Eu me recuso a cair na ladainha política estressante das redes sociais

Mas isso não significa que eu não considere que política é algo importante!
O ano era 2018 e estávamos vivendo eleições muito acaloradas. Houve brigas com familiares e eu estava grávida. Até hoje tem gente que trato com cortesia, mas que na realidade eu não gosto e prefiro manter distância.
Foi difícil para mim. Familiares que sequer se importaram com o fato de eu estar grávida. Não respeitaram minha opinião educada. A situação toda escalou de um jeito que eu não poderia controlar, porque outras pessoas que gostam de mim como sou tomaram minhas dores.
Não, eu não me esqueci. Só que desde essa situação, tomei uma decisão: não vou mais cair em ladainha política estressante das redes sociais. Não quero brigar com ninguém, porque geralmente quem arruma confusão tem menos letramento político do que eu.
Quem me acompanha pelo blog, pelas redes sociais ou conversa comigo no cotidiano pode ter uma ideia do que eu defendo. Também sabe que eu não defendo figuras políticas, nem ministro e nem partido político. Para mim, todos estão a serviço da burguesia, todos eles! Os interesses dos mais ricos e das grandes corporações sempre estão em primeiro plano nesse mundo nojento que vivemos. Os pobres e mais necessitados, quando conquistam alguma coisa, vivem com medo de perder. Esses figurões se aproveitam desse medo, da insegurança que permeia a vida de quem só tenta sobreviver.
Recentemente teve um escândalo horroroso com um certo ministro do STF que era queridinho da esquerda brasileira. Muita gente se disse decepcionado. Eu não me decepciono com mais ninguém, muito menos com quem é rico e poderoso e somente quer ficar mais rico e mais poderoso, não está se importando comigo ou com quem tem menos acessos do que eu.
Em outras palavras: as pessoas ficam se estapeando por causa de figuras políticas, brigando com vizinho e familiares enquanto esses parasitas acumulam capital e poder mais e mais. Eles querem nossa divisão. Eles querem que a gente brigue por bobeira, se divida e se aliene nas redes sociais.
As discussões que vejo por aí, salvo raras exceções, são muito limitadas. São protagonizadas por pessoas sem o mínimo de letramento político, desinformadas, cheias de raiva mal canalizada e que passaram incólumes pelo sistema educacional. Não quero perder meu tempo com essas pessoas. Quero viver minha vida, porque não sei quanto tempo estarei por aqui. Quero cuidar dos meus filhos, preparar minhas aulas e fazer minhas pesquisas. Eu tenho quase que certeza que desse jeito eu pelo menos torno o mundo ao meu redor um pouco melhor.
E fogo nos fascistas! Eu não estou falando do meu parente religioso que uma vez postou uma charge preconceituosa de tremendo mal gosto no Facebook e que me fez perceber o lamaçal que era aquela redes social, a Meta e todas as redes sociais.
Eu quero é a destruição dos poderosos. Meu tio não é poderoso. Nem seu pai ou seu avô. Essas são pessoas que repetem discursos retrógados, são pessoas que tem muita raiva porque muita coisa precisa melhorar nesse país, são pessoas que viveram num Brasil muito mais autoritário que supervalorizava certos tipos de discurso provenientes de certos grupos de pessoas. Claro, se você tem parentes que dizem coisas que te machucam, você tem mesmo que se afastar. Mas eu quero dizer que esses não são poderosos e definitivamente, não é com essas pessoas que quero conversar sobre política.
Estou de boa vivendo minha vida, porque passei tempo demais apenas sobrevivendo.
