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Vamos falar sobre o El Niño?

Escrevi um texto sobre o El Niño e publiquei lá no Portal Deviante, portal que agrega o SciCast e seus podcasts filhos. Gostei muito do resultado do texto e meu editor também gostou, pois consideramos um bom texto para quem quer entender esse fenômeno e está tendo contato com o assunto pela primeira vez.

Além de divulgar o texto que escrevi para o Portal Deviante, quero aproveitar para fazer alguns acréscimos relevantes. Acompanhem-me!

O nome completo do fenômeno é ENOS (El Niño-Oscilação Sul)

Pois é, o El Niño não chega sozinho: ele chega com sua grande amiga-irmã, a Oscilação Sul! Eu achei melhor não mencioná-la no post do Portal Deviante, pois ele já tinha ficado bem grande. Também não falei dela no Spin de Notícias, até porque a gente tem que gravar um negócio curtinho de uns 5-10min.

O El Niño e a Oscilação Sul (ENOS) são fenômenos climáticos interconectados que ocorrem no Oceano Pacífico tropical e fazem parte do sistema climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS). O El Niño você já sabe o que é, eu escrevi sobre ele lá no texto que falei. Vamos então falar da Oscilação Sul.

A Oscilação Sul (SOI – Southern Oscillation Index) é uma variação nas diferenças de pressão atmosférica entre a região do Pacífico oriental (ao longo da costa do Peru) e o Pacífico ocidental (região da Indonésia e Austrália). Essa diferença de pressão é conhecida como Índice de Oscilação Sul (SOI). Quando o SOI é negativo, há uma pressão mais baixa no Pacífico Oriental em comparação com o Pacífico Ocidental, indicando condições típicas de El Niño. Quando o SOI é positivo, ocorre o oposto, indicando condições típicas de La Niña.

A relação entre o El Niño e a Oscilação Sul é tão estreita que eles são frequentemente referidos juntos como ENOS. Quando o El Niño ocorre, as águas aquecidas do oceano alteram os padrões de vento e a circulação atmosférica, o que por sua vez influencia o SOI. A Oscilação Sul, por sua vez, pode amplificar ou atenuar os efeitos do El Niño.

Poderíamos até dizer que El Niño é coisa de oceanógrafo e Oscilação Sul é coisa de meteorologista. Mas não é bem assim, porque o que acontece na atmosfera se conecta com o que ocorre no oceano (e vice-versa). Por isso, meteorologistas estudam temas de Oceanografia e oceanógrafos estudam temas de Meteorologia.

Mas quem é a La Niña?

A La Niña é o oposto do El Niño. Ela envolve temperaturas mais frias que o normal nas águas superficiais do Oceano Pacífico tropical central e oriental. É importante destacar que a La Niña é o oposto do El Niño em termos de definição do fenômeno! Isto é, se um determinado lugar costuma ficar mais seco como consequência do El Niño, isso não significa que a La Niña vai causar um efeito exatamente oposto nesse lugar (ou seja, traria muita chuvas). Do mesmo modo, um El Niño ou La Niña considerado forte (com SOI grande e com grandes diferenças de temperatura da superfície do mar) não implica em impactos mais fortes nas áreas afetadas. Precisamos destacar que existem outros fenômenos acontecendo na atmosfera e em diferentes escalas e as consequências desses fenômenos são fruto de um emaranhado entre eles.

Existem anos de El Niño, anos de La Niña e anos considerados neutros. Para conseguirmos ter um histórico e realizar comparações entre os anos, são necessários dados climatológicos de uma vasta região do Oceano Pacífico e hoje isso é possível não somente através de estações de superfície e boias oceânicas, mas também usando o monitoramento via satélite.

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Acredito que esses são os pontos que eu gostaria de destacar e que poderia ter escrito em meu texto do Portal Deviante, porém ficaria muito grande. Espero que esse texto faça um complemento e aguce a curiosidade de quem gostaria de saber mais sobre o fenômeno.

Gostou do texto? Faz aquele pix pro café e pra hospedagem do site: samanthansm@gmail.com.

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