Um Cumulonimbus!
Fotografia é observação, sorte e técnica. Acho que o Toshio tem todas essas coisas.
O Toshio é outro colaborador recorrente aqui do blog, que sempre manda fotos ótimas. Essa foto foi tirada em Curitiba-PR e nela podemos ver o topo do Cb (Cumulonimbus), abrindo-se como um leque. Comentei nesse post que muitas vezes o topo do Cb acaba sendo “desfiado”. Ocorre que os ventos intensos no topo do Cb acabam dissipando partes da nuvem, originando nuvens Ci ou Cs (Cirrus ou Cirrustratus). E eu lembrava que isso tinha um nome (mas eu tinha esquecido do nome). Pesquisei e encontrei o termo: Cumulonimbus capillatus.
Na nuvem que o Toshio fotografou parece que isso já está acontecendo. Repare, principalmente do lado direito da foto, que o topo começa a se desfiar. Cb’s são nuvens muito altas, cujo topo pode chegar na tropopausa:

Perto da tropopausa, os ventos podem chegar a mais de 200km/h. A corrente ascendente que forma o Cb é muito intensa e constante, o que faz com que toda a estrutura da nuvem se mantenha. No entanto, já na tropopausa, a corrente ascendente é bem menor, permitindo que o vento “desmanche” parte da nuvem.
A foto do Toshio ainda conta com um bônus: podemos ver a Lua :). É um típico ‘retrato’ de tempestade de verão, que normalmente ocorre no final da tarde/início da noite.
Obrigada, Toshio.

