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Vida offline: desativei o Instagram e algumas reflexões a respeito disso

Dia desses fui tomar café com algumas amigas e fiquei encantada com a beleza desse pires. Inclusive, como podem ver, eu tirei a foto depois de já ter tomado um golinho, por isso a borda da xícara borrada e a foto não ficou tão boa. Logo guardei o celular, porque a gente ficou papeando e eu não queria perder a conversa e nem ser deselegante.

Nós conversamos, rimos e não tiramos nenhuma foto. A gente simplesmente esqueceu. A única amiga que ficou mais atenta ao celular (porque tem uma bebê pequena) também não se lembrou. Gosto desses momentos completamente offline, mas registros são importantes.

No mesmo dia, por coincidência, tinha resolvido dar continuidade ao plano de excluir o meu perfil principal do Instagram, o @samanthaweather. São muitos os motivos por eu ter tomado essa decisão. Para não elaborar um texto desnecessariamente prolixo, vou colocar alguns dos motivos em tópicos:

  • O Instagram tomava muito do meu tempo. Alguns conteúdos são legais, eu aprendo coisas legais que tem a ver comigo. Outros conteúdos são pura bobagem.
  • Eu quase não estava vendo os feeds de amigos, porque eles mesmos tem postado cada vez menos coisas e vários já até desativaram seus perfis. Além disso, o Instagram parece privilegiar perfis maiores e perfis que pagam engajamento, então os stories dos meus amigos acabavam se perdendo no meio de tanta coisa.
  • Tem muito conteúdo que incentiva o consumismo, compras por impulso em geral. Sabe aqueles conteúdos de organização da geladeira ou da penteadeira com um milhão de produtos? Então, não quero e definitivamente não preciso.
  • Eu estava basicamente usando para conhecer restaurantes, lanchonetes e serviços em geral aqui na minha cidade. Descobri que passo sem isso, posso ser surpreendida pela indicação de alguém de verdade ou simplesmente entrar em um lugar que eu achar interessante.
  • A Meta e outras empresas simplesmente tem adotado soluções de IA por default e quando você vai ver, elas estão lá implantadas e cabe a você desabilitá-las.
  • A Meta é uma empresa problemática, já esteve envolvida em diversos tipos de escândalos.
  • Se eu quiser publicar algum tipo de conteúdo, vou usar meu próprio blog cuja hospedagem e domínio pago regularmente. Sou dona do meu conteúdo e decidi que minhas fotos feias vão ser publicadas aqui no blog, se eu quiser.
  • Se eu quiser mostrar alguma coisa legal para amigos e familiares, mostro a foto no WhatsApp. Eu sei, é da Meta. Mas no momento, preciso desse serviço e é o que mais uso para manter contato com as pessoas.
  • Posso interagir com outras pessoas pelo BlueSky ou mesmo pelos comentários daqui do blog.
  • Quero ser mais INTENCIONAL em meu consumo por informação, quero ir atrás do que eu gosto, não quero algoritmos dizendo do que eu devo gostar.

Eu estava no Instagram há mais de 12 anos, portanto eu tinha muitas fotos. Usei o Instaloader para baixar tudo, deu super certo. Elas foram salvas em meu computador, inclusive com arquivos de metadados para cada foto. Depois eu criei um “Instagram de madeira”, em html, pra salvar toda essa história em fotos:

Eu não quero mais ter redes sociais da Meta, por todos os motivos que listei. Se não é uma marca ou uma pessoa famosa pra caramba, creio que não vale a pena criar perfil em redes sociais. Se quiser criar, crie com nome fakes e não poste nada que te identifique. Porém, ainda assim, você vai estar sujeito aos algoritmos que te levam a engajar tanto nessas redes que te fazem perder tempo, perder paciência e se irritar com pessoas que estão lá na casa do chapéu e você nem conheceria se não fossem essas tranqueiras.

Por fim, como eu disse no último tópico que listei, eu desejo ser mais intencional em minha busca por informações. A minha vida era assim antes das redes sociais. Eu costumava pesquisar em bibliotecas, enciclopédias e depois na Internet sobre qualquer assunto que me interessava naquele momento. Hoje, a gente pode se aprofundar nos assuntos, tamanho o acervo de informações disponibilizado na internet. Creio q precisamos usar nosso tempo ao nosso favor, com atividades que nos enriqueçam de todas as formas. Atenção é dinheiro e essas redes lucram com seu engajamento, com suas subjetividades, com opiniões divididas, com seu amor e com seu ódio.

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