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O que posso colocar em meu junk journal?

Esse post é um super nichado, para um hobby bastante específico chamado junkjournaling. Eu compartilho um pouco sobre esse hobby em um perfil do Instagram (que está bem parado já que peguei ranço do Instagram – não é de agora) e já falei sobre o assunto em vários posts. Se você quer entender do início, sugiro esse post onde explico o que é um junk journal.

Vou resumir rapidinho: junk journal é um diário feito de lixo. A palavra lixo muitas vezes nos remete a algo desagradável, sujo. Mas quando falo lixo, eu me refiro especialmente a itens recicláveis. Quando eu era adolescente, a gente tinha o costume de guardar papéis de bombons e balas na agenda, principalmente se tivessem sido presentinhos de algum crush. Bom, o diário de lixo é mais ou menos isso, porém mais elaborado. Eu faço meus junk journals do zero, a partir de caixas retangulares (uso principalmente caixa de tereré). As páginas são restos de livros velhos, encartes, cadernos, revistas e outros. Houve um tempo em que eu era cliente assídua das lixeiras recicláveis da biblioteca da minha cidade, lugar onde há muito material para esse hobby. Bom, acho que vocês já perceberam que é um hobby que não precisa de muito investimento. Talvez você precise de uma base de corte e outros (como conto aqui), mas não precisa gastar muito dinheiro. Pode reaproveitar até bijouterias velhas para fazer penduricalhos no seu diário. Pois é, um hobby sem limites.

Ok, eu tenho meu junk journal. Posso tê-lo feito a partir de uma caixa de papelão, posso tê-lo comprado (tem artesãs que fazem lindos trabalhos) ou posso tê-lo começado a partir de um caderno ou livro velho. E agora? O que posso colocar nele? Bom, esse hobby é muito livre! Tem gente que faz os diários e não coloca nada neles, pois apenas aprecia a beleza de cada página. No entanto, vou dar algumas dicas de como você pode recheá-los.

Etiquetas de frutas

Sabe aquelas etiquetas que vem coladas em algumas frutas? Então, descobri que tem gente que as coleciona, sistematicamente. Bom, eu só preencho algumas páginas de meus diários com elas, sem preocupação adicional. Vale também para etiquetas que vem coladas em biscoitos artesanais, queijos e outras delícias.

Envelopes de chá

Eu acho que gosto desses envelopinhos de chá desde que eu os vi pela primeira vez, aos 12 anos. Lembro que achei bonito e cheirosinho, logo colei na minha agenda (junto com aquele monte de papel de bala Ice Kiss). Acabei por um tempo de fato fazendo coleção deles, também fazendo algumas anotações sobre o chá que eu tinha consumido.

Desenhos e cartinhas feitos por seus filhos, alunos ou sobrinhos

Mães, professoras de crianças pequenas, tias e madrinhas sabem do que eu estou falando. Uma das coisas mais gostosas é receber uma cartinha ou um desenho carinhoso de uma criança que gosta da gente. Eu guardo muitas coisas, desde que eu era professora de escola dominical. Claro, também tem cartinhas dos meus primos mais novos e de meus filhos. Algumas dessas coisas estão guardadas, outras já fazem parte de meus diários.

Cartas de pen pals

Durante a pandemia passei pela febre das pen pals. Eu me correspondia com várias pessoas legais e mantenho contato com algumas delas pelas redes socias. Além das cartinhas, muitas vezes trocávamos adesivos, cartões, postais e outras coisas bonitas. Algumas dessas coisas fazem parte de vários de meus diários.

Embalagens de chocolate, rótulos de vinhos e afins

Se você quer remover rótulos de garrafas de vinho, sugiro essas dicas. Geralmente eu consigo com muita calma e usando água quente. Se for usar embalagens de alimentos (chocolates, por exemplo) aconselho que remova toda mancha de comida antes de usar nos diários. Você pode limpar as embalagens com um pano umedecido com água e detergente. Claro, nem toda embalagem de alimento funciona, só usar o bom senso.

Tags e cartões de presentes recebidos

Muitas vezes os presentes vem com etiquetas ou tags, indicando quem te deu o presente. Eu geralmente guardo essas tags, muitas vezes eu acabo decorando e as uso em meus junk journals. Já usei até o próprio papel de presente. Sabe aqueles papeis fininhos e muito elegantes com temas botânicos, de marcas incríveis como Boticário ou Granado? Sempre acabo usando nos diários!

Bilhetes de avião, metrô, trem e outras coisas relacionadas com viagens

Guardo até notas fiscais de supermercados que fiz compra, durante as viagens. Nas mãos de quem é junk journaleira, tudo pode acontecer com o menor pedaço de papel que tenha algum valor sentimental.

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Essas são apenas algumas opções. Acredito que a ideia principal relacionadas a todas essas ideias é colecionar itens que trazem alguma memória afetiva, coisas relacionadas a bons momentos. Você pode simplesmente guardar rótulos que acha bonito ou interessantes, para resgatar a beleza de pequenos grandes momentos da vida.

Depois de tudo isso que escrevi, será que está certo chamar esse tipo de diário de junk journal (diário de lixo)? Lembro uma vez que uma moça fez esse questionamento, num grupo de junk journal que eu fazia parte. Ela fez uma ótima reflexão sobre o que chamamos de lixo e sobre a própria forma que os resíduos são tratados em nossa sociedade. Além disso, nessa lista que fiz ao longo do post, percebi que tem coisa que não pode ser chamada de lixo. Cartões de aniversário, cartinhas e bilhetes carinhosos, convites de casamento, etc. Todas essas coisas guardam um valor sentimental e talvez fazer um junk journal seja uma forma de mantê-las agrupadas e guardadas.

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