Sobre as semanas em que metemos os pés pelas mãos

Gosto de planejar minha semana e já contei aqui no blog em algumas ocasiões, que eu gosto de usar cadernos A6 para isso. Também gosto de usar o serviço Google Agenda para me lembrar de compromissos pontuais ou semanais.
Bom, quem vê pensa que eu sou super organizada e que tudo funciona bem a semana toda. Ora, eu poderia dar um curso sobre isso!
A realidade material é diferente.
Nessa última semana vi meu planejamento ruir com atividades se sobrepondo e consequentemente acabei metendo os pés pelas mãos. Os motivos foram flutuações de humor, compromissos que exigiram muito de mim e situações inesperadas.
Pessoas sem empatia, sem vivência, linguarudas, insuportáveis, que se autoenganam, inexperientes ou que querem vender cursos rasos que mostram o quanto são organizadas e perfeitas (não são!) geralmente vão dizer que eu me atrapalho porque sou desorganizada, não tenho foco, não tenho chacras alinhados ou sabe-se lá mais o quê. Se formos ouvir todos esses autodenominados coaches ou gurus, vamos destruir nossa autoestima acreditando que não somos capazes de fazer nada ou que nosso jeito de fazer as coisas é necessariamente ruim ou ineficiente.*
Há minha parcela de responsabilidade em meus momentos de desorganização. Preciso delimitar onde está minha responsabilidade para então modificar minhas atitudes. Porém são muitas as situações que não posso controlar inteiramente. Eu diria que a maior parte das coisas ninguém pode controlar inteiramente e temos que aprender a lidar com o inesperado. Principalmente quando você é mãe.
Quando observo minha semana com cuidado, concluo que fiz muitas coisas. Só não consegui fazer aquilo que planejei. Muitas vezes também faço planos grandes e impossíveis. Ontem por exemplo levei meus filhos para a piscina e peguei um livro para ler na espreguiçadeira. Enquanto organizava as coisas de nosso passeio, pensei em pegar um segundo livro. Foi quando minha consciência , essa querida, pegou na minha mão e me disse:
_ Amiga, se você conseguir ler algumas páginas desse único livro já é um enorme lucro!
Foi um lindo momento de lucidez que me permitiu valorizar o momento, desfrutar a leitura e evitar frustrações. Foi importante para que eu me lembrasse que é preciso pensar nas tarefas em pequenos pedaços, um pouquinho por dia.
No final, de pouquinho em pouquinho, as coisas ficam grandes.
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* Penso que é importante deixar claro que no texto me refiro especificamente à cursos fracos cheios de chavões nos quais os criadores dos cursos contam suas supostas histórias de sucessos, frequentemente destacando suas supostas virtudes messiânicas. Fuja de conteúdos assim e procure cursos e leituras de qualidade.

adorei o termo “pessoas linguarudas” kkk
kkkkk