carros num ponto específico deste local, as espécies pioneiras começaram a tomar conta. Foi quando algumas plantas começaram a chamar minha atenção, principalmente uma florzinha roxa que parece “sequinha” e aparece em bastante abundância pelo campo que está se formando. Trata-se da simpática Gomphrena globosa, uma planta popularmente conhecida como perpétua. É uma planta que se adapta muito bem em regiões com estação seca e chuvosa bem definidas e nasce muito bem em áreas sem nenhum sombreamento. As flores são roxinhas e elas mantém sua forma e cor após a secagem. Ou seja, são flores ótimas para compor uma decoração mais rústica.
A Gomphrena globosa é típica de áreas da América Central, mas também é encontrada no Brasil e em outros locais do mundo com bastante facilidade. Seu chá é consumido e alegadamente possui efeitos terapêuticos. Se alguém quiser provar o chá dessa planta ou de qualquer outra, sempre recomendo que leia muito sobre o assunto e procure descobrir se a planta possui algum grau de toxicidade.
Adorei identificar mais uma plantinha. Buscar um novo olhar sobre a flora é essencial, pois modifica nossa maneira de nos relacionarmos com a natureza. Não existe “matinho”. Existe planta, cada qual com sua particularidade.
Fontes:
Radar Meteorópole
- Nem todo ciclone é bomba – texto que escrevi lá no Portal Deviante sobre ciclone bomba.
- Tendo boas ideias – texto da Sybylla sobre criatividade e dicas para escritores lá no Momentum Saga
- O selo mais raro do mundo – curiosidade que o Vinícius conta pra gente

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