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O que você fez pela primeira vez?

Com o passar dos anos, eu fui me conhecendo melhor. E compreendendo que evidentemente há várias coisas que ainda não experimentei e não vivi na minha vida, um vasto universo. E dentro deste vasto universo, tem coisa que eu já sei que não tem nada a ver comigo e nem quero tentar. Porém há outras que tem relação com coisas que já fiz e que já gosto e por isso sei que a probabilidade de gostar delas é grande.

Eu fiz um passeio com alguns amigos e familiares e o lugar nos presenteou com esse pôr do Sol incrível. Natureza e conforto são a combinação para minha felicidade. E eu experimentei tequila pela primeira vez. Sim, após todos esses anos nessa indústria vital essa foi a primeira vez que provei tequila. Com limão e sal, todo aquele ritual divertido. Eu adorei, tomei alguns shots mas não fotografei nada porque fiquei rindo sem parar.

Tentei tirar essa foto divando com a canga, aproveitando uma rajada de vento. A foto não funcionou muito bem, mas o momento foi bacana. Foram momentos bacanas, para ser verdadeira e grata. A previsão do tempo atestava apenas um dia de nossa estada com tempo bom, mas fomos presenteados com dois dias muito bonitos. Eu fiquei bem feliz, porque geralmente as pessoas que sabem de minha profissão me culpam como responsável pelo tempo ruim, como se eu fosse a Ororo, por exemplo.

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Já há bastante tempo venho num processo de tentar ser cada vez mais sustentável. E nesse Natal decidi reaproveitar embalagens de presente ou comprar apenas papel. Eu acabei indo em uma loja que não tinha daquelas sacolas de papel craft, acho bem legal usá-las como embalagem de presente. Usei somente papel e percebi que melhorei um pouco na arte de fazer embrulhos. Antes eu me obrigava a comprar aqueles saquinhos coloridos de plástico e usar fitas (também de plástico) pois eu acreditava que não sabia fazer embrulhos.

No dia dos professores eu embrulhei as lembrancinhas usando páginas de um livro muito velho (e não-valioso) de artes, doação da biblioteca. Uso muito esses materiais para os junk journals e gosto de usar páginas antigas como papel de presente.

Nos últimos anos tenho pensado muito sobre viver a sustentabilidade. Não posso ensinar isso como professora e viver de uma maneira completamente oposta. Temas como consumismo e sustentabilidade fazem parte das novas demandas, dentro da BNCC, que precisamos ensinar aos alunos. Tenho que tentar aplicar isso na minha vida para viver o que ensino. E a sustentabilidade na prática tem relação com mudanças de atitudes.

E você não precisa se cobrar a mudar suas atitudes da noite para o dia. Comece mudando devagar, pontualmente, para aplicar na rotina. Como mudar o tipo de embrulho que você usa nos presentes, mudar o tipo de presente que você compra (favorecer o comércio local, artesãos, etc) e pensar nas suas próprias compras. Penso que é necessário tomar cuidado para não cair nas armadilhas do greenwashing ou não transformar a questão em algo relacionado à superioridade moral. Acredito que tem que fazer porque é o melhor para o planeta e para o bem-estar coletivo. Apenas isso.

Mude devagar. Um pouco por dia, dentro de suas possibilidades. E jamais se compare com os outros (isso vale pra tudo).

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