Autovalidação

Recentemente li que ao procurarmos validação externa, não conseguimos nos autoconhecer. Fiquei um bom tempo pensando no que isso representa pra mim. Ao longo da maior parte de minha vida, muitas vezes eu deixei de fazer as coisas da maneira que era melhor para mim simplesmente para agradar outras pessoas. Quantas vezes me traí! Também pensei em quantas vezes busquei por elogios externos, fazendo todas as coisas como se fossem um script com o objetivo de alcançar esses elogios.
Com a maturidade, as coisas mudaram muito. Como consequência, me sinto mais livre.
Recentemente apresentei um trabalho e fui muito elogiada pelo tema escolhido e pela minha explicação clara do assunto. Anos de trabalho com o público, podcast e blog com certeza me trouxeram experiência com explanações. Evidentemente que receber elogios pelo meu trabalho foi muito bom. Um colega muito querido até disse que expliquei melhor do que um professor explicara outrora. Fiquei pensando que na academia queremos o reconhecimento pelo nosso esforço e dedicação, mas esse reconhecimento precisa brotar primeiro dentro da gente. Ora, eu sei quando fiz um trabalho bom. Sei dos pontos fortes e dos pontos fracos, assim sei o que devo melhorar. Quando meus pares elogiam ou criticam, sei que esses elogios/críticas já existiam dentro de mim e foram externalizados com mais detalhe por alguém que (geralmente) quer me incentivar.
Caso a pessoa esteja criticando por maldade ou elogiando para “puxar o saco”, eu também sei. Uma vez uma professora me disse que era muito importante nos autoavaliarmos. Eu não entendi muito bem na época, hoje compreendo bem. Se você tem uma visão realista sobre si mesma, sabe o que deve ou não considerar.
Sendo assim, o reconhecimento reflete simplesmente algo que eu já sabia. Ou seja, eu já tinha minha própria validação e isso e o que importa. Portanto, ao compreender verdadeiramente essas coisas percebo que minha busca por uma melhoria na autoestima está rendendo ótimos frutos.
