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Caldas Novas-GO: here we go again

Eu retornei à Caldas Novas-GO com minha família recentemente. Comidinhas gostosas, toboáguas arrancam-alma no parque aquático e um incrível passeio pelo PESCaN e suas trilhas.

O parque conta com trilhas de dificuldade média, cachoeiras e um pequeno museu com animais empalhados. Entendi, mais uma vez, que eu lido bem com aves empalhadas. No entanto, mamíferos empalhados são um pouco assustadores. Acho que eu me sinto um pouco como a menina indígena traficadas para a Europa no livro O som do rugido da onça, da Micheliny Verunschk*, que demonstrava certo assombro diante dos animais empalhados no laboratório dos naturalistas alemães. Nas minhas fotos vocês podem ver uma onça-parda bem esquisita, que meu filho mais velho fotografou para transformar numa figurinha do WhatsApp.

Uma das cachoeiras do parque tem um poço muito bom para tomar banho. Eu nadei muito e recarreguei minhas energias, pois eu estava precisando disso depois da qualificação. Fiquei observando, mais uma vez, que muita gente não tem muita noção de como se comportar em um parque estadual. Fazem muito barulho, não recolhem o lixo, usam roupas inadequadas para as trilhas e sobem em lugares perigosos sem nenhum tipo de cuidado. Deus que protege, porque fico observando possibilidades fraturas múltiplas.

No parque, vi uma placa com um adesivo de um moto clube da Vila Matilde, na ZL de São Paulo. Eu não sabia muito bem onde registrar essa informação nesse post e meio que coloquei em qualquer lugar. Apenas para mostrar que a ZL tá em todo lugar, presente.

Eu tirei algumas fotos para representar o bioma Cerrado. Frequentemente professores de Geografia precisam de fotos em suas aulas e conversando com outros professores, concluí que a maioria pensa nisso enquanto tira suas fotos nos passeios.

Outro lugar bacana que conheci lá em Caldas Novas foi o Jardim Japonês. O ingresso é 20 reais, mas eu confesso que só fui conhecer porque minha hospedagem incluía visitas gratuitas ao lugar. Não é que não vale a pena, mas eu sou o tipo de pessoa que ficaria horas num lugar assim para aproveitar o valor pago. Eu faria um piquenique e tiraria milhões de fotos em um horário legal (e não quase no horário de fechamento).

Não me interessei tanto pela parte japonesa do jardim. Além disso, as fotos que tirei na ponte e em lanternas contam com meus familiares aparecendo, prefiro evitar. Tem ema, patos, lhama e pavões, além de contar com doces lembranças da roça: dois tipos de engenho de cana, cerâmica, fogão a lenha, tacho e panelas. Adoro essas coisas porque fazem com que eu me lembre de minha família, de lugares que fui e histórias que ouvi.

Sobre a parte gastronômica da cidade, comi pamonha e curau em uma pamonharia perto de onde eu estava hospedada e o moço achou que eu fosse paranaense. Já deve ser a terceira no eixo MG-GO que palpita com certa convicção que sou paranaense, não sei o que pensar sobre isso, talvez eu não tenha cara de paulista, eu sei lá. O que importa é que essa pamonharia tinha bastante coisa e tudo o que provei era muito fresquinho e gostoso, com gosto de roça. Olha que de curau entendo: quando Erundina foi prefeita de São Paulo, eu estava na educação infantil e eu cheguei a entrar na fila do lanche 3x no dia do curau.

No jantar, recomendo especialmente o Empadão Goiano da Tânia porque tudo é gostoso e o atendimento é muito bom. Eu não ganhei nada para falar bem desse lugar, mas eu adoraria ser paga em comida. Eu simplesmente gostei de tudo, principalmente dessa pamonha cremosa na tigela chamada Chica Doida que tem em sua receita frango e linguiça, além de ter um apimentadinho muito saboroso. Meus filhos e meu marido pediram empadão (que comi em outra ocasião) e adoraram.

Comi também em uma espetaria cujo preço é razoável e a comidinha é honesta e saborosa. Aqui temos um exemplar da jantinha, algo bem comum em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás. Consiste em um espetinho escolhido pelo cliente (que não aparece na foto, pedi de contra filé) além de mandioca, arroz, um feijãozinho e uma salada. Estava tudo bem fresquinho e gostoso, mas eu ainda prefiro o restaurante da Tânia.

Esse foi o resumo do meu rolê por Caldas Novas. Por mim, eu ficava no parque estadual o dia todo e jantava no Empadão da Tânia de noite. No entanto, tenho filhos que amam toboáguas radicais e eles precisam fazer parte do passeio. Pra mim é uma cidade bem gostosa de passear em família, muito provavelmente as crianças vão querer voltar lá ano que vem.

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Durante a pandemia, eu resenhei esse livro no Portal Deviante. Tive a honra de participar de um ótimo bate papo com a autora. Esse livro inclusive foi vencedor do Prêmio Jabuti. Recomendo!

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