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Planejando para não se perder

Nessa última semana, marquei um compromisso muito importante que ocorrerá mês que vem. Dedos cruzados, quero boas vibrações dos leitores.

Uma das pessoas envolvidas nesse compromisso pediu para que eu criasse um evento no Google Agenda, pois ela costuma se organizar dessa maneira. Obviamente o fiz, não custa nada, uma vez que também costumo usar esse serviço. Meu marido e eu costumamos utilizá-lo, por exemplo, para nos avisarmos mutuamente de eventos importantes, coisas que envolvem atividades das crianças (dentista, médico, eventos, escola, etc). Acho isso tudo muito prático, porém gosto mesmo do papel. Tem alguma coisa sobre anotar que é mágica, pois me faz gravar melhor. Ao escrever, parece que estou materializando aquele evento e dizendo que ele vai acontecer e que tudo vai dar certo.

Vejo muitas pessoas dando dicas de organização e há todo um mercado de cursos, livros, planners caríssimos e até coaches que ajudam nessa tarefa. Eu já li algum conteúdo sobre esse assunto e já assisti ótimas palestras de psicólogos e outros profissionais com algumas dicas de organização. Porém a verdade é que eu só consegui aprender como meu cérebro consegue se organizar na base do autoconhecimento e da tentativa e erro.

Eu entendi, por exemplo, que por muitos anos eu usava agendas de maneira totalmente errada. Em alguns anos da minha vida eu ficava desanimada lá pelo mês de abril ou sei lá e simplesmente desistia de anotar os compromissos na agenda. Anotar as coisas precisa ser sistemático, a agenda tem que estar na bolsa.

Quanto ao formato da agenda, ela pode ser de qualquer jeito. Você pode pegar um caderno e montar seu próprio journal. Eu gosto de fazer isso, estou há 2 anos usando esses cadernos que lembram o modelo moleskine. Há soluções caríssimas por aí que nem sempre funcionam para sua realidade.

Eu gosto de decorar meu caderno porque há alguma coisa terapêutica nisso, eu creio que transmito uma intenção que penso ser valiosa: estou valorizando meus dias e procurando beleza nas pequenas coisas. Acredito que me transmite importância e me alegra naqueles dias que estou mais cansada e menos inclinada a me esforçar. Sabe, ver beleza no processo, no caminho. Cada adesivinho e letra colorida me transmitem isso.

Esse post não tem intuito de oferecer uma fórmula pronta sobre como fazer. Acho que se trata muito mais de autorreflexão. Outro dia, numa aula, um aluno me pediu para avisá-lo sobre o quê ele deveria anotar, o que de fato era importante em minha aula. Achei a pergunta curiosa e disse para ele anotar tudo, mas que iria avisar sobre os tópicos principais. Penso que descobrir o que é importante é uma tarefa individual, uma autorreflexão. Eu ainda estou aprendendo.

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