Cafés de dezembro: sem rede social






Dezembro está sendo um bom mês e pude apreciá-lo melhor quando de fato compreendi que algumas coisas vou ter que deixar pro ano que vem. Quase tive um colapso nesse mês e entendi que eu deveria deixar de lado as redes sociais. Desativei o BlueSky e o Instagram. Não posso ter coisas me distraindo numa direção improdutiva; quero distrações que me façam ter a sensação de ter produzido algo. Hobbies, leitura, cafés, conversas e coisas assim. Trata-se mais uma vez da velha reflexão que venho tendo comigo há alguns anos de que a internet era melhor quando a tratávamos como um livro.
Numa conversa recente, mais uma vez entendi que internet boa mesmo era aquela até 2010, no máximo. Eu sei que parte desse descontentamento é a idade chegando, a gente vai ficando meio nostálgica. Porém, sei que hoje tive uma sensação muito boa que me fez pensar que não quero muito papo com rede social em 2026. Teve toda uma polêmica recente envolvendo uma propaganda de chinela e fiquei tão feliz em saber dessa maluquice pela minha mãe. Acho que fiquei feliz em não ser a portadora de tranqueira da internet e ouvir sobre essa bobageira em uma conversa informal com alguém que gosto foi algo inusitado. Foi legal, como se eu pertencesse a um outro mundo.
Eu preciso muito desse momento fora das redes. Eu tenho que me concentrar para finalizar um trabalho até no máximo maio de 2026. Preciso desse momento entre as festas de fim de ano para reiniciar meu cérebro e para voltar a cultivar coisas que eu sinto ter deixado de lado ultimamente.
Sinto que logo após muitas atividades sociais, logo após encontros e festas, preciso me recolher e ficar mais sozinha no meu canto. Creio que isso também ocorre quando tenho muitas conversas online. O formato blog, nesse sentido, proporciona uma interação mais calma (ao menos é o que sinto). Diante de tanto calor que está fazendo em dezembro, sinto que preciso dessa calmaria.
Espero conseguir voltar no finalzinho do mês com uma newsletter mais curtinha.
